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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

XXXIV - contemplando o Tejo



Algumas semanas depois, Alfredo Eugênio, pessoalmente, foi apanhar o resultado do exame, estava nervoso e muito ansioso, mas não quis abrir o envelope. Havia marcado a consulta para o mesmo dia e iria sozinho. Bernadete pediu para acompanhá-lo, mas Alfredo Eugênio disse que não havia necessidade e que gostaria de fazer uma surpresa para a mulher.
Ao abrir o envelope Dr. Freitas apenas confirmou o que já havia dito na consulta anterior, infelizmente Alfredo Eugênio não poderia ser pai, ele era estéril.
Profundamente triste Alfredo Eugênio deixou o consultório. Era um homem feliz por ter ao seu lado uma linda mulher, mas o seu amor não seria capaz de dar frutos.
No caminho para casa, estacionou o carro próximo à Torre de Belém e caminhou às margens do Tejo. Sentia-se profundamente triste. Após alguns minutos sentou e ficou contemplando a imensidão do Tejo. O rio lhe trazia um pouco de paz.




quarta-feira, 30 de julho de 2008

XXXIII - balde de água fria

Para aqueles que acompanham a saga de Bernadete, suas dores e amores e que me escreveram nos últimos dias, informo que houve um problema na edição dos capítulos, mas a partir de hoje voltamos a publicar. De segunda a sexta vocês poderão acompanhar a trajetória de Bernadete.

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Alfredo Eugênio concordou em acompanhá-la, afinal era seu marido e, também, sentia-se parte de Bernadete. Agendaram a consulta e duas semanas depois compareceram à clínica do Dr. Joaquim Freitas. Bernadete estava ansiosa. Tão logo entrou na sala do médico começou a fazer muitas perguntas. Dr. Joaquim ouviu tudo atentamente e ao final recomendou alguns exames, inclusive para Alfredo Eugênio, que ficou um pouco surpreso.
Após algumas semanas retornaram com os resultados do exame. Estava tudo bem com Bernadete, mas Alfredo Eugênio era estéril. A notícia caiu como um balde de água fria para o casal. Alfredo Eugênio disse que poderia haver algum engano, pediu que repetisse os exames. Dr. Freitas não se opôs.
Chegaram a casa ainda abalados, Bernadete tentava encorajar o marido e disse que realmente poderia ter havido algum engano, embora no fundo do seu coração, tivesse a certeza de que o marido fosse realmente estéril.

domingo, 27 de julho de 2008

Dolores Duran e Chacrinha

A Rede Globo tem apresentado um programa especial dedicado aos artistas que já nos deixaram. O "Por toda a minha vida" é uma forma de homenagear grandes artistas que, apesar de não estarem neste plano, permanecem vivos na memória da gente. Há duas semanas foi ao ar o programa sobre Dolores Duran e na última quinta-feira foi a vez de Chacrinha. Não sou da época de Dolores Duran, claro, mas quem nunca ouviu "A noite do meu bem?" entre outras canções da talentosa compositora, que partiu muito cedo, aos 29 anos. Já o Chacrinha, ah esse fez parte da minha infância e adolescência. Era muito divertido, todos gostavam do Chacrinha, as roupas, a buzina inconfundível, aquela loucura toda no palco. Lá em casa todo mundo assistia aos progrmas do Chacrinha, fosse na Tupi, Bandeirantes ou Globo. Chacrinha tinha público certo. Um verdadeiro fenômeno.
Dolores Duran foi lembrada, também, no musical "Dolores" com Soraya Ravenle, aliás, foi neste espetáculo que Soraya ficou conhecida e foi parar nas novelas da Globo. Eu assisti "Dolores" três vezes, comprei o CD da peça, enfim fiquei fã.
Programas como "Por toda a minha vida" merecem nossa atenção por tratarem da memória cultural do país. É importante que as novas gerações tenham conhecimento desses talentos.
Para matar saudades dos homenageados, apresentamos dois vídeos:
Dolores Duran cantando num número musical de um filme da época da Atlântida (infelizmente não sei o nome, fica aí um desafio para quem souber).




