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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

resumo da ópera

Os amores nascidos em abril são para sempre. Espero que vocês tenham encontrado algum amor neste mês, que está indo embora hoje. Abril é uma variação de Aprus, nome etrusco de Vênus, a deusa do amor, por isso que rola essa lenda dos amores serem para sempre, quando começam em Abril. Não custa nada tentar, até 23h59 dá tempo de encontrar um novo amor. Abril sempre me deu a impressão de que algo novo iria começar, é um mês de renovação. O fato é que já caminhamos para quase metade de 2008, tudo passa tão rápido. Ainda tenho papéis para rasgar ou guardar e presentes para curtir, são cds, livros, dvds. Por falar em livros, estou lendo "Os ecos do passado" da americana Danielle Steel. É uma novela, como tantas da escritora. A história gira em torno de um casal, formado por uma judia-alemã e um francês católico, que se conhecem no verão de 1915 na Suíça. Apesar da oposição dos pais, os jovens se casam e aí começam os dramas...toda boa novela precisa de drama e muitas lágrimas. A heroína fica viúva e com duas filhas para criar e vê com horror o regime de Hitler triunfar na Alemanha. O enredo é esse, e acho que vou chorar durante a leitura. Espero chegar até o final, ultimamente tenho lido muito pouco. Aliás, tenho um pouquinho de preguiça para ler, não devia ser assim. Um bom exemplo disso, foi o fato de ter comprado em junho de 2005 a biografia de Charles Aznavour, ter começado a ler em julho ou agosto do mesmo ano, mas até hoje não concluí o livro. Explico: só leio as histórias do cantor quando vou à praia. Acho que tenho ido pouco à praia. Gosto de ler, só tenho que ter mais força de vontade.
Que venha o mês de Maio, conhecido como o mês das noivas. Faz sentido, amores em abril, casamentos em maio...
E para quem está em busca de um amor ou querendo provar o seu amor para alguém, um vídeo da cantora francesa, Chimene Badi. A música é "Je vais te chercher" (Eu vou te buscar). Eu conheço muito pouco sobre Chimene Badi, mas ouvi essa música num dos vôos da Air France, e fiquei com o refrão na cabeça, é meio chiclete:
je vais te chercher partout
je vais te chercher à vie
je vais te garder
et te crier comme je t'ai aimé
je vais te chercher à vie
je vais te chercher partout
je vais te prouver tout l'amour que je veux te donner

terça-feira, 29 de abril de 2008

Tá na boca do povo

Tá na rua, tá na boca do povo. Não se fala em outra coisa na cidade. Quem poderia imaginar Ronaldo, o fenômeno, metido numa confusão dessas. Hoje pela manhã, voltava da academia e parei em frente à banca de revistas, e comecei a ler as manchetes dos jornais do dia, todos com imagens de um travesti e do craque Ronaldo. Que situação, saia justíssima. Duas senhoras chegaram e começaram a fazer comentários: “Que coisa feia”, disse uma, a outra respondeu “É assim mesmo, mas só R$ 30 para fazer sexo oral??? Eu cobraria uns R$ 300, uns R$ 500, R$ 30 é muito pouco”. A primeira, muito escandalizada responde: “Que isso, que absurdo você falar isso, na sua idade...” e a mais velha responde “bobagem, sou velha, mas sou vivida, tenho experiência minha filha, eu hein!”. Nessas horas, pensei, é melhor ser um ilustre desconhecido. Imaginem a cara do Ronaldo diante da mãe, amigos e do filho. A notícia já correu mundo e os vídeos já pipocam no YouTube, sem contar os comentários. Vítima ou não, Ronaldo ficou mal na foto.

