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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

pausa para humor

David de Michelangelo, cansou de dar pinta em Roma e foi dar uma volta pela América



Depois de dois anos nos Estados Unidos, regressou à Itália ...



domingo, 28 de setembro de 2008

reality show

Desde que vi Survivor pela primeira vez, fiquei fã do gênero reality show. Seja por puro voyerismo, curiosidade ou apenas por gostar de competições. Há mais de uma década venho acompanhando os diferentes programas. O mais famoso de todos, com certeza, é o Big Brother, vários países compraram a idéia e produziram seus programas. Aqui no Brasil o BB faz tanto sucesso que já vai para a 9ª edição. Curti o Big Brother no começo, mas depois da 4ª temporada, cansei. Mas acompanhei outros programas bem interessantes como o American Idol, que gerou o Ídolos no Brasil. Mas não posso deixar de citar The Bachelor e The Bachelorette que passava na Warner, the Hell's Kitchen com Gordom Ramsay que passou no GNT, Troca de Família e por aí vai... são muitos. Atualmente estou acompanhando Brazil's Next Top Model e Super Chef. O Brazil's NTM é um genérico do America's Next Top Model, claro. Aqui é apresentado por Fernanda Motta e tem Erika Palomino, Dudu Bertholini e Duda Molinos como jurados. O objetivo é escolher uma futura modelo e o programa já está na segunda temporada. O mais legal desse programa são as provas. Na última edição as participantes deveriam fotografar vestidas com algo bem original: pedaços de carne, orelhas de porco, cabeças de peixe, polvo... de arrepiar e detalhe, sem perder a atitude e com carinha de sensual. É duro. O que mais chama atenção no BrNTM é o professor de passarela, que domina o salto alto melhor do que qualquer mulher, o nome dele é Namie Wihby e o cara arrasa.

Já o Super Chef está procurandoo melhor cozinheiro, o que harmoniza o melhor prato com o melhor vinho, etc. O reality é apresentado no Programa Mais Você de Ana Maria Braga. Diferente de Hell's Kitchen de Gordon Ramsay, o Super Chef conta com ´3 jurados que escolhem o melhor prato de uma das equipes, a vencedora vai almoçar num restaurante estrelado e a perdedora indica um dos membros para ser eliminado do programa, numa verdadeira "panela de pressão", o outro indicado é votado por todos os participantes e o público decide quem sai. Talvez esteja aí o problema deste Super Chef. O ideal seria que um júri escolhesse o participante, uma vez que o público não pode avaliar se o prato ficou gostoso, se o tempero era bom, etc. Entre os meio dos participantes do programa, há uma candidata que não tem curso de gastronomia, mas caiu no gosto popular e apesar de ter sido indicada duas vezes para eliminação, continua no programa. Alguns candidatos estão revoltados e pedem abertamente para o público votar na aprendiz de chef. É uma batalha. Enquanto houver reality, haverá espectador....

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Shortbus


Hoje começa mais um Festival do Rio. Serão 300 e tantos filmes, correrias pra lá e pra cá, papos cabeça, filmes polêmicos, outros nem tanto. Já frequentei muito o festival de cinema, mas depois parei, fiquei sem saco e depois os filmes entram em circuito, mesmo que demore um pouco. E quando não entram, você consegue "baixar". Foi o que aconteceu com Shortbus, filme que causou frisson no Festival do Rio de 2007, e nem sei se entrou em cartaz, mas eu já vi confortavelmente aqui em casa. Uns dizem que o diretor só quis aparecer e chocar as pessoas, outros dizem que é um filme protesto contra o governo Bush, o fato é que Shortbus não é uma coisa nem outra, é apenas um filme que toca num tema que mexe com o imaginário das pessoas, e às vezes quando muitos se vêem nas telas e começam a enxergar algumas verdades, ficam loucos de raiva e não admitem: "poxa eu tô assim, eu sou assim, caramba!".
Não sou o ser mais liberado do planeta, mas também não me choco com qualquer coisa, o mundo está cheio de surpresas, é olhar , analisar e quem quiser que prove.

