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Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

IX - Entregues ao amor




Após ouvir a resposta de Bernadete, Alfredo Eugênio a beijou e começou a falar dos seus planos, estava empolgado. Falou de tudo que iriam ver e fazer e contou histórias da família. Porém quando tocou no assunto “família”, perguntou à Bernadete se iria passar em sua casa, pois precisaria contar aos seus pais da sua decisão. Bernadete disse que seria melhor deixar passar um tempo. Quando saiu de casa, disse que iria ficar duas ou três semanas fora. Achou melhor assim. Alfredo Eugênio não se opôs. Depois do café foram ao Shopping. Alfredo Eugênio comprou roupas e uma mala para Bernadete. Por sorte, Bernadete havia pegado todos os seus documentos, inclusive o passaporte. Foram ao escritório da companhia aérea e acertaram todos os detalhes. A viagem estava marcada para o dia seguinte. Bernadete não acreditava no que estava acontecendo, parecia coisa de novela. Nunca tinha feito uma viagem internacional, nem tampouco pensou em conhecer Portugal. Ir à Europa era um projeto a longuíssimo prazo. E no dia seguinte o sonho iria ser concretizado. Há poucas semanas vivia um inferno astral: a empresa onde trabalhava demitiu um grande número de empregados, inclusive ela; o homem por quem estava apaixonada era casado; descobriu que era filha de outro homem. E, como num sonho, um anjo, um príncipe cruza o seu caminho e a tira de toda essa confusão. Nunca sentira nada tão forte, realmente a sua vida ia mudar, não poderia desperdiçar a oportunidade. Afastou todos os fantasmas da cabeça, e estava disposta a tentar ser feliz. Alfredo Eugênio lhe inspirava toda confiança. Da mesma forma, Alfredo Eugênio só pensava em ser feliz. Havia entre eles uma confiança mútua, apesar de terem se conhecido a menos de 24 horas.
Alfredo Eugênio esperava no saguão do hotel, estava impaciente. Bernadete demorava demais. Quando levantou para ir até o balcão telefonar para o quarto de Bernadete, foi surpreendido com a imagem mais linda que já tinha visto: a bela morena apareceu no saguão, cabelos escovados, maquiagem leve, um vestido preto com um decote que valorizava o colo, um andar que parecia um ballet e um sorriso nos lábios que ele ansiava beijar.
_ Demorei muito? Perguntou Bernadete preocupada.
_ Foi um prazer aguardar você. Respondeu Alfredo Eugênio dando-lhe um beijo.
Nesta noite os dois se amaram e se entregaram um ao outro. Para Bernadete foi uma noite inesquecível.

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