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Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

domingo, 1 de novembro de 2009

A Geração Trianon


Mais de vinte anos depois da primeira montagem, "A Geração Trianon" está de volta aos palcos cariocas. O premiado texto de Anamaria Nunes é uma comédia sobre uma companhia teatral, cuja sede era o Teatro Trianon, que ocupava o número 181 da atual Avenida Rio Branco no Centro do Rio, na década de 20. Eram os tempos das grandes companhias de teatro, da primeira e segunda atriz, dos cômicos, das personagens ingênuas e do "ponto", um elemento da companhia que ajudava os atores a lembrarem de suas falas.
Certamente, em algum momento da vida, já ouvimos falar do Teatro Recreio, de Procópio Ferreira, Alda Garrido entre outros. "A Geração Trianon" nos leva a conhecer um pouco dessa época quando existiam as companhias com diversas peças no seu repertório. Talvez, caso uma peça não fizesse tanto sucesso, o diretor já tinha outro espetáculo pronto para apresentar ao público. É o que acontece no espetáculo. O empresário da trupe decide retirar de cartaz o espetáculo que fora um fracasso e encomenda um texto às pressas para ser encenado na próxima semana. A correria é geral e a plateia vai acompanhando os erros e tropeços dos atores e o desespero do diretor/ensaiador na montagem nova. É uma peça dentro da peça.
O elenco do espetáculo é composto por 14 atores dirigidos por Luiz Antonio Pilar e Christina Bethencourt que se perdem um pouco, conduzindo o elenco a um exagero desnecessário no momento errado, uma vez que o referido exagero é justificado na apresentação da peça da companhia.
As interpretações são irregulares, mas entre altos e baixos destaca-se o trabalho de Marcio Vito, cujo personagem Mota garante boas risadas.
Os figurinos de Ney Madeira são muito bonitos e retratam bem a época do espetáculo. Enfim, "A Geração Trianon" diverte o público e presta uma homenagem ao teatro, todavia, merecia uma montagem mais bem cuidada.

4 comentários:

  1. Olá Fortunato,

    Não conheço o texto de perto não, apesar de já ter ouvido falar. Vc citou algo curioso: esse bricar de teatro dentro do teatro, de novela em novela e romances que envolvam romances de outros escritores dentro da própria, essa magia de improvisar com as letras, isso me fascina. Já assisti algumas peças nesse estilo.

    Foi ótimo vir ao seu blog!!

    Abçs!!

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  2. Olá Ebrael
    Essa é a magia do teatro e das letras. Admiro autores que tem esse dom de encantar.
    Obrigado pela sua visita.
    Abraço

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  3. Você agora me fez lembrar dos velhos tempos do teatro no colégio. Pasme! Eu fui ponto! Ahaahahaha!Um colega do grupo teatral me apelidou de pontinho. Que fazer? Era a chance de conseguir um papel, já que eu era novata, e que eram muitos atores, para poucos personagens!
    Boas recordações! beijos

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  4. Sensacional,materias de qualidade e diversificadas.Meus parabéns.

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