quem escreve

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

terça-feira, 31 de março de 2009

meu caro amigo

A paixão de uma fã por seu ídolo é o ponto de partida do espetáculo que encerra temporada no próximo domingo, no Centro Cultural dos Correios, no Centro. Estamos falando de "Meu caro amigo", peça que estreou em fevereiro e conquistou a platéia carioca.
O espetáculo é um monólogo musical, se é que podemos chamar assim e conta a história de Norma, professora de História, com mais de 50 anos e fã ardorosa de Chico Buarque.
Através das músicas de Chico Buarque, vamos passeando pela vida da professora, acompanhando cada fase da sua vida. Ao mesmo tempo, os fatos históricos do Brasil vão aparecendo e fazendo uma ligação com a obra de Chico Buarque.
Com texto inspirado de Felipe Barenco, direção de Joana Lebreiro e direção musical de Marcelo Neves, "Meu caro amigo" é estrelado pela atriz Kelzy Ecard, premiada atriz de teatro.
A relação fã/ídolo muitas vezes é marcada pelo fanatismo e histeria dos fãs. Quem não lembra das histórias de roupas rasgadas de muitos artistas, das invasões de quartos de hotel, etc. Em "Meu caro amigo", o que prevalece é a paixão genuína da fã pelo ídolo distante, quase inatingível, como se fosse um deus.



(Kelzy Ecard - atuação apaixonada)

Nesse contexto, Kelzy Ecard dá vida à personagem de maneira não menos apaixonada. Mergulha profundamente na alma da fã de Chico Buarque e brilha com uma interpretação firme. "Meu caro amigo" é um espetáculo cativante, feito com dedicação e muita paixão.

segunda-feira, 30 de março de 2009

In On It


A temporada teatral carioca está vivendo um dos seus melhores momentos. Na última sexta-feira, dia 27 estreou no Oi Futuro, no Flamengo, a peça "In On It", texto do canadense Daniel Macivor. O autor, desconhecido do nosso público, também é ator, diretor de teatro e cinema.
"In On It" que está sendo apresentada com seu título original, significa algo como "estar por dentro" ou "falar sobre". Talvez por isso a opção de manter o título original. Porém, isso é o que menos importa. O espetáculo fala sobre relacionamentos, pessoas, encontros e desencontros. O autor, através de dois personagens, cujos nomes não sabemos, uma vez que se tratam por "Esse aqui" e "Aquele ali", desenvolve uma trama complexa, dramática e com toques de humor, tudo de maneira muito refinada.
"Esse aqui" e "Aquele ali" estão ensaiando uma peça de teatro e enquanto ensaiam as histórias das suas vidas vão misturando-se com as dos personagens, criando um quebra-cabeça para o público. São várias histórias que são desenvolvidas e muitas personagens em cena, porém no palco apenas dois atores: Fernando Eiras e Emílio de Mello.
A direção de "In On It" é de Enrique Diaz, cujo talento conhecemos da sua trajetória na Cia dos Atores. Conduz o complexo espetáculo, cheio de nuances, com maestria e consegue um bom resultado com os atores. A ficha técnica é muito boa, com uma iluminação competente de Maneco Quinderé, uma cenografia caprichada de Domingos de Alcântara e Figurino correto de Luciana Cardoso. A trilha sonora é outro ponto alto e ficou a cargo de Lucas Marcier. Cabe destacar a tradução fluente de Daniele Ávila. Para dar vida aos personagens o diretor convidou Fernando Eiras e Emílio de Mello, e podemos dizer que foi uma boa escolha.
(Emílio de Mello e Fernando Eiras: ótimas atuações)

Emílio de Mello é responsável pelos momentos mais cômicos do espetáculo, sua atuação é cheia de alegria e despojamento. Porém quando é exigido do ator mais dramaticidade, ele corresponde muito bem.
Fernando Eiras parece ter nascido para este espetáculo, tamanha a identificação do ator com o texto. Sua atuação é impecável e emocionante.
"In On It" é mais um espetáculo que engrandece a cena teatral carioca. E o público agradece
.

