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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

"Quero me trepar num pé de coco"*

Para fechar o carnaval 2010, no mardi gras (terça-feira gorda), fui ao encontro promovido por Ellinha e Claude. Seria uma reunião para colocar a conversa em dia, falar de tudo e rir um pouco, tudo isso regado com ice cream soda e vaca preta - delícias retrôs - e uns belisquetes que só Ellinha sabe preparar!

O nosso ice cream soda estava uma delícia e muito chic nessas taças azuis. Pop total!
Como na casa de Claude não podemos ficar sem referências cinematográficas e, após ter visto as fotos de minha viagem a Brugge, fomos assistir um DVD com curtas metragens do coletivo Las Luzineides! E este foi o melhor momento, com a história do "Quero me trepar num pé de coco"*. Aliás, tenho certeza que vocês estão curiosos com o título deste post.
O coletivo Las Luzineides! é um grupo psicotrômico de produção audiovisual, que atua desde 1998 e já produziu uma série de vídeos e filmes documentais. Dos diversos curtas que assistimos, "Quero me trepar num pé de coco"*, foi o mais simpático, além de, espontaneamente, contagiar nosso pequeno grupo a improvisar uma perfomance, que pode ser conferida no vídeo abaixo. Divirtam-se! Está um pouco escuro, mas vale pelas gargalhadas de Claude.

(*) "Quero me trepar num pé de coco" - filme de Ana Bárbara, Ana Rogéria e Liuba de Medeiros. Coletivo Las Luzineides! - 1999.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Retratos da Folia

Segunda-feira de Carnaval: depois de um dia inteiro de praia e muito sol, fui conferir os carros alegóricos na concentração. Este é um hábito antigo e não consegui mudar neste ano. Claude juntou-se ao nosso grupo e ficou encantada com as alegorias.

Águia Guerreira da Portela. Toda High Tech. Confesso que prefiro a tradicional. Quase não tinha espaço para fazer esta foto. Os fãs da Portela são muitos, inclusive a menina ao meu lado, com direito a faixa na cabeça. Porém, como vocês sabem, este desfile tecnológico da Portela não deu muito certo....

Este foi um dos carros que mais gostei. Uma mulher fazendo ultrassonografia em plena avenida. Estava realmente bonito.

Caminhando pela Av. Presidente Vargas encontrei esta "Naomi Campbell" que iria desfilar na Porto da Pedra, cujo enredo era Moda. Esta fantasia foi inspirada em Yves Saint Laurent com o clássico vestido Mondrian.

A Vila Isabel homenageou Noel Rosa, mas o carro que me chamou atenção foi esse com caricaturas de Cartola e Ary Barroso.

Momento sexy na avenida: tentando alcançar o bumbum da mulata junto com Claude.

Baile popular da Cinelândia

O baile da Cinelândia é a grande pedida para os nostálgicos. Marchinhas dos antigos carnavais cantadas por ídolos da Era de Ouro do Rádio. Passei rapidinho e me esbaldei com Dóris Monteiro, Roberto Silva e a divina Adelaide Chiozzo.


Dóris Monteiro - maravilhosa!!!


O povão comparece em peso. Até o Cristo desceu para pular o carnaval.


Olha quem estava na Cinelândia. Ele mesmo: Russo, o contra-regra mais bonito do Brasil.



Papo firme! Com direito a participação especial do vendedor de cerveja. Aliás, como bebi cerveja...

As foliãs Sandra e Alzira - chiquérrimas!

Que beijinho doce: Adelaide Chiozzo!

Adelaide foi coroada Rainha da Gafieira Elite.

Todos querem seus minutinhos de glória e fama: Zezelma de microfone na mão soltava a voz no meio da multidão. Não é a cara da Elba?

Este ó carnaval do Rio: simplicidade, alegria e muita criatividade dos foliões. Não dá pra resistir, o jeito é cair na folia!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ipanema, Conga e banho noturno

Os dias de carnaval foram fantásticos: muito sol, praias lotadas e os blocos bombando. No domingo (14) fui a Ipanema no final do dia. Apesar do caos do metrô lotado e sem ar condicionado, ver o mar e o pôr do sol foi muito compensador e me fez esquecer os minutos naquela lata de sardinha gigante.

As pistas e o calçadão estavam lotados. O bloco "Simpatia é quase amor" já havia passado (ainda bem), mas deixou um rastro de gente e de ambulantes vendendo cerveja com aqueles "carros alegóricos", o que prejudicou a minha "evolução" até o Arpoador.

