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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

domingo, 12 de abril de 2009

pausa para descanso

Existem momentos na vida em que precisamos parar para reorganizar a vida, reciclar a mente e o espírito. Sair um pouco e arejar o pensamento. Por isso, queridos amigos e leitores, estarei ausente algumas semanas, mas retornarei com muitas novidades em Maio.
Até breve!
Beijos e abraços do

Jorge Fortunato
E para não ficar só nas palavras, um pouco de música: tirei do fundo do baú Dalida e Alain Delon - Parole, Parole.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

vigilante rodoviário

"De noite ou de dia, firme no volante. Vai pela rodovia bravo vigilante..." os versos fazem parte da música de abertura da série "Vigilante Rodoviário", série de TV criada por Ary Fernandes em 1961. O Vigilante Rodoviário fez muito sucesso na época de sua exibição e faz parte da memória de muita gente.
Estrelada pelo ator Carlos Miranda e seu inseparável cão Lobo, a série tem fãs até hoje, espalhados por todo o Brasil.
Atualmente o Canal Brasil está apresentando os 38 episódios da série, totalmente remasterizados, sempre às segundas-feiras, às 20h30. Desde a estreia no dia 09 de março, eu não perco um episódio. Apesar de não ter sido da minha época, assistir ao Vigilante Rodoviário é uma agradável viagem ao túnel do tempo. Podemos analisar os costumes, o vocabulário da época, algumas expressões, figurinos, enfim é um momento de total nostalgia.

(Carlos Miranda e o pastor alemão Lobo)

Uma curiosidade dessa série é que Carlos Miranda, tempos depois do fim da série, ingressou na Polícia Rodoviária, tornando-se o primeiro ator a assumir o papel de seu personagem.
Se você for assinante do Canal Brasil (66 da Net), não deve perder. Vale a pena.
Tirado do fundo do baú um vídeo com a abertura do "Vigilante Rodoviário":

sexta-feira, 3 de abril de 2009

guerreira da utopia

No universo musical brasileiro brilham diversas estrelas; umas mais, outras menos, porém todas cintilam. São vozes melodiosas que amenizam as dores de amores, despertam paixões e encantam as almas sensíveis e até as insensíveis. Volta e meia algumas estrelas saem de cena para brilhar em outras galáxias. Ontem(2 de abril) completou 26 anos que uma dessas estrelas partiu. Estou falando de Clara Nunes, intérprete singular da nossa MPB.
Clara fez parte da minha infância e adolescência. Sua imagem alegre seduzia a todos. Sua voz vibrante e melodiosa era um bálsamo. Sua presença irradiava uma energia, uma luz única jamais vista em outro artista. Era uma alegria contagiante. Suas roupas, pulseiras, seus gestos, enfim, todo o conjunto.
Há poucas semanas, terminei a leitura de "Clara Nunes - guerreira da utopia", livro escrito brilhantemente por Vagner Fernandes. A biografia de Clara foi lançada em 2007, mas só agora tive oportunidade de ler. Apesar de ter mais de 300 páginas, devorei o livro em dois dias. Mérito do autor que fez um trabalho fascinante, reconstruindo a vida de Clara desde o interior de Minas de onde saiu para o sucesso e fama, até sua morte.

A saída de Clara Nunes da cena musical brasileira causou grande comoção. Clara era amada por todos. Encantava milhões de brasileiros aos domingos, nos clipes produzidos pelo Fantástico. Essa lacuna nunca será preenchida. Clara é única.
Para os admiradores e novos fãs da cantora, a leitura de sua biografia é obrigatória, uma vez que a trajetória de Clara é admirável. De fato, Clara Nunes foi uma guerreira da utopia.

Para matar saudades da nossa Clarinha um vídeo com vários números musicais:

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Torre Eiffel - 120 anos


(Há 120 anos fazendo a alegria dos franceses e dos turistas)

Ontem à noite enquanto assistia televisão o telefone tocou. Nessas horas fico um pouco irritado, estava no meio de um filme, mas havia desligado a secretária eletrônica e não teve jeito, parei para atender. Era um amigo que mora fora do Rio, ligou apenas para dizer que a Torre Eiffel estava completando 120 anos ontem, dia 31 de março. Disse isso e desligou. Chegou a ser hilário. Mas entendi. Meu amigo sabe como gosto de Paris e a Torre Eiffel é a cara de Paris, assim como o Cristo Redentor é a cara do Rio.
Lembro muito bem da primeira vez que vi a Torre Eiffel. Estava no terraço da extinta "La Samaritaine" - loja de departamentos. De repente, olhei para o lado e lá estava a torre, formando com o rio Sena e as pontes um conjunto maravilhoso. Em Paris a torre é vista de diferentes ângulos. Do alto das colinas de Montmartre, no topo do Arco do Triunfo ou na Torre de Montparnasse. Seja durante o dia ou à noite quando fica iluminada, a torre é um espetáculo que já dura 120 anos e atrai gente do mundo todo. Quando vimos a torre e pensamos no ano da sua inaguração, 1889, podemos avaliar o impacto que causou na população do século XIX. Era o maior monumento do mundo, envolveu um número enorme de operários, pesava toneladas.
A Torre Eiffel abriga lojas e restaurantes e recebe milhares de visitantes por dia. As filas para visitar o monumento são enormes, mas vale a pena. Quem visita pode optar por subir de escadas ou de elevador. Ir até o topo é o desejo de muitos, mas falta coragem. Eu confesso que pela primeira vez senti um frio na espinha, mas subi e foi uma ótima experiência.

(tentando arrancar a torre e trazer para o Brasil...)