Primeiro programa Chacrinha em 1982, depois de muito tempo afastado da Rede Globo:


sábado, 26 de julho de 2008

dia da avó

26 de julho é o dia das Avós, não é o máximo? Eu tenho uma ligação forte com Avós, afinal fui criado pela minha Avó materna, que eu amava muito, mas que já está em outras galáxias, iluminando e divertindo a galera. Minha avó era uma pessoa, antes de tudo, bem humorada e que adorava conversar, contar "causos". Aniversários, casamentos, batizados e até velórios ficavam mais divertidos com minha Avó por perto. Ela inventava apelidos para todas as pessoas e fazia mil piadas. Hoje só fica a Saudade.
Mas vocês sabem como é, a vida nos dá de presente pessoas queridas e assim fui "adotado" por D. Mina, uma figura fofa, uma jóia, com uma linda história de vida que já ultrapassa 100 anos.

Um beijo grande para D. Mina e para todas as avós do planeta.

domingo, 20 de julho de 2008

convescote


Neste domingo, Dia Internacional da Amizade, resolvi celebrar a data com um convescote no Aterro do Flamengo, local ideal para este tipo de evento. Isto mesmo, nosso convescote foi um evento com gente bacana, comidinhas e bebidinhas de primeira e poesias de Mário Quintana e Cecília Meireles.

Convívio + escote = convescote = piquenique.

Fazer piqueniques é muito comum no Sul do Brasil e nos países europeus. Certamente, a França, deve ser o país onde mais acontecem piqueniques, existe até o verbo pique-niquer e quem faz piquenique é chamado de pique-niqueur ou pique-niqueuse.
Curiosidades a parte, fazer um convescote ou piquenique é uma maneira bem legal de começar o dia.



sexta-feira, 18 de julho de 2008

XXXII - desejo de ser mãe

Alfredo Eugênio estava feliz por ter retomado sua vida ao lado da esposa. Decidira não mais tocar no assunto da maternidade. entendia que aquele momento era especial na vida de Bernadete, ela estava voltada para os negócios, tinha espírito empreendedor. Durante os três anos seguintes, fizeram viagens juntos, a operadora havia crescido bastante, tudo corria muito bem.
Numa tarde de domingo, Bernadete conversou com Alfredo Eugênio sobre o projeto de terem um filho, achava que aquele era o momento. Já havia marcado uma consulta com seu médico e há duas semanas não tomava o anticoncepcional. Alfredo Eugênio estava em estado de graça, finalmente seu maior desejo estava perto de ser realizado, ser pai e ver sua família crescer.
As quatro primeiras semanas foram de intenso amor entre Bernadete e Alfredo Eugênio, ambos estavam ansiosos, mas as semanas passavam e nada acontecia. Depois de seis meses Bernadete resolveu voltar ao médico. No dia da consulta, porém um imprevisto a impediu de comparecer. Alfredo Eugênio achava que o excesso de ansiedade poderia estar atrapalhando e achou que seria melhor que deixassem o assunto de lado e seguissem normalmente suas vidas. Bernadete, por sua vez, não retornou ao médico, também achava que estava muito ansiosa. E assim, mais seis meses se passaram. Finalmente decidiu fazer uma consulta e pediu que Alfredo Eugênio a acompanhasse.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

