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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

XVI - Carta aos pais



A Quinta da família de Alfredo Eugênio era acolhedora, lá Bernadete sentia-se em casa. O fato de ver D. Alzira fazia Bernadete pensar na sua família. A moça vivia um momento único e estava muito feliz, pensou que seria melhor falar aos pais e dividir com eles sua alegria. Antes de ir dormir, escreveu uma longa carta contando tudo o que havia acontecido, inclusive os motivos que a levaram ao Aeroporto. Apenas omitiu o fato sobre o seu pai biológico. Não sabia ao certo qual seria a reação dos seus pais, mas na carta pedia perdão pela sua atitude e dizia que estava muito feliz e que não sabia quanto tempo iria ficar em Portugal. Como Bernadete sempre pregava peças nos pais, contando histórias absurdas, sabia que a carta seria a melhor solução, assim seus pais acreditariam nela, pois se telefonasse não iriam acreditar que a filha estivesse mesmo em Portugal.
No dia seguinte, após o café da manhã, retornaram à Lisboa. Ao passar pelo centro de Sintra, Bernadete avistou uma agência dos Correios e quis dali mesmo enviar a correspondência. O simples gesto de enviar a carta a deixou mais tranqüila. Porém, uma sensação estranha tomava conta da sua alma. Lembrou-se do passeio no Castelo dos Mouros e pensou que estava ainda envolvida com as lendas do lugar.
* * * * * * *
A história de Bernadete continua na segunda-feira.
Fechando a semana, um pouco de música na voz de Mariza, cantora portuguesa, intérprete de primeira linha.

Um comentário:

  1. Estou adorando! Vai ser difícil esperar até segunda-feira! Tenha um ótimo final de semana meu amigo! Bjkas.

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