sexta-feira, 27 de março de 2009

três meninas do brasil

Quando estou em casa gosto de ouvir música e passo boa parte do tempo assim. Recentemente ganhei um CD e DVD com o registro do show "três meninas do brasil" com Jussara Silveira, Teresa Cristina e Rita Ribeiro. O show foi apresentado a primeira vez em 2007 e depois em 2008 quando foi registrado em CD e DVD.
O que posso falar desse projeto? É simplesmente uma pérola da mpb! A reunião de três intérpretes cantando músicas que representam o povo brasileiro. As três cantoras são maravilhosas: Jussara Silveira nasceu em Minas, mas é uma cantora essencialmente baiana, dona de uma voz doce e cheia de nuances. Teresa Cristina, intérprete de grande qualidade, descoberta nos bares da Lapa onde se apresentava com o Grupo Semente. Além da bela voz, Teresa Cristina também é ótima compositora. Rita Ribeiro, cantora nascida no Maranhão, é considerada uma das grandes revelações ada música brasileria nos últimos anos, e já foi até indicada ao Grammy de melhor álbum pop latino em 2001.
Três cantoras, três meninas, três vozes a serviço do Brasil. Três vozes que encantam. Juntas ou separadas suas interpretações conquistam desde o primeiro acorde.
São 15 canções no CD e 21 no DVD (show na íntegra), onde podemos destacar "meninas do brasil", "para ver as meninas" , "mulher nova bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor", entre outras. Vale a pena ver e ouvir.

terça-feira, 24 de março de 2009

O caminho para Meca

Ir ao teatro é um dos programas que mais gosto de fazer. Na última sexta-feira fui assistir ao espetáculo "O caminho para Meca", com texto de Athol Furgard, estrelado por Cleyde Yáconis. A peça está em cartaz no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil.
Impossível não associar o título da peça à Meca, cidade sagrada para os muçulmanos. Daí comecei a imaginar uma história totalmente diferente da que é apresentada. Na verdade, a peça é inspirada em um personagem real: Helen Martins, moradora de uma pequena comunidade branca da África do Sul no meio do deserto, que encontra em suas mãos de escultora o caminho da liberdade pessoal e a felicidade de criar sua "Meca".

(mobiliário de Helen Martins, com peças da escultora)


Helen Martins ou Miss Helen como ficou conhecida, era uma mulher muito sensível e talentosa, que decidiu em determinado momento de sua vida lutar por uma existência com mais luz e cor. Assim, inicia uma obra fantástica criando estátuas de sol, corujas e outras imagens. Seu trabalho que serviria para dialogar com os moradores do vilarejo foi incompreendido. Com as críticas e o escárnio, Helen fica reclusa o que faz aumentar ainda mais os rumores sobre a sua saúde mental.
Helen conta apenas com a ajuda da amiga Elsa a quem escreve pedindo ajuda.



O texto de Athol Fugard é belíssimo e trata dos temas da solidão, amizade e confiança e tem como pano de fundo a África do Sul dos anos setenta, com seus conflitos e a segregação racial. Por sinal, este tema é retratado de maneira direta, através da personagem Elsa.
O espetáculo é envolvente e bem cuidado, com cenário de André Cortez, onde podemos ver algumas das esculturas de Helen, além do mobiliário muito adequado. O figurino de Fábio Namatame é correto, assim como a bela iluminação de Telma Fernandes e a trilha sonora de Morris Picciotto. A direção do espetáculo é de Yara de Novaes, que conduz os atores de maneira irrepreensível. Patrícia Gasppar interpreta Elsa, a amiga de Helen, com atuação vigorosa e marcante. Cacá Amaral dá muita dignidade ao Pastor do vilarejo. Cleyde Yáconis emociona no papel de Helen Martins, numa interpretação sensível e cheia de nuances. Simplesmente magistral do início ao fim.
"O caminho para Meca" é um espetáculo que leva o espectador à reflexão sobre a vida, as diferenças e a liberdade de cada indivíduo.

(Cleyde Yáconis: atuação sensível)


Quem quiser saber mais sobre o trabalho de Helen Martins pode consultar o site http://www.owlhouse.co.za/

(obras da escultora Helen Martins)