XXXI - a volta do amor

Duas semanas depois, Alfredo Eugênio convidou Bernadete para jantar. Combinou que passaria no apartamento às 20 horas. Chegou pontualmente, segurava um bouquet com rosas brancas. Bernadete ficou encantada com as flores. Durante o jantar conversaram sobre o trabalho de Bernadete e o progresso da agência de viagens. Alfredo Eugênio parecia mais tranqüilo. Bernadete disse que em breve estariam mudando para um novo imóvel e que a agência passaria a atuar também como operadora de viagens. Todos na agência estavam entusiasmados, novos empregados iam ser contratados, o clima era de muita motivação. Alfredo Eugênio escutava tudo com muita atenção, demonstrando sua felicidade. Bernadete estava se transformando em uma grande mulher de negócios. Alfredo Eugênio pediu a conta e voltaram ao apartamento, disse que gostaria de tomar um café em casa. Bernadete concordou. Assim que chegaram Bernadete foi até a cozinha e constatou que não havia pó de café.
_ Ah Alfredo, não temos café...
_ Você anda trabalhando demais, não faz compras...
_ Pois é, de fato, não tem nada aqui. Eu vou cedo para o escritório e passo o dia todo lá...
_ Será que eu poderia voltar para ajudar você a organizar a casa?
Bernadete sorriu, Alfredo Eugênio se aproximou e a beijou fortemente. Passaram a noite inteira se amando, como nos velhos tempos. O amor voltou a fazer parte da vida do casal.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

pacote de lembranças


Ontem à noite demorei a adormecer, enquanto o sono não vinha resolvi abrir uma das gavetas do meu criado-mudo. Comecei a revirar tudo, encontrei alguns livros, folhetos, fotos e um pacote cheio de envelopes e alguns cartões. Eram cartas, cartões postais e alguns bilhetes enviados por pessoas amigas, muitas das quais eu perdi contato, como a Ana Maria, Lili e Gelson. As cartas datam de 1989, meu Deus! Quase vinte anos atrás. Em tempos de internet, com e-mail, Orkut e até as mensagens via celular, quem ainda envia cartas? Mas confesso que tenho saudades daquele tempo. Receber uma carta era tão bom, um cartão de aniversário e os incríveis cartões de Natal - muitos quando você abria tocavam música, etc. Reli algumas cartas, as lembranças vieram e adormeci.

XXX - tentativas de reconciliação

Às 20 horas em ponto, Alfredo Eugênio chegou ao apartamento. Bernadete estava sentada em uma poltrona na varanda, o ver o marido levantou-se e perguntou:
_ Tudo bem com você? Como tem passado?
_ Não tão bem quanto você. Se você pensa que eu acreditei que aquele homem era seu cliente...
_ O que você está insinuando Alfredo?
_ Insinuando? Ah você agora cobra?
_ O que você está dizendo? Que agressão é essa?
_ Você é uma mulher sem vergonha, uma vagabunda!
_ Eu não admito que você fale assim comigo, eu te chamei aqui para conversar. Aquele homem é cliente da agência, eu estava numa reunião de trabalho. Você anda bebendo, está louco?
Um longo silêncio invadiu o apartamento. Alfredo Eugênio com lágrimas nos olhos pediu desculpas, disse que não conseguia viver longe de Bernadete, queria ter apenas uma família e filhos, era isso que desejava. Não gostou de ter visto Bernadete com outro homem. Admitiu ter sido precipitado ao sair de casa. Queria volta e recomeçar.
_ Alfredo, você sabe que eu te amo, mas fiquei magoada com o que você me falou e pensou de mim. Acho que temos que dar um tempo e repensar nossa vida. Tudo ia tão bem...
_ Até que eu toquei no assunto: maternidade.
_ Foi você quem pediu a separação e decidiu sair de casa. Eu ainda não acredito que a gente esteja passando por isso...
_ Vamos recomeçar?
_ Não Alfredo, vamos deixar o tempo passar e refletir sobre tudo. Depois voltamos a nos falar
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terça-feira, 15 de julho de 2008

XXIX - ciúmes?

