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quarta-feira, 18 de junho de 2008

XIV - Sintra



Bernadete estava tão ansiosa que mal conseguiu dormir, acordou várias vezes durante a noite, estava realmente preocupada, embora não houvesse motivos.
Apesar da noite mal dormida, levantou-se às 06h30 e por volta de 08h00 saíram em direção à Sintra. Alfredo Eugênio disse que não iriam demorar, Sintra fica a uns 30 minutos de Lisboa e, dependendo das condições do trânsito, poderiam chegar até mais rápido.
Dentro do esperado chegaram à "Quinta Rebouças Leitão" na estrada que leva ao Castelo da Pena. No portão, D. Alzira aguardava o casal. Era uma senhorinha de uns 60 e poucos anos, estatura mediana e sorriso no rosto. Ao ver o filho, D. Alzira correu para abraçá-lo. Em seguida Alfredo Eugênio a apresentou à Bernadete, que imediatamente entregou à D. Alzira um lindo bouquet de flores. D. Alzira agradeceu a gentileza e elogiou a beleza da moça. Bernadete ficou espantada com o tamanho do terreno, enorme, arborizado e com uma casa que parecia um conto de fadas. Na sala, o pai de Alfredo Eugênio, Pedro Joaquim, ouvia fado e apreciava um Porto. O clima era de alegria. Sr Pedro Joaquim cumprimentou Bernadete como se fosse uma velha conhecida, a recepção a deixou mais à vontade. Os pais de Alfredo Eugênio eram pessoas muito simples, apesar de toda fortuna da família. Durante muitos anos moraram em Lisboa, mas havia 10 anos decidiram mudar-se para Sintra, pois gostavam da tranquilidade do lugar.
Enquanto isso, no Brasil, algo de muita grave acabara de acontecer.

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