sexta-feira, 20 de março de 2009

outono

Hoje começou o outono, minha estação favorita. O dia e a noite tem a mesma quantidade de horas. Os dias são quentes e as noites mais frias. Época propícia para fazer programas ao ar livre, como um convescote, por exemplo.
Sendo carioca, sou fã do verão - a estação dourada, mas é no outono que os dias são mais bonitos, a luz é perfeita e no mês de junho no finalzinho da estação as folhas das amendoeiras da Praça Paris dão um show, ficam meio avermelhadas e vão caindo, formando um belo tapete colorido.
Apesar do show das amendoeiras da Praça Paris, nem sempre assistimos este espetáculo. O planeta anda tão esquisito e as folhas já não caem mais na época certa.
Em 2003, viajei no mês de novembro e pude ver o colorido do outono na França, foi algo sensacional. Eram tapetes e mais tapetes de folhas pelas ruas de Paris e também na Bretagne, precisamente em Rennes. Lembro de ter tirado muitas fotos, mas não estão digitalizadas. Qualquer dia eu vou "escanear" e mostrar aqui. Todavia achei uma foto tirada no início do outono de 2006 no Jardin des Tuileries em Paris com muitas folhas caídas pelo chão...
Só mais uma sobre o outono: dizem que é uma estação perfeita para se apaixonar, será o friozinho noturno? Então aproveite a estação, beba vinhos e namore bastante.

(Outubro de 2006, passeando no Jardin des Tuleries - Paris)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Hoje é dia de festa! Acabou o Caviar? Completa 1 ano de existência



Foi no dia 18 de março de 2008 que publiquei o primeiro post do "Acabou o Caviar?", intitulado "Estreia", nada mais óbvio. Lembro que não sabia ao certo o que deveria escrever, o que iria falar para as pessoas. Até me questionava sobre o fato de ter um Blog. Depois do post inicial, entendi que poderia compartilhar minha opinião sobre assuntos diversos, falar de arte, de cultura, de viagens, pessoas, etc. Nada muito rigoroso, teria que ser descontraído como eu. Assim, as idéias foram surgindo e o Blog foi crescendo.
Acabou o caviar? Não, o caviar não acaba nunca. Era engraçado pois muita gente pensava que era uma afirmação, mas era uma pergunta. Um amigo que mora na França me escreveu e disse que ficou aliviado depois que viu o ponto de interrogação no fim da frase. Eu estava passando um momento difícil e o título do Blog, para alguns, era uma afirmação daquele momento. Pelo contrário, quis mostrar que não tinha acabado a minha energia, o barco não ia afundar. E tem sido assim, post após post. Encontrei um espaço para compartilhar um pouco das minhas paixões na vida: pessoas, diversão, arte, viagens e papo furado. Além de falar desses assuntos, a partir de Junho/08 escrevi uma novela com quarenta capítulos. Tem sido prazeroso escrever e saber que vou ser lido, isso não tem preço. Cada comentário recebido tem um valor imenso.
A audiência do Blog aumentou muito depois de Outubro/08, quando entrei no diHITT (o site agregador de notícias), e lá pude conhecer pessoas ótimas que me acompanham aqui.
Estou muito feliz com o 1º aniversário do Blog e quero aproveitar para agradecer aos meus queridos leitores, aos meus amados 25 seguidores e a todos os meus amigos que me apóiam nesta empreitada. Muito obrigado por tudo! O blog não seria nada sem vocês! Já são mais de 5000 acessos, 194 posts e 323 comentários!!!
Para celebrar, selecionei 10 posts que me deram muito prazer em escrever, vale a pena ler de novo:




















terça-feira, 17 de março de 2009

Vik Muniz

Esta é a última semana para conferir a exposição Vik Muniz no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, que traça a trajetória do artista, que já teve seus trabalhos expostos no MoMA em Nova York.
Vik Muniz é o que costumamos chamar de artista múltiplo, cheio de talentos. Formou-se em Publicidade, mas atua como fotógrafo, desenhista, pintor e gravador.
Seus trabalhos são impactantes e provocam as mais diversas sensações no espectador, principalmente quando visualiza os materiais que o artista utiliza para fazer suas obras, como por exemplo açúcar, calda de chocolate, geléia, pasta de amendoim, poeira, linhas, cabelos, sucatas, diamantes e até Caviar!
Quando observadas de uma pequena distância as obras de Vik Muniz parecem quadros pintados, mas a medida que nos aproximamos vamos descobrindo os materiais e ficamos encantados.
Os cariocas têm até o dia 22 para ver a exposição, cujos ingressos custam apenas R$ 8,00, sendo que estudantes e maiores de 65 anos pagam meia.
Em abril a exposição segue para São Paulo. Melhor correr e ver logo, é um programa imperdível!