domingo, 27 de abril de 2008

queridos amigos


Finalmente consegui baixar o último capítulo da minissérie "Queridos amigos" de Maria Adelaide Amaral, na minha opinião um dos melhores momentos da televisão em 2008. O tema central da minissérie era a amizade. Revendo o último capítulo, comecei a fazer um balanço da vida e pensei nas pessoas que cruzaram o meu caminho e como algumas se tornaram meus amigos. Acredito que a amizade seja como plantar uma árvore: você vai cuidando, regando, dando carinho, protegendo, para que cresça forte e frutifique. Assim são os amigos, um sorriso, uma palavra doce ou amarga (na hora certa), um pequeno gesto. Em alguns momentos muito próximos, outras vezes afastados, devido à correria da vida, mas sempre lembrados de alguma forma. Alguns amigos são tão unidos que formam uma segunda família, como acontecia na minissérie. Eu tenho alguns amigos assim. Já cheguei a falar para duas amigas que éramos a "santíssima trindade". No último sábado, tive o prazer de reunir um grupo de amigos, velhos e novos, para comemorar meu aniversário ou como gosto de dizer, celebrar a vida. Alguns não puderam comparecer, mas estiveram comigo de alguma forma. Bom é poder viver assim, cercado de amigos que gostam de estar com a gente!







Festa da cabra-cega


Quando era menino, brincava de cabra-cega e tinha medo da cuca. Era uma criança inocente, um menino que acreditava em bicho-papão e em Papai Noel (até os 7 anos). Mas um dia as ilusões acabam, que pena. Foi por isso, com saudades do tempo de menino, que fiquei entusiasmado com a 1ª festa da cabra-cega, promovida pela minha amiga Meg Bravo. O convite da festa era uma venda, o que já me provocou grandes lembranças. A brincadeira da cabra-cega era muito divertida, vocês sabem. Quem nunca brincou? Uma criança vendada, rodava, rodopiava e saía como um louco à caça de outra criança para pegar e assim ser substituída, era um círculo vicioso, e tantas risadas... Fazer isso depois de adulto seria relembrar a infância, rir e voltar a ser inocente, pelo menos por algumas horas...A festa rolou no dia 24, em Botafogo e foi um sucesso! Meg já pensa na segunda edição, e eu não vou perder.




sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pausa para reflexão

"Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? - perguntou o Samurai. A quem tentou entregá-lo. - respondeu um dos discípulos... O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma...só se você permitir. É difícil, mas vale a pena tentar... O destino não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha, não é algo a se esperar, é algo a se conquistar. "(William Jennings Bryan )

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Museu Oscar Niemeyer e um encontro inesperado na noite de domingo


Mais um projeto do mestre Oscar Niemeyer. Um grande olho suspenso no ar que chama atenção de quem passa pela Av. Mal Hermes. Mas, além do visual o museu tem muito a oferecer aos visitantes. São muitas salas com exposições temporárias de ótimo nível, uma torre para exposição de fotografias e no subsolo uma exposição permanente sobre o arquiteto e suas obras. Estive em Curitiba em 2006 e fiquei encantado com o museu e a qualidade das exposições. Este ano não foi diferente, duas exposições, em particular, me deixaram fascinado: Ex-votos, memória e devoção - reunião de peças votivas, algumas com mais de três séculos. Além dos ex-votos que estamos acostumados a ver (partes do corpo humano), a exposição apresenta os ex-votos cênicos (quadros com pinturas ingênuas, representando os milagres alacançados), as pinturas são dos séculos XVIII e XIX . Em outra sala do museu está a exposição BACON, FREUD, MOORE - figuras e estampas. O encontro de três artistas , cujo tema de trabalho é o corpo. Se tivesse visitado somente estas as duas exposições, já me daria por satisfeito, mas o MON me presenteou com mais 5 exposições: A arte de J. Borges - do cordel à xilogravura; Carretéis - Eduardo Frota; Cildo Meireles - algum desenho; Mar de homens (fotografias de Roberto Linsker) e Emanoel Araujo - autobiografia do gesto. Eu não conhecia o trabalho de Emanoel Araujo (diretor da Pinacoteca de São Paulo e também do Museus Afrobrasil), e gostei muito. O artista trabalha com formas geométricas muito criativas.