Um resumo da sinopse de Shortbus do diretor americano John Cameron Mitchell: Nova York - lugar de gente "muderna". Um casal gay busca ajuda de uma terapeuta sexual para resolver seus problemas conjugais, esta não consegue atingir o orgasmo com seu marido. Por intermédio do casal, acaba conhecendo um clube - o Shortbus, onde os frequentadores são liberados e o sexo rola solto entre os participantes de diferentes tribos. As cenas são explícitas. Fique tranquilo, não é um filme pornô. Não é sobre sexo, é sobre sexualidade.
O filme chama atenção pela música e pela maneira como Nova York é mostrada, através de uma incrível maquete. Confira e solte os seus fantasmas!!!!
O trailer de Shortbus para aguçar a sua curiosidade:

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Cordélia Brasil


Escrita por Antônio Bivar a peça Cordélia Brasil foi censurada pelo regime militar em 1968, mesmo assim ganhou importantes prêmios e foi considerada pelos críticos da época como um clássico do teatro nacional. Quarenta anos depois, Cordélia Brasil volta aos palcos cariocas. A história que causou frisson quando foi encenada, hoje soa bastante comum e, obviamente, não choca mais ninguém. Numa quitinete na zona sul do Rio de Janeiro, moram Cordélia e seu marido Leônidas, este é sustentado pela mulher que para poder pagar o aluguel e outras despesas trabalha como auxiliar de escritório durante o dia e à noite "faz a vida". Um dia Cordélia conhece Rico, um rapaz de 16 anos, que acaba morando com eles. Está formado um triângulo, com todas as possibilidades de conflito imagináveis, que termina de forma trágica.
A direção de Gilberto Gawronski optou por linha mais suave, deixando fluir mais a comédia que o drama e fugindo de uma "visão acadêmica". Os personagens transitam no caos e no limite mas sempre pontilhado com muito humor.
Maria Padilha compôs sua personagem com a alegria e tristeza na medida exata. Cordélia é uma batalhadora, ama o marido e até se prostitui para mantê-lo, mas mostra que pode se libertar, mesmo que venha a se arrepender. Maria Padilha consegue dar leveza à personagem sem cair na caricatura. Cadu Fávero está muito bem no papel do marido preguiçoso, e é responsável pelos momentos mais engraçados do espetáculo. Uma boa surpresa é George Sauma, como o adolescente Rico, numa interpretação simples mas bem competente. Apesar de passados 40 anos , o texto de Cordélia Brasil ainda agrada às platéias. O espetáculo fica em cartaz até o dia 12 de outubro, na Arena do Sesc de Copacabana.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

gota d'água


Continua a temporada de sucesso de Gota d'Água, peça de Chico Buarque e Paulo Pontes, que fez grande sucesso na sua primeira versão, estrelada por Bibi Ferreira. Mais de trinta anos depois, voltou aos palcos pelas mãos da atriz e produtora Izabella Bicalho. Com novas músicas, alguns cortes no texto – todo em verso e a direção do competente João Fonseca. A peça foi inspirada livremente na Medéia de Eurípedes. A tragédia ganha as cores verde e amarelo em ritmo de samba, para mostrar as dores de uma mulher no limite da sua paixão, uma verdadeira leoa ferida. Sem poder ter o amor de volta e a despeito de toda dor, Joana – a Medéia brasileira, toma uma decisão que irá ferir para sempre o coração do homem que a rejeitou.
O elenco do musical é bem homogêneo e talentoso e na montagem que está atualmente no Centro Cultural Veneza, encontramos Cláudio Lins no papel de Creonte, que havia sido desempenhado por Thelmo Fernandes. Mas é a Joana de Izabella Bicalho a grande personagem de Gota d’Água. Ao vermos no palco a atriz, num primeiro momento achamos que não possui o phisique du rôle, mas bastam apenas alguns minutos para Izabella Bicalho mostrar a que veio e o seu domínio de cena é total, brota do corpo e da voz da atriz uma interpretação pulsante, visceral, forte. Joana traz consigo as dores do abandono, da rejeição, muito bem transmitido pela atriz. Impressiona a interpretação de Izabella da canção título e o teatro a aplaude com vigor. A temporada de Gota d’Água no Centro Cultural Veneza vai até 5 de outubro e quem não viu deve ir correndo.