Bernadete passou as semanas seguintes dedicada ao trabalho, não telefonou nenhuma vez para a Quinta, não comentou nada com Domingas. Alfredo Eugênio, por sua vez também não a procurou.
Num final de tarde de uma quarta-feira, Bernadete foi até o café “A Brasileira” onde iria encontrar um cliente que planejava fazer uma longa viagem. Quinze minutos depois da hora marcada, entrou apressado um homem alto, magro, cabelos prateados e olhos esverdeados, chamava-se Antônio Miguel.
_ Muitas desculpas, mas não consegui sair a tempo.
_ Tudo bem, eu entendo. Bernadete estava impressionada com a beleza de Antonio Miguel.
Estavam conversando, quando Alfredo Eugênio entrou com dois amigos. Ao ver Bernadete com outro homem, Alfredo Eugênio não se conteve.
_ Ah, estás aí, é assim que tu te comportas...
_ Boa tarde Alfredo, este é o meu cliente, Sr. Antonio Miguel.
Alfredo Eugênio desculpou-se e saiu do café.
Bernadete, apesar de muito nervosa, prosseguiu a reunião e 40 minutos depois terminaram, pediu desculpas pelo incidente e foi embora.
Antonio Miguel ficou impressionado com a beleza de Bernadete, só havia falado poucas vezes com ela por telefone e não imaginava que era tão bonita.
Bernadete chegou a casa e telefonou para o celular de Alfredo Eugênio, disse que precisava ter uma conversa definitiva com o marido.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

99 anos do Teatro Municipal


Neste 14 de julho o Teatro Municipal do Rio de Janeiro completa 99 anos. A imponente construção é o orgulho de todos os cariocas e tem abrigado ao longo dos anos grandes espetáculos. Destes 99 anos eu faço parte de 19, comparecendo sempre para assistir concertos, ballets, óperas e recitais. Muito raramente algumas peças de teatro são encenadas na casa, como foi o caso de "As artimanhas de Scapino" com a Comédie Française, acho que há mais de 10 anos.
Hoje o Teatro está com as portas abertas, e é uma oportunidade para muita gente, entrar e contemplar as belezas desta casa.

O prédio foi inspirado na Ópera de Paris, mas confesso que o nosso TM é mais charmoso. Vida longa ao Teatro!

Miss Universo 2008



Como vocês sabem, eu não perco concurso de Miss. É uma verdadeira farra e a transmissão da BAND com os comentários de Adalgisa Colombo fez do Miss Universo 2008 um ótimo programa para finalizar o domingo. Adalgisa foi eleita Miss Brasil há 50 anos e está enxutérrima e sabe tudo sobre Misses. Este ano o concurso foi no Vietnã e com o fuso horário foi apresentado na manhã de segunda-feira (hora local) e no domingo e madruga de segunda para o resto do mundo. A representante do Brasil não ficou entre as 15 finalistas e Adalgisa não escondeu sua decepção. De fato, as 15 escolhidas, com algumas exceções, eram muito sem sal. Japão e Vietnã estavam entre as 15, mas segundo Adalgisa "é tudo política".
O melhor da noite foi o tombo da Miss Estados Unidos, aliás, já virou tradição, essa foi a segunda vez que a representante do Tio Sam tropeça no salto.
Por fim, a vitoriosa foi a Miss Venezuela Dayana Mendoza, muito bonita, simpática e elegante, uma perfeita Miss Universo.

O vídeo de hoje, não poderia ser outro, o tombo mais festejado do momento.

XXVIII - separação

Passaram-se três meses após a discussão e Alfredo Eugênio voltou a tocar no assunto da gravidez. Não entendia o que estava acontecendo. Disposta a não mais mentir, Bernadete revelou ao marido que tomava contraceptivos, pois queria deixar passar um pouco mais, estava totalmente dedicada à agência, e à sua vida de casada. Disse que poderiam aproveitar um pouco mais, fazer viagens. Alfredo Eugênio mostrou-se muito irritado, disse que Bernadete não tinha direito de fazer isso com ele. Discutiram muito. Bernadete disse que apesar de todo amor que sentia por Alfredo Eugênio, disse que aquele não era o melhor momento para engravidar, e que certamente na hora certa tudo iria acontecer. O clima entre o casal era o pior possível.
Depois de algumas semanas, Alfredo Eugênio pediu a separação. Bernadete não aceitou e retomaram as discussões. Bernadete não concordava com a separação. Disse que o fato de não quere engravidar naquele momento não era motivo para dar fim ao relacionamento.Alfredo Eugênio, então, resolveu sair de casa.

