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Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Um Sábado em Buenos Aires

Como dizia o Ibrahim "Sábado: dia de pernas de fora". Até colocaria uma bermuda, mas com aquele frio não dava mesmo. Resolvi fazer o bom e velho passeio do "Tren de la Costa". Como estava na Rivadavia tive que apanhar o metrô para ir até a estação de trem, a passagem é baratinha apenas 0,90 centavos de peso. Chegando na estação Retiro, apanhei um trem até a estação Mitre e de lá comprei o bilhete para embarcar no "Tren de la Costa". É uma viagem rápida de mais ou menos 20 minutos, muito agradável. Durante o trajeto muitas casas bonitas, quase mansões, onde mora a galera que tem la plata, grana, bufunfa, dindin. O bom desse passeio é que você pode descer em alguma estação e depois continuar, sem precisar comprar outro bilhete. Algumas estações têm cafés e restaurantes. Porém, muitos turistas preferem parar na Estação San Isidro. É bom para dar uma volta pelos arredores, visitar a Catedral, comprar recuerdos e depois prosseguir no Passeio de trem. Sugiro fazer essa parada na volta, pelo menos se for na parte da manhã, pois geralmente os trens ficam mais cheios. Chegando ao Delta, a opção é fazer um passeio pelo rio Tigre. É muito legal. Além deste passeio, quem visita o Delta ainda pode ir num cassino para torrar os pesos ou se divertir à larga nos parques de diversão. O passeio de trem custa 10 pesos cada trecho e o de barco 15 pesos. Há uma opção de retornar de lancha, mas deve ser agendando antes no balcão de uma empresa na estação de Mitre, antes de comprar o bilhete do trem, parece valer a pena e custa em torno de 35 pesos.











Retornei à Buenos Aires e fui ao antenadíssimo bairro de Palermo Soho, para confeir uma feira de roupas. Estava lotadíssimo, algumas lojas até com fila na porta. A feira é uma oportunidade para novos estilitas mostrarem suas criações e funciona como um mercando mundo mix, com muitas roupas e acessórios mis.


Para chegar ao bairro de Palermo soho, optei por pegar um táxi. Andar de táxi em Buenos Aires não custa caro e da estação Retiro até Palermo paguei 16 pesos. O melhor disso é que os taxistas são muito gentis, educados e tagarelas... contam "causos" e dão até dicas do que fazer, onde comer etc.


À noite me lembrei que o motorista do táxi havia falado no restaurante Siga la Vaca. Como não conhecia, resolvi experimentar. Convidei W e seguimos para o Puerto Madero. Mas, ao chegar, imediatamente não gostei do ambiente: muita gente, sistema self service com tudo incluso por apenas 55 pesos, com grande disputa para apanhar carnes no balcão. Logo desisti de "seguir la vaca", ou seja, deixei a vaca ir para o brejo. Como estava no Puerto Madero, lembrei do La Parolaccia, um restaurante italiano que conheci em 2004. Depois de uns 15 minutos a pé, chegamos ao La Parolaccia, que também estava lotadíssimo. O tempo de espera foi estimado em 40 minutos. Porém foi uma espera prazerosa, regada a muito espumante e saboreando uns salgadinhos deliciosos. Três taças de espumante depois, fomos conduzidos para uma ótima mesa. Jantei um delicioso "risotto ai gamberetti" (risoto de camarão), acompanhado de um ótimo vinho. Melhor fim de noite, impossível.


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