No vídeo de hoje, assista um trecho do espetáculo:




segunda-feira, 22 de setembro de 2008

não vejo mais novelas

Desde que me entendo por gente, as novelas fazem parte da vida dos brasileiros. Isso não tem jeito. Novela é como a grande certeza da vida, sempre virá uma após a outra. Quem nunca acompanhou uma que atire o controle remoto. Mas depois de mais de 50 anos, acredito que o gênero está cansando, pelo menos até que pinte algo diferente, eu já não tenho mais paciência para assistir. Já acompanhei várias histórias, capítulo por capítulo e até gravava quando não podia assistir. Confesso, fui noveleiro. E até a revelação de Flora como a grande vilã de “A favorita” eu ainda era, pouco, mas era. As histórias começam a ficar “criativas” demais. Autores criam tramas rocambolescas e confusas e isso cansa mesmo. Por outro lado, sei que vou perder alguns bons desempenhos, apesar de tudo, existem os bons atores. Em “A favorita”, Patrícia Pillar está ótima, assim como Ary Fontoura, Lilia Cabral, Jackson Antunes, Mauro Mendonça, Milton Gonçalves, Suzana Faini e Elisângela. Mas poderei assisti-los no teatro. Depois que parei de assistir novelas, tenho descoberto ótimos programas, como Vie privée, vie publique (Vida privada, vida pública), na TV5 – o canal francês é um programa de entrevistas muito bom e antes que me critiquem: “só porque ele fala francês”, o programa é legendado, assim como muitos filmes que passam no canal 27 da NET. Além da TV5 assisto muito GNT, que tem ótimos programas, o Discovery, o National Geographic, pena que não tem mais Travel Chanel, alguém lembra? Viajava literalmente na programação...com ou sem novela ainda ficarei um pouco escravo da televisão...sinto saudades do pequeno período que consegui ficar sem TV: eu havia saído da casa da minha mãe e fui morar sozinho, não tinha quase nada no pequeníssimo AP mas nem sentia falta de televisão, lia, ouvia música e nem pensava em vilões, mocinhos, mocinhas....

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Um diamante diferente

Depois que inventaram o e-mail a vida não é mais a mesma coisa. São piadas, apresentações de paisagens, músicas, conselhos, ajuda espiritual e muitas histórias curiosas, hoje recebi um e-mail bem curioso e decidi compartilhar com vocês. O título estava em inglês: Diamonds are ghost's best friend (Diamantes são os melhores amigos dos fantasmas).

Defunto na Suiça vira diamante!!!


Agora a moda é, em vez de ser enterrado em um caixão, ou ser cremado, virar diamante após a morte.
Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação química, uma empresa suíça agora garante ao falecido reservar seu lugar na eternidade sob a forma de um diamante humano. Na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa. 'Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação', explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia. Ou seja, cada defunto pode gerar uns 5 diamantes, ou mais, dá para distribuir para toda família. Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Em seguida são expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro a seis semanas. Na natureza, o mesmo processo leva milênios. 'Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade', comenta Willy. A personalidade pela cor? Que coisa doida! Uma vez obtido, o diamante bruto é polido e talhado na forma desejada pelos familiares do falecido para depois ser usado num anel ou num cordão. Já pensou poder levar seu ente querido, depois da morte, em um colar ou anel? Se perguntarem sobre o falecido você vai poder dizer: "Ele é uma jóia". Se roubarem o diamante é que é o problema, você vai ter que gritar: "Roubaram o defunto, pega ladrão"!O preço desta alma translúcida oscila entre 2.800 e 10.600 euros, segundo o peso da pedra (de 0,25 a um quilate), o que, segundo Willy, vale a pena, já que um enterro completo custa, por exemplo, 12.000 euros na Alemanha.
Está vendo, a moda tem tudo para pegar, é até mais barato transformar o defunto em jóia! A indústria do 'diamante humano' está em plena expansão, com empresas instaladas na Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. A mobilidade da vida moderna é propícia para o setor, explica Willy, que destaca a dificuldade de se deslocar com uma urna funerária ou o melindre provocado por guardar as cinzas de um falecido na própria casa.