terça-feira, 8 de julho de 2008

XXVII - discussão

Bernadete tentou explicar, disse que iria falar no momento oportuno, mas Alfredo Eugênio, não aceitou, disse que pensava não existir segredos entre eles, estava chateado se sentido enganado.
A discussão durou quase até a madrugada, quando Alfredo Eugênio decidiu sair do apartamento. Bernadete foi atrás do marido, mas ele saiu com o carro em alta velocidade pelas ruas do bairro Belém.
Bernadete voltou ao apartamento desolada, estava arrependida e admitia ter feito uma grande bobagem, não havia motivos para esconder que se associara à Domingas Leitão. Esta por sua vez, não deveria ter dito nada ao primo. Nunca havia brigado, ela o amava.
Por volta de 04h30 da manhã, Alfredo Eugênio, entrou em casa, havia bebido, estava magoado. Bernadete foi ao encontro do marido, chorando muito disse que sua atitude foi infantil e pediu que a perdoasse. Alfredo Eugênio a beijou e disse que nunca mais fizesse algo parecido e os dois se amaram apaixonadamente.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

XXVI - Retorno à Lisboa

(Parque Eduardo VII - Lisboa)
A lua-de-mel na França foi um sucesso e Bernadete era a mulher mais feliz do mundo.
Alfredo Eugênio estava ansioso para saber se seria pai, queria muito que a mulher tivesse engravidado, afinal “dedicara-se” bastante para isso. Mas nada aconteceu e a sua insistência no assunto deixava Bernadete irritada.
As semanas passavam e nada acontecia. Bernadete dedicava-se cada vez mais ao trabalho e a agência crescia a cada dia. Alfredo Eugênio pensava que a esposa só pensava em trabalho e chegou a pedir à sua prima que demitisse Bernadete, mas para sua surpresa soube que Bernadete era sócia minoritária da agência. Alfredo Eugênio ficou muito aborrecido, por que a esposa havia omitido esse fato?
Durante o jantar, Alfredo Eugênio não disse nenhuma palavra, o silêncio era sepulcral.
_ O que houve? Você está tão calado hoje, algum problema na empresa?
_ Não tenho nada a dizer, mas talvez a senhora tenha...
_ O que? Não estou entendendo...
_ Por que não me disseste que és sócia da prima na agência?
Bernadete emudeceu

domingo, 6 de julho de 2008

Elizeth Cardoso - A divina

Lá pelos meados da década de 70, meu tio João era dono de um boteco no subúrbio, acho que era Jardim América, ficava próximo de umas fábricas e, na hora do almoço, o local ficava cheio de operários que iam beber, jogar sinuca e ouvir música. Havia uma daquelas máquinas que o sujeito comprava uma ficha e escolhia sua música favorita para escutar, e foi assim que ainda menino, fui apresentado à Elizeth Cardoso, numa interpretação única de "Barracão". No meio dos operários, havia um que comprava umas 6 fichas e só dava "Barracão", era uma gravação ao vivo e eu até hoje me lembro do J. Silvestre, exclamando "Bravo!!!". O tempo passou, meu tio já não tem mais o bar, mas fiquei fã da voz e do talento de Elizeth Cardoso.
Selecionei quatro vídeos precisosos, verdadeiras jóias. Alguém poderia imaginar Simone cantando "Barracão" com Elizeth Cardoso? Além desta pérola, tem um trecho de um filme dos anos 50, com Elizeth e João Gilberto, uma belíssima homenagem a Jacob do Bandolim e o show da Divina acompanhada pelo violão de Raphael Rabelo. Aproveitem vale a pena ver.
Programa "Sambão, na TV Record - 1973
Filme "pista de grama" - 1958
Homenagem a Jacob do Bandolim
"Todo Sentimento"

