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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Cordélia Brasil


Escrita por Antônio Bivar a peça Cordélia Brasil foi censurada pelo regime militar em 1968, mesmo assim ganhou importantes prêmios e foi considerada pelos críticos da época como um clássico do teatro nacional. Quarenta anos depois, Cordélia Brasil volta aos palcos cariocas. A história que causou frisson quando foi encenada, hoje soa bastante comum e, obviamente, não choca mais ninguém. Numa quitinete na zona sul do Rio de Janeiro, moram Cordélia e seu marido Leônidas, este é sustentado pela mulher que para poder pagar o aluguel e outras despesas trabalha como auxiliar de escritório durante o dia e à noite "faz a vida". Um dia Cordélia conhece Rico, um rapaz de 16 anos, que acaba morando com eles. Está formado um triângulo, com todas as possibilidades de conflito imagináveis, que termina de forma trágica.
A direção de Gilberto Gawronski optou por linha mais suave, deixando fluir mais a comédia que o drama e fugindo de uma "visão acadêmica". Os personagens transitam no caos e no limite mas sempre pontilhado com muito humor.
Maria Padilha compôs sua personagem com a alegria e tristeza na medida exata. Cordélia é uma batalhadora, ama o marido e até se prostitui para mantê-lo, mas mostra que pode se libertar, mesmo que venha a se arrepender. Maria Padilha consegue dar leveza à personagem sem cair na caricatura. Cadu Fávero está muito bem no papel do marido preguiçoso, e é responsável pelos momentos mais engraçados do espetáculo. Uma boa surpresa é George Sauma, como o adolescente Rico, numa interpretação simples mas bem competente. Apesar de passados 40 anos , o texto de Cordélia Brasil ainda agrada às platéias. O espetáculo fica em cartaz até o dia 12 de outubro, na Arena do Sesc de Copacabana.

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