O título do e-mail brinca com a música Diamonds are girl's best friend, interpretada por Marilyn Monroe, vocês lembram?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

paraolimpíadas

(Lucas Prado - velocista - 3 medalhas de Ouro em Pequim)

Como alguns devem saber sou fã de competições esportivas envolvendo muitas equipes e diversos países. Não preciso nem dizer que tenho acompanhado com muita emoção, através do Sportv as Paraolimpíadas de Pequim. É um verdadeiro espetáculo de garra e superação. São pessoas que a despeito de como vieram ao mundo ou das surpresas que o mundo lhes proporcionou, praticam seus esportes e conseguem medalhas. Hoje é o penúltimo dia de competições e até agora, o Brasil está em 10º lugar, ótima colocação com 45 medalhas, sendo 15 de ouro, 13 de prata e 17 de bronze - 30 medalhas a mais que os nossos atletas olímpicos trouxeram. O Brasil das Paraolimpíadas é outro, não foge da luta, não desanima, persiste e se supera a cada nova batalha. Vejo nesta competição que a palavra limite não existe no vocabulário dos paraatletas. Vocês imaginam um nadador sem os dois braços que chega em primeiro lugar? Pois eu não acreditei quando vi um chinês nadando na modalidade “costas”, ia rápido e fagueiro na piscina do cubo d’água. Um exemplo de superação e garra.

sábado, 13 de setembro de 2008

la bohème, de Puccini

Num sábado qualquer do ano de 1988, fui ao Teatro Dulcina assistir a minha primeira ópera. Isso mesmo, no Teatro Dulcina! Era um projeto muito legal e a ópera era La Bohème de Puccini. A montagem era bem modesta, apenas com acompanhamento de piano, mas com ótimo elenco de cantores e coro, nomes que até hoje brilham no cenário operístico: Fernando Portari, bem jovem e em início de carreira fazia o papel do apaixonado Rodolfo; Francisco Neves como Schaunard e, se não me engano, Lício Bruno interpretava Marcelo e a Mimi, salvo algum lapso de memória, era Ruth Staerke. Foi um espetáculo maravilhoso e marcante, fiquei encantado com a música de Puccini.
Vinte anos depois, para comemorar os 150 anos do compositor, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, nos brinda com nova apresentação de La Bohème. Neste intervalo, já assisti outras montagens de La Bohème, com orquestras e outros intérpretes.


(Rue de Paris un jour de pluie - Gustave Caillebotte)

A história se passa em Paris no século XIX, e os personagens são artistas e intelectuais, porém pobres e sem dinheiro. Rodolfo é um poeta e mora com três amigos – um pintor, um filósofo e um músico. Mimi é uma simples costureira e Musetta uma jovem que gosta de namorar. Na véspera do Natal, Mimi e Rodolfo se conhecem e ficam apaixonados...daí é uma longa história e muitas emoções.
Na montagem atual, a cenografia é bem simples, com projeções de quadros de pintores impressionistas no palco, antes e durante o espetáculo, passando o clima da época vivida pelos personagens, o que torna a apresentação bem agradável.
O elenco tem ótimas vozes e o coro do Teatro está correto. Rodolfo, na sexta-feira, foi interpretado pelo tenor americano Jesus Garcia, uma bela voz, boa presença de cena, mas peca no final, quando faltou um pouco mais de emoção ao Rodolfo. Rosana Lamosa faz uma Mimi perfeita, com toda simplicidade e doçura e na primeira ária “Me chamam Mimi”, dá mostras de sua competência; outro destaque é Luis Ottavio Farias, excelente baixo que interpreta Colline. Homero Velho no papel de Schaunard e Rodrigo Esteves como Marcelo, ambos barítonos, estão corretos. Gabriella Pace faz uma fantástica Musetta, a soprano tem muita personalidade e voz maravilhosa, além de ótima presença cênica. A orquestra foi muito bem conduzida por Roberto Minczuk. La bohème é programa imperdível, digna dos nossos maiores aplausos, e certamente agradará aos ouvidos mais exigentes. Ainda serão apresentadas récitas nos dias 14, 16 e 19. Não perca! Não posso deixar em branco: Fernando Portari está no elenco desta montagem, revezando-se com Jesus Garcia no papel de Rodolfo. As duas últimas récitas serão com Fernando, que já cantou na estréia e no sábado.

