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Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Festa de Família

Cada vez mais me dou conta de que o tempo anda voando. Já faz 14 anos que assisti "Festa de Família", filme sensação do manifesto Dogma 95 do cineasta dinamarquês Thomas Vinterberg. O tempo passou e o filme foi adaptado para o teatro, ganhando montagens pelo mundo.
Aqui no Brasil Bruce Gomlevsky tomou para si a responsabilidade de produzir, dirigir e fazer o papel central do espetáculo que ficou em cartaz no CCBB e depois no Sérgio Porto até poucos dias atrás.
Assim como a versão cinematográfica, a adaptação teatral esteve comprometida com os valores do Dogma 95, ou seja, apenas o básico para apresentar a história. A força está na atuação.
O cenário era composto apenas de um conjunto de mesas formando um quadrado, um piano e alguns praticáveis. Um detalhe interessante: parte do público podia sentar-se à mesa junto com os personagens da peça. Eu fiquei, literalmente, dentro da cena.


(Bruce Gomlevsky e Jaime Leibovitch - boas atuações)


"Festa de Família" é, antes de mais nada, um grande drama familiar; uma história seca que machuca o mais insensível dos espectadores, tratando de temas como abusos sexuais, pedofilia, suicídio, racismo e violência entre casais.
Na festa de aniversário do patriarca da família, o filho mais velho denuncia os abusos sexuais que ele e sua irmã gêmea sofreram na infância. Diante disso, o clima fica insustentável até a revelação final de que os atos eram praticados pelo pai, o homenageado da noite.
A direção de Bruce Gomlevsky foi muito cuidadosa, mantendo o clima tenso, o jogo de aparências e o incômodo entre os personagens no tom certo. O elenco é numeroso - 14 atores - e está uniforme, não cabendo destacar esta ou aquela atuação.
A peça vai excursionar pelo Brasil a partir de novembro e se passar pela sua cidade, não deixe de assistir, vale a pena.

3 comentários:

  1. Se passar por Goiânia eu vou assistir sim! =)

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  2. Valeu pela dica, Jorge! Interessante essa interação com a plateia, em que tu participa da cena. E os temas são bem polêmicos. Não conheço o filme. Aliás, como tem peças baseadas em filmes, né? O bom é ver os dois, que nem os livros que viraram filmes.
    Beijos.

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  3. Su
    Tomara que passem por Goiânia. Beijo

    Dani
    Acredito que essa peça chegue até Porto Alegre, talvez pelo projeto do CCBB Itinerante. Vale a pena ver o filme, pegue na locadora.
    bjs

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