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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Psicopatas - sit down comedy



Em tempos de stand up comedy (comédia em pé) – muito na moda atualmente; Rodrigo Murat fez uma brincadeira com o gênero e apresenta uma “sit down comedy”, ou seja, “comédia sentada” com título bem sugestivo: "Psicopatas". Aliás, a psicopatia tem sido muito explorada na dramaturgia, seja em obras de TV ou teatro. A personagem Flora e suas maldades ainda estão vivas na memória dos telespectadores.
Mas vamos falar de teatro e de comédia, este gênero que atrai a maioria das pessoas. Afinal, rir é o melhor remédio, seja em que tempo for.
Psicopatas”, escrita e dirigida por Rodrigo Murat, é uma comédia de costumes que brinca com a psicopatia e tudo relacionado ao tema. A peça é composta por pequenos sketches onde os personagens, reunidos num Congresso para Jovens Psicopatas, relatam os dramas e as dificuldades que enfrentam no cotidiano.
Encenada no Espaço Rogério Cardoso da Casa de Cultura Laura Alvim, “Psicopatas” é um espetáculo com altos e baixos. O texto de Rodrigo Murat não é ruim, tem alguns trechos engraçados, muitas referências a assuntos atuais e personagens que estão em evidência nas revistas. Enfim, tem os componentes que levantam qualquer comédia. Porém, muitas vezes o texto não atinge o objetivo, justamente por querer ser engraçado demais. Dessa forma, algumas piadas ficam totalmente perdidas e a peça não “decola”.
Na sua estréia como diretor, Rodrigo Murat tem a difícil tarefa de conduzir um elenco irregular, sem ritmo e espontaneidade para comédia. Do quarteto composto por Lívia Mantovani, Laura Prado, Ícaro Salek e Beto Malvão, apenas Laura Prado tem atuação satisfatória.
Como a peça estreou no último dia 16 e, segundo o diretor, trata-se de um “work in progress”, desejamos que os ajustes sejam feitos e que os “Psicopatas” ataquem.

2 comentários:

  1. Olá amiguinho!
    Estive de molho, por isso andei sumida! Cheguei aqui levei um susto, primeiro com o título, depois pq pensei que estava lendo uma crítica da Bárbara! Brincadeiras à parte, aprecio muito sua forma de fazer crítica, é bárbara mesmo, e dessa vez ficou bem no estilo da Heliodora! Pois é, mas quem está na chuva é para se molhar!
    Um abraço saudoso

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  2. Oi Meg
    Quem sou eu para ser comparado à Bárbara? Quem dera entender tanto de teatro como ela. Só dou meus pitacos. Acho que depois de assistir tantas peças, começo a ter um olhar mais aguçado, só isso.
    Um beijo

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