!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Cariocas do diHITT são "diRRI"

(visual perfeito para o 1º Encontro dos cariocas do diHITT)



Desde outubro do ano passado, a convite da minha amiga Margareth, faço parte de uma comunidade da internet chamada diHITT. Trata-se de um site agregador de notícias, que reúne pessoas do Brasil inteiro e de alguns países. Neste site compartilhamos notícias e divulgamos nossos blogs. Há, também, muita troca de idéias através de comentários e mensagens. Dessa relação saudável da troca de idéias surgem as amizades.
Neste mundo virtual, incompreendido por alguns, criam-se muitos mitos e lendas. Como, por exemplo, o fato de que as pessoas não existem, nem tudo o que é falado é verdade, etc. E para provar que existe vida fora do computador, nos encontramos no dia 15 de março de 2009, num lugar muito bonito, com vista para a Enseada de Botafogo e o Pão de Açúcar, para passar momentos muito agradáveis. Foi um verdadeiro sucesso e já estamos programando um segundo encontro para celebrar a amizade virtual que agora é mais real do que nunca!
Encontro de velhos novos amigos!


(Este é o Pr Carlos Garcia - 1º colocado no ranking de usuários do diHITT - figura simpática, alegre, descontraído e pontualmente britânico)



(Encontro histórico: Pr Carlos Garcia e Jorge Fortunato. O Pão de Açúcar foi testemunha)


(Pr Carlos e Bruno - o cara é fotógrafo de mão cheia!)


(Dois boas praças: Eduardo Buys e Pr Carlos)


(Simone, a nossa Sissy jura que não conta o que o Pr Carlos disse para ela. Conta Sissy a gente quer saber também...)








Só chamego com Meg






(Pr Carlos e Luiza)




(Melhor acompanhando impossível!)



(Luiza e Sissy)



(Essa turma é diRRI)






Está criada a Confraria diRRI:

Trocar idéias, informações, divulgar nossos trabalhos e blogs. Sermos Felizes, simples assim.

Valeu pessoal! Este nosso encontro ficará para sempre registrado em nossas memórias. Foi uma tarde agradável, onde pudemos nos conhecer um pouco mais e rir muito. Obrigado a todos vocês: Pr. Carlos Garcia, Bruno, Sissy, Margareth, Luiza, Eduardo Buys (grande amigo, que me deu muito apoio para promover este encontro) e Maria Souza - a gaúcha, que compareceu por telefone mandando um grande abraço para os cariocas.

Até o próximo Encontro.

sábado, 14 de março de 2009

Maria Stuart


Desde pequeno tenho interesse por histórias de reis e rainhas, castelos, torres, masmorras e calabouços. Viajava horas e horas lendo contos dos irmãos Grimm. Até hoje sou fascinado por este universo e quando viajo e vejo os castelos, antigas igrejas, sinto-me um pouco transportado para este longínquo mundo.
Na última sexta-feira, fui ao Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil para assistir Maria Stuart, de Schiller. Esta é a segunda montagem que assisto do texto desse autor alemão.
Schiller através do seu belíssimo texto promove o encontro – que não aconteceu, de fato – entre as duas rainhas: Mary Stuart, rainha católica de Escócia e Elizabeth, rainha protestante de Inglaterra. A tragédia envolve poder, intolerância, ambição, intriga política, sexo e uma rivalidade que leva a um desfecho fatal.
A peça de Schiller foi escrita entre 1799 e 1800 e foi traduzida brilhantemente por Manuel Bandeira, com todo o rigor do texto clássico. Como são belas as palavras proferidas por Maria Stuart: "Mais fácil fora que se acomodassem a água e o fogo, que amorosamente cordeiro e tigre se beijassem... entre nós duas não haverá conciliação que valha!"; e Elizabeth: "No dia em que os ingleses já não tiverem que escolher, nascida serei então de tálamo legítimo!".
A atual montagem em cartaz no CCBB é muito diferente da que assisti há alguns anos, mas não menos impactante.
A direção do espetáculo é de Antonio Gilberto, que optou por concentrar seu foco na relação humana das duas rainhas e dos personagens que giram em torno delas. O cenário de Hélio Eichbauer é simples: uma pesada cortina vermelha no fundo do palco, praticáveis de madeira e o trono de Elizabeth.
Os figurinos não acompanham o peso e o valor do texto de Schiller, sendo muito infeliz o resultado encontrado por Marcelo Pies para vestir as rainhas e os demais personagens.
A iluminação de Tomás Ribas assim como a música de Marcos Ribas são satisfatórias.
O grande elenco de 15 atores - raro para o teatro atual - tem no seu naipe masculino atuações aquém da qualidade do texto, sendo a única exceção o Melvil de Ednei Giovenazzi que faz dignamente o mordomo de Maria Stuart. Cabe destacar a atuação de Amélia Bittencourt no papel de Ana Kennedy, ama de Maria Stuart.
No papel das rainhas Julia Lemmertz está muito bem como Maria Stuart e chega ao ápice da sua interpretação no embate com Elizabeth. Clarice Niskier apresenta uma Elizabeth endurecida, um pouco militarizada, mas tem ótima atuação.
Enfim, pelo valor do texto de Schiller traduzido brilhantemente por Manuel Bandeira, e levando-se em consideração a raridade de produção de textos clássicos em nossos palcos, Maria Stuart merece ser vista.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Quem quer ser um milionário?