Retirei do fundo do baú um trecho do final do primeiro ato da ópera, nas vozes de Luciano Pavarotti e Ileana Cotubras – belíssimo dueto “o soave fanciulla”, em apresentação no Scala de Milão em 1979!



domingo, 7 de setembro de 2008

se eu for falar na Portela...

(Aquecendo os tamborins - da Central para Madureira)


"Eu sou Portela desde os tempos de criança...", é uma paixão antiga, meu carinho todo especial pela azul e branca de Madureira, escola de Clara Nunes, Candeia, Paulinho da viola e outros bambas. Portela mora no meu coração, será por isso que o azul é a minha cor preferida?
Na última quarta-feira fui assistir ao documentário "O mistério do samba", produção de Marisa Monte sobre a Velha Guarda da Portela - a fina flor do samba. É emoção do início ao fim: pela beleza do samba, pela simplicidade e pelo amor que os sambistas demonstram Portela. É prazeroso ouvir as histórias de Monarco, Casquinha e os saudosos Argemiro e Seu Jair. E passa tão rápido que fica um gosto de "quero mais". Por isso tudo é que no sábado, segui acompanhado da minha pequena trupe para a quadra da Portela, para ouvir a Velha Guarda e saborear a maravilhosa feijoada - esta última edição estava simplesmente di-vi-na!
A feijoada da família portelense é o maior sucesso e já faz parte do calendário da cidade, todo primeiro sábado de cada mês, chova ou faça sol, tem feijão na Portela. Como não sou ruim da cabeça nem doente do pé, bato ponto na quadra da azul e branca.


(No cafofo da águia)



(As tias que preparam a feijoada)




(A pequena trupe do samba, da esquerda para a direita, Rosane, Jorge, Wilson e Gustavo)

Show da Velha Guarda da Portela - fina flor do samba!




(Rosane Machado - do Salgueiro, visitando a Portela)





(Jairzinho Furacão - craque da bola na feijoada da Portela)



(Toda a simpatia de Noca da Portela)


(Jards Macalé - na boa curtindo a Velha Guarda)



Então ficamos combinados assim: no próximo primeiro sábado de outubro tem outra feijoada, até lá não deixe de assistir ao documentário "O mistério do samba". Por enquanto, curta o trailer.



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Renato Russo



Voltou ao cartaz no Teatro João Caetano o espetáculo "Renato Russo", sobre o cantor que fez parte da Legião Urbana e encantou a todos com sua voz e talento inconfundíveis. A peça está em cartaz provalvemente há uns dois anos e, pelo andar da carrugem, ainda deve ficar mais tempo nos palcos. Renato Russo embalou as gerações dos anos 80 e 90, com suas músicas de letras inspiradas e ótimas melodias. De personalidade forte Renato falava o que vinha à cabeça e declarou "gostar de meninos e meninas". As canções apresentadas no espetáculo não seguem uma linha cronológica, servem apenas como fio condutor da história do cantor. A interpretação de Bruce Gomlevsky é magistral e como cantor não deixa a desejar, interpretando muito bem todas as canções, sempre acompanhado pela ótima Banda Arte Profana.


A primeira vez que assisti ao espetáculo foi no Teatro do Centro Cultural dos Correios, na semana de estréia. Depois, no mesmo espaço, ainda assisti mais duas vezes. E nesta temporada popular no João Caetano, não resisti e lá fui eu pela 4ª vez, e não me surpreenderei se até o mês de outubro não for assistir mais uma vez. Esta vale a pena ver de novo e é imperdível.

Dois momentos do Renato Russo: entrevista no Jô Soares (1994) e no clipe de uma música que amo - La Solitudine.