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Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

VII - O beijo

Tenho recebido mensagens e telefonemas de pessoas querendo saber quem é Bernadete, de onde a conheço, etc. Já expliquei que sou amigo de Bernadete, de longa data. Depois de muitos anos, Bernadete me procurou, contou sua história e pediu que eu publicasse no blog. Só estou atendendo o pedido de uma amiga. Ontem, Bernadete me telefonou, disse que tem acompanhado as publicações e está muito satisfeita. E pediu para que eu não poupasse os leitores de nenhum detalhe, "por mais duro que seja, sempre vai ajudar alguém".


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O beijo



Assim que chegaram ao Aeroporto, Alfredo Eugênio foi até ao balcão da companhia e cancelou sua viagem, retirou as bagagens do guarda-volumes e partiu em direção à zona Sul da cidade. Começava a escurecer. Alfredo Eugênio disse que iria deixar as malas no hotel e que depois gostaria de tomar um drink com Bernadete, conversar um pouco mais e depois ele a levaria em casa. O trânsito estava caótico, e demoraram a chegar ao hotel em Copacabana, na Av. Atlântica. Rapidamente Alfredo Eugênio deixou as malas na recepção e os funcionários do hotel se ocuparam de tudo. Alfredo Eugênio e sua família já eram velhos conhecidos, pois sempre se hospedava no mesmo hotel.
A noite estava bem agradável e Alfredo Eugênio sugeriu um passeio pelo calçadão. Caminharam uns 200 metros e depois pararam num bar. Bernadete estava cada vez mais encantada com Alfredo Eugênio. Saíram do bar e voltaram até o hotel. Bernadete disse que iria pegar um ônibus e pediu que Alfredo Eugênio ficasse, pois não havia necessidade de levá-la em casa. Porém, sem que ao menos terminasse de falar foi surpreendida com um convite para jantar, segundo Alfredo Eugênio o restaurante do hotel era ótimo.
_ O que você está pretendendo? Perguntou Bernadete.
_ Nada. Apenas quero que você conheça um restaurante formidável, uma boa comida, um bom vinho e uma ótima companhia.
Bernadete não resistiu e não agüentando mais, deu um beijo apaixonado em Alfredo Eugênio. Os dois se abraçaram e de mãos dadas seguiram para o restaurante.
Bernadete ainda não acreditava no que acabara de fazer. Nunca foi tímida, mas nunca havia sido tão atirada.

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