A Índia está na moda. Seja na novela das oito ou nos cinemas da cidade, o assunto é um só: a terra de Gandhi. A Índia é um daqueles países que sempre chamou atenção do povo do ocidente. É uma cultura riquíssima, tudo é muito exótico. São muitos deuses, muitas religiões, muitos temperos e mais de 1 bilhão de pessoas vivendo num país cheio de contrastes.
Talvez não tenha sido intenção de Danny Boyle, diretor do premiadíssimo "Quem quer ser um milionário?", fazer um filme para mostrar as mazelas do país, mas desde as primeiras cenas, nos deparamos com a verdadeira Índia, muito diferente daquela da novela. É a Índia das grandes favelas, da pobreza, da intolerância religiosa. Neste cenário transitam os personagens centrais da trama: Jamal, Salim e Latika. Da infância até a idade adulta os personagens passam por mais baixos do que altos.
Ninguém poderia imaginar que uma produção de baixo orçamento, sem nenhuma estrela conhecida fosse fazer tanto sucesso e arrebatado tantos Oscars, inclusive os de melhor filme, direção e roteiro adaptado. Aliás, o roteiro é formidável.

(Jamal, Latika e Salim - infância miserável)

"Quem quer ser um milionário" é, antes de tudo, uma grande lição de vida. Uma história de amor e de esperança. Impossível não se emocionar com a trajetória de Jamal.
O diretor Danny Boyle pesa a mão e nos mostra o lado mais cruel do ser humano e, em algumas cenas, a vontade é de gritar de dor. Mas não adianta querer fugir ou tapar o sol com a peneira. A verdade está ali e temos que enfrentá-la.
“Quem quer ser um milionário?” não deve deixar de ser visto. É uma grande experiência e nos passa uma bela mensagem.

(A busca de um sonho: o amor de Jamal e Latika)

terça-feira, 10 de março de 2009

Tom & Vinicius - o musical



Depois da temporada de sucesso em São Paulo, Tom & Vinicius – o Musical, está em cartaz no Teatro Carlos Gomes na Praça Tiradentes.
O espetáculo fala da amizade entre o poeta e o compositor, vividos respectivamente por Thelmo Fernandes e Marcelo Serrado.
Falar de Tom e Vinicius é lembrar da bossa nova, de Orfeu da Conceição, do bairro de Ipanema e tantos outros ícones do Rio de Janeiro, nas décadas de 50 e 60 – épocas de ouro da cidade.
A amizade de Tom e Vinicius era extremamente simples, assim como o delicioso texto de Daniela Pereira de Carvalho e Eucanaã Ferraz, que conseguem contar a história sem serem didáticos e com ótima solução para o desfecho do espetáculo.
A direção do musical coube a Daniel Herz que conduziu muito bem o grupo de atores/cantores, obtendo um conjunto bem harmônico. Os belos figurinos são de Marcelo Pies.
As belas canções Tom & Vinicius desfilam pelo palco interpretadas por vozes afinadas, com ótimos arranjos e acompanhadas por um naipe de músicos de grande qualidade.
O elenco do espetáculo é formado por atores/cantores com grande experiência em musicais, como por exemplo, Lílian Valeska – uma voz que se destaca sempre, além de Pedro Lima – ex-integrante do grupo Garganta Profunda, que está no seu terceiro ou quarto espetáculo. Sendo o elenco tão numeroso, não cabe destacar esta ou aquela atuação, pois o grupo, como já disse, é bem harmônico. Mas não podemos deixar de falar de Luiz Nicolau e sua interpretação de Frank Sinatra – muito convincente e divertida. Luiz solta a voz no duo com Marcelo Serrado, relembrando a antológica gravação de Garota de Ipanema. O elenco conta ainda com a participação de Guilhermina Guinle que interpreta duas das tantas mulheres de Vinicius (Lila Bôscoli e Lúcia Proença).
Marcelo Serrado no papel de Tom Jobim esta um pouco tímido no início do espetáculo e aos poucos sua interpretação vai crescendo. Porém é Thelmo Fernandes a grande estrela deste musical, ao dar vida ao poetinha maior, Thelmo entrega-se de corpo e alma e convence do início ao fim, dominando completamente a cena e recebendo aplausos calorosos diversas vezes.
Tom & Vinicius - o musical, é um daqueles espetáculos obrigatórios para quem ama teatro.

