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terça-feira, 24 de junho de 2008

XVIII - partida para Sintra

Por volta de 18 horas Alfredo Eugênio chegou. Bernadete estava na mesma posição, sentada no sofá, estava tão profundamente triste que nem notou a presença do companheiro. Ao ver Alfredo Eugênio na sua frente, Bernadete levantou e o abraçou, chorava copiosamente e em meio às lágrimas contou tudo a Alfredo Eugênio. Sentia-se culpada por não estar no Brasil, por não ter dado um adeus aos pais. Alfredo Eugênio a consolou e disse que o destino, infelizmente, reservava essas fatalidades e muitas vezes não havia como evita-las.
No dia seguinte, por volta de meio-dia, Bernadete falou com sua tia. Contou sobre a última semana no Brasil e disse que não sabia quanto tempo iria ficar em Portugal. Pediu à tia que vendesse todos os móveis do apartamento e que separasse alguns documentos e objetos. Alfredo Eugênio iria falar com um amigo, advogado, para que cuidasse de algumas formalidades. O apartamento da família era alugado, os pais de Bernadete tinham apenas um imóvel em Petrópolis, o apartamento onde Dona Catarina morava. No máximo em dois ou três dias tudo estaria acertado.
Bernadete não queria voltar ao Brasil, decidiu que sua vida iria recomeçar. Muito abalada e triste com tudo o que havia acontecido, pediu para passar um período na Quinta junto aos pais de Alfredo Eugênio.
No dia seguinte Bernadete partiu para Sintra e ficou por lá durante três semanas.
Os pais de Alfredo Eugênio foram muito carinhosos com Bernadete e ajudaram muito, a tratavam como uma filha.

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