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Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

VI - caminhando na praia

Bernadete sempre gostou de pisar na areia, era uma sensação agradável, parecia que estava mais leve. Olhou para Alfredo Eugênio e perguntou sobre a viagem, queria saber se ele realmente adiaria, ao mesmo tempo mostrou-se preocupada, pois se sentia culpada por atrapalhar os seus planos.
_ Eu cheguei ao aeroporto cedo demais, confundi o horário do vôo, quando fui pedir alguma informação no balcão da companhia, encontrei você e agora estou aqui.
_ Sim, mas o que você vai fazer, não quero te atrapalhar...
_ Você não atrapalha em nada, eu vou telefonar para meu irmão e falar que volto outro dia.
_ Tudo bem, mas se for por minha causa, eu...
_ Não precisa falar nada. Será que você não está gostando da minha companhia?
Bernadete estava encantada com Alfredo Eugênio, um homem bonito, aparentava ter 35 anos, alto, corpo com musculatura definida, cabelos negros e olhos castanhos. Além dos atributos físicos, Alfredo Eugênio era um cavalheiro. Porém, como estava muito fragilizada, achou melhor não ficar imaginando coisas.
_ Eu acho que nós devemos ir embora, eu já estou melhor agora. Foi um prazer conhecer você, muito obrigada por tudo...
Alfredo Eugênio, surpreso com a decisão de Bernadete, olhou fixo dentro dos seus olhos e disse:
_ Você tem certeza que está bem mesmo? Eu posso te levar em casa?
Bernadete não sabia o que responder, já havia decidido não voltar à casa dos pais.
_ Bom, mas você tem que viajar e, enfim eu....
_ Posso te pedir um favor?
_ Claro
_ Vamos voltar ao aeroporto, eu preciso recuperar minha bagagem e de lá eu te levo em casa, pode ser?
Bernadete estava ficando nervosa, mas não queria ser grosseira com aquele homem que havia sido tão paciente com ela, sem ao menos conhecê-la. Aliás, eles não sabiam nem o nome um do outro.
_ Está bem, eu concordo.
_ Muito obrigado, senhorita. Aliás, que mancada. Nem me apresentei, eu me chamo Alfredo Eugênio, muito prazer.
Bernadete teve vontade de rir, que combinação estranha, mas manteve o riso e disse:
_ Que nome lindo, muito prazer eu me chamo Bernadete.
Alfredo Eugênio estendeu à mão para Bernadete e num gesto brincalhão, fez uma reverência e beijou-lhe a mão. Bernadete ficou arrepiada.
Pegaram um táxi e retornaram para o aeroporto.

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