domingo, 8 de março de 2009

dia internacional da mulher

Não vou fazer nenhuma explanação sobre a criação do dia internacional da mulher, afinal todo mundo já está careca de ouvir essa história, isso mesmo as operárias etc e tal.
Tem muita mulher que nem gosta desta comemoração, pois de nada adianta dedicar um dia à mulher e massacrá-la nos 364 dias restantes do ano.
A mulher que carrega sempre o rótulo de "sexo frágil", já desmentido na música de Erasmo Carlos, pois é uma verdadeira guerreira e de frágil não tem nada, conseguiu ao longo dos anos seu lugar neste planeta. Hoje a mulher ocupa seu espaço em qualquer posição da sociedade. Recentemente o hall social de todos os andares do edifício onde moro foi pintado. Adivinha quem estava à frente da empreitada e de pincel na mão? Exatamente, uma mulher. Uma senhora de mais de 50 anos que fez o serviço. E muito bem feito. Há algumas décadas isso seria impensável.
A mulher mostra sempre que é capaz de ir além e além e, às vezes, até esquece que é mulher. Perde um pouco da fragilidade natural, por conta de uma necessidade de se mostrar forte e poderosa numa sociedade cada vez mais competitiva.
Sou muito amigo das mulheres e tem sempre uma ou duas ao meu lado. Acho que sou bom ouvinte, sou paciente. Quantas já não choraram suas mágoas neste ombro. Porém, muitas também já me escutaram. Talvez minha Mãe seja quem mais tenha ouvido minhas lamentações e enxugado minhas lágrimas.
O "ser" mulher é divertido, impaciente, fala sem parar, mas são adoráveis, bondosas e sempre muito generosas, porém tinhosas, maldosas e, em alguns casos, impiedosas! Mas são humanas e carinhosas...
Não dá para citar esta ou aquela amiga, todas têm a sua importância. Já pensaram na ciumeira...
Só quero deixar o meu abraço, o meu sorriso e dizer que podem, todas vocês, continuar contando com este ombro amigo, que está presente hoje - celebrando o "dia da mulher", e também no restante do ano...

Com todo carinho,
Jorge Fortunato

quinta-feira, 5 de março de 2009

Dia Nacional da Música Clássica

Hoje é o aniversário de Heitor Villa-Lobos, grande mestre da nossa música. Um carioca que nos enche de orgulho. E nada mais justo do que a escolha do aniversário do maestro para celebrar o Dia Nacional da Música Clássica. Esta é a primeira vez que celebramos este dia e estão programados vários eventos no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Acho importante a criação desta data para festejar a música clássica e torço para que nos próximos anos sejam programados concertos ao ar livre e em diversos locais públicos, assim como acontece na França, com a "Fête de la musique". Vai ser mais uma oportunidade de apresentar os clássicos ao povo.
Para brindar esta data a voz cristalina de Bidu Sayão - Bachiana nº 5 - Cantilena


quarta-feira, 4 de março de 2009

Carnaval com moqueca


Apesar de toda folia, na terça-feira de carnaval resolvi fazer uma moqueca de peixe aqui em casa, uma boa pedida para carregar as baterias e seguir para a festa.
A feira livre perto de casa funcionou e não pensei duas vezes, uma boa moqueca cairia muito bem. Vesti a fantasia de mestre cuca e o resultado vocês podem ver na foto aí de baixo, só olhar mesmo, pois eu já comi tudo e estava ótima!


Depois do almoço fui conferir o concurso de fantasias de Clóvis que acontece na Cinelândia. são vários grupos que se apresentam, a maioria vindos da periferia do Rio ou da baixada fluminense. As fantasias são sempre coloridas e até mulheres e crianças já fazem parte dos grupos.





Além dos Clóvis, muitos foliões usam toda a criatividade para criar personagens e fantasias engraçadas.




Bloco Afro desfila na Av. Rio Branco
A batida desse bloco Afro foi demais, foi ouvir e correr para desfilar com essa galera cheia de energia!!!



(Esta é a vocalista principal do bloco, super simpática, uma querida)
Foi isso gente, Carnaval agora só em 2010!