Terminei o dia com um encontro inesperado. Saí para dar um passeio sem destino certo, e fui me perdendo pelas ruas do Centro, até chegar na Rua Treze de Maio, onde para minha surpresa encontrei o ator Ranieri Gonzalez, que está em cartaz na Sala Edson D'avila do Teatro Lala Schneider, com o espetáculo "Os Psicólogos não choram". Ele estava um pouco apressado, mas após ouvir minha exclamação "Ranieri!", parou e começamos a conversar, eu disse que era do Rio e estava passeando pela cidade, falei sobre os trabalhos que ele fez na novela Esperança e nas minisséries "Um só coração" e "JK" e disse que havia visto o cartaz da peça. Resumo da ópera: o Ranieri me convidou para assistir ao espetáculo daquela noite. A peça era muito divertida, e eu me surpreendi com o talento do Ranieri para a comédia, uma vez que o ator interpretou papéis bem contidos na TV. Foi um excelente programa para o fim da noite de domingo. Coisas do destino.

Ranieri Gonzalez me disse que seu próximo espetáculo será "Capitu", e virá ao Rio com a peça , para uma temporada no Teatro Sesc de Copacabana. Vamos aguardar.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Curitiba II

Aproveitei a manhã de Sábado (19/04), para bater perna pelo Batel, bairro sofisticado da capital paranaense. Shoppings, lojas e muitos restaurantes. A rua Comendador Araújo liga o Centro ao Batel e pelo caminho a gente vê muitos casarões antigos, alguns restaurados, outros que foram transformados em agências bancárias, além de uma bela Igreja Presbiteriana. O comércio é bem variado, lojas de roupas, móveis, tapetes e o templo do consumo: O Crystal Shopping, cheio de lojas de grife. Parei para almoçar no John Bull Café, um lugar moderninho, com atitute Rock and Roll, cheio de fotos de Beatles e Rolling Stones nas paredes, além de algumas guitarras. O John Bull é uma sensação e a comida é honesta e saborosa.



Na parte da tarde, fui dar uma volta no Centro Histórico da Cidade, que começa na Praça Tiradentes, onde encontra-se a Basílica, passa pelo Lago da Ordem e termina na Rua Treze de Maio. Essa parte da cidade é muito bonita, e cheia de bares e, claro, mais restaurantes. Mas, também, encontramos lojas de souvernirs, o Memorial de Curitiba e alguns Teatros.





Santa Felicidade é o bairro gastronômico de Curitiba, lá estão os restaurantes imensos que recebem milhares de turistas, o Madalloso tem capacidade para mais de 4000 pessoas. Como não gosto de aglomeração, fui ao Veneza, um pouco afastado do burburinho, e muito mais tranquilo. Come-se de tudo um pouco, polenta, frango frito, saladas e massas, tudo ao mesmo tempo agora. Os garçons passam com os braços cheios de pequenas travessas com os acepipes. Parece um banquete.



Curitiba

Apesar das previsões de frio e chuva, no dia 18, sexta-feira, o dia começou iluminado pelo sol. Segui para o Jardim Botânico de Curitiba e passei a manhã inteira por lá. Éé um espaço bem legal, com muito verde, lagos, museu, espaço Franz Krajcberg (com peças doadas pelo artista) e a charmosa estufa em estilo art-nouveau. O Jardim foi inaugurado em outubro de 1991, e passou a ser um dos símbolos da cidade.


Depois de muito caminhar pelo Jardim Botânico, estava faminto e fui ao Mercado Municipal. Lá encontrei um restaurante italiano excelente, o Anarco, que prepara ótimas massas, como o Penne ao molho funghi com mignon, que estava delicioso.

Satisfeito, após o almoço, fui visitar a Ópera de Arame, que fica no Parque das Pedreiras. Uma ótima idéia da municipalidade, onde era uma pedreira desativada, construiram um teatro enorme, onde acontecem muitos shows, e peças durante o Festival de Teatro de Curitiba. Ao lado da Ópera de Arame, fica a Pedreira Paulo Leminsk, onde são realizados mega-shows.


Terminei o dia no Parque Tanguá, que fica a 15 minutos do Parque das Pedreiras. O Tanguá é um dos muitos Parques da cidade, um lugar ideal para passear e fazer piqueniques.