sábado, 5 de julho de 2008

Divina Elizeth

Está em cartaz no Teatro Sesc Ginástico, no Centro do Rio, o musical "Divina Elizeth" sobre a cantora Elizeth Cardoso. O espetáculo que estreou em São Paulo no primeiro semestre chegou ao Rio com algumas modificações no elenco e na direção. No palco, cinco atrizes cantoras dão voz à Elizeth Cardoso em diversas fases da vida. Sem preocupação cronológica, as canções vão sendo apresentadas de acordo com determinado momento da vida de Elizeth, seus amores, sucessos e angústias. A cenografia bem simples resume-se a pequenos palcos que deslizam, e remetem aos filmes da Atlântida. Os figurinos são bonitos e, especialmente, no final - quando é cantada a música "Barracão" - faz um conjunto agradável aos olhos.
O musical não chega a ser uma biografia da "Divina" e, provavelmente, os fãs mais ardorosos devem saber muito mais do que é mostrado no palco. Além das cinco atrizes que vivem Elizeth, o elenco conta com a participação de dois atores cantores, vivendo diversos papéis. Talvez não tenha sido uma boa idéia ter cinco atrizes fazendo o papel de Elizeth, principalmente pelas diferenças entre as intérpretes, pois o que se vê são momentos de altos e baixos e as comparações são inevitáveis. Como o espetáculo está focado apenas nas canções, não há o que dizer da atuação das atrizes, pois não há peso dramatúrgico, porém o ator que interpreta o pai e as "paixões" da cantora se destaca no meio do elenco.
O que podemos dizer de "Divina Elizeth" é que se trata de um espetáculo apenas regular, mas vale pela homenagem, embora não esteja à altura da Divina.

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Para matar saudades da Divina, um vídeo precioso do programa que Elizeth apresentava na TV Record nos anos 70. Neste vídeo Elizeth Cardoso e Jair Rodrigues interpretam "Guardei minha viola", acompanhados pelo conjunto Os Originais do Samba. Êta nostalgia.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

XXV - Val du Loire


Alfredo Eugênio não revelou à Bernadete para onde estavam indo. No carro, por diversas vezes Bernadete implorou, chegando a ficar chateada, mas Alfredo Eugênio apenas dizia para que se acalmasse que em breve ela iria ficar sabendo.




Aos poucos a paisagem foi ganhando outro tom, uma natureza exuberante ia aparecendo, alguns jardins, um rio chamado Loire.... Bernadete não acreditava, estavam no Vale do Loire, um cenário de sonhos, um lugar com a maior concentração de castelos do mundo, cercados por muralhas, pontes levadiças e jardins renascentistas, que inspiraram histórias famosas, como A Bela Adormecida e As Aventuras de Tintin.

Ficaram 3 noites na região, hospedados num antigo Castelo, transformado em Hotel de Charme. durante todo o período da lua-de-mel Bernadete tinha uma única certeza: Alfredo Eugênio era o homem da sua vida e seu amor seria para sempre.

terça-feira, 1 de julho de 2008

XXIV - Paris Monumental



Andar por Paris é como visitar um museu a céu aberto. Essa era a sensação de Bernadete.
Alfredo Eugênio não poderia ter escolhido melhor destino. Bernadete, fluente em francês, estava bem à vontade e Alfredo ficava encantado ao ver a mulher falando a língua de Molière com tanta desenvoltura e charme. Por onde passavam, recebiam elogios pelo francês correto que Bernadete falava e pelo aniversário de casamento, que Alfredo Eugênio não deixava passar em branco.
Bernadete sabia muito sobre a história de Paris, durante muitos anos estudou na Aliança Francesa e fez o curso superior da Faculdade de Nancy, por isso o seu olhar era diferente e apreciava cada monumento como se estive tomando um champagne. Mas ao ver a Notre Dame iluminada não conteve as lágrimas, chorou de emoção. Estava fascinada com a cidade e suas surpresas e muito mais estava por vir. Alfredo Eugênio disse que no dia seguinte deixariam Paris e iriam para um lugar encantado.


Ópera Garnier templo de óperas e ballets inesquecíveis