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Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

IV - atenção de um desconhecido

Após ter contado parte de sua história para um desconhecido, Bernadete estava mais leve, mas o seu coração ainda doía. Alfredo Eugênio quis saber se ela estava melhor, e ouviu um sim como resposta. Bernadete sabia que aquela ferida ia demorar a cicatrizar. Como sua mãe teve coragem de enganá-la durante tanto tempo. Pensava muito no seu pai. Por sorte, eles não perceberam que a filha estava em casa, pois logo depois da discussão e da revelação, o pai de Bernadete saiu e Dona Suely foi atrás do marido, para evitar que algo de grave acontecesse. Os dois voltaram mais tarde abatidos e Bernadete não perguntou nada, porém disse aos pais que ia passar uns dias fora, na casa de uma amiga e em duas semanas estaria de volta.
Bernadete agradeceu a atenção e o carinho de Alfredo Eugênio e disse que precisava voltar ao balcão da companhia aérea e comprar uma passagem para qualquer lugar. Alfredo Eugênio perguntou se não seria melhor dar uma volta, respirar um ar fresco. Apesar de toda poluição do mar, a brisa das praias da ilha do Governador não era tão ruim. Diante do inusitado, Bernadete concordou em dar um passeio. Em outra ocasião jamais teria saído com um homem desconhecido, mas apesar de tudo, sabia que podia confiar naquele estranho. Saíram do Café caminhando lentamente.
_ Você não vai viajar? Perguntou Bernadete.
_ De fato, ia voltar para Lisboa, mas acho que vou adiar a viagem. Respondeu Alfredo Eugênio com um sorriso nos lábios...

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