Pat que adora Viena está derretendo no verão carioca. O meu chapéu de palha é japonês, dos meus tempos nos campos de arroz...

Uma boa surpresa no caminho até o Arpoador foi encontrar o Bloco da Conga. Este bloco toca ritmos caribenhos e é composto por músicos de diferentes nacionalidades.


Depois de curtir o som do Bloco da Conga e dançar muito, fui dar um mergulho nas águas geladas do Arpoador. Este programa foi um dos melhores desse carnaval.

Como vocês podem ver, o boto tá emagrecendo...

Curtam um pouco o som do "Bloco da Conga"

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sábado de Carnaval - Cubango na Sapucaí

Ainda embalado pelo desfile da Cubango na manhã de ontem, vou contar para vocês um pouco da minha festa neste carnaval. Nunca na história dos meus carnavais desfilei tão cedo. Ou seria tão tarde? Minha escola foi a última a entrar na Marquês de Sapucaí, pontualmente às 06h00 da manhã e lá fui eu. Na verdade, para quem desfila, a festa começa muitas horas antes, pois temos que chegar com antecedência na concentração.

(parte da minha fantasia de médico)

Por volta de 02h15 da manhã de domingo passei na casa da Cristina para seguirmos juntos para o Sambódromo. Cristina estava animadíssima ouvindo sem parar o samba da Cubango. Depois de algumas cervejinhas, para abastecer, saímos com nossos 300 kg de fantasias. Não é exagero, chega uma hora que a sensação é essa mesmo.

Cristina e eu na concentração da Cubango - aquecendo para o desfile.
A Cubango estava bonita, com carros alegóricos bem acabados e fantasias luxuosas. Abaixo detalhes de dois carros que consegui fotografar.

No enredo "Os loucos da praia chamada saudade" do carnavalesco Milton Cunha, eu optei pela fantasia de médico, pois de louco eu já me visto o ano inteiro.

Não tem nada a ver, mas essa fantasia me fez lembrar os primeiros capítulos de Madame Bovary de Flaubert. Lembrei muito do primeiro dia de aula de Charles Bovary. O chapéu estava apertando e enquanto não começava o desfile, deixei ele de lado, ou melhor, no chão.


A Cristina disse que eu estava parecido com o Eddie Murphy em "Um Príncipe em Nova York". Será???? Reparem os detalhes desse chapéu: são dois diplomas de médico especializado em carnaval com pós-graduação... mas parecem dois chifres...rs

Apromima-se da hora do desfile. Neuza Moysés, presidente da ala, faz os últimos retoques e dá avisos aos componentes.


Milagrosamente consegui fazer duas fotos quase entrando na Sapucaí: Ala das Crianças e o Carro Abre-Alas logo atrás da minha ala. Fotografar aqui é proibido, dei sorte que nenhum diretor de harmonia me viu.

Dois Médicos enlouquecidos

Devidamente paramentados Cristina e Jorge prontos para brilhar na Sapucaí! Durante o desfile nos divertimos muito! O meu esplendor embolou com o de outros componentes; quase deixei a Cristina cega com meu esplendor que quase caiu na "hora da virada", a cabeça doendo por causa do chapéu apertado...enfim, valeu a pena! E contrariando meu pensamento do post anterior e corroborando as palavras do texto de Martha Medeiros na revista "O Globo" edição de domingo (14/02): "todo carnaval é único, todo carnaval é inédito".

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Fim da folia

Isto foi tudo o que sobrou da minha fantasia. Vou guardar a capa para quando quiser brincar de super-herói...

Quase oito horas da manhã. A Praia do Flamengo vazia e um belo dia de sol começando...até o próximo Carnaval...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval quase off

Não se assustem com esse post. Eu continuo gostando de carnaval, mas confesso que este ano estou mais tranquilo. São mais de 30 anos de folia: desde pequenino vestido de índio no colo da minha mãe até os dias atuais. Durante um período fiquei fora da festa, por opção, e nessa fase eu frequentava retiros, ia para sítios e outros lugares. É bom dar um tempo e depois voltar. Este ano quero sossego. Na verdade tenho achado tudo muito igual e estou em busca de novidades. As Escolas do Grupo Especial continuam muito luxuosas e o desfile é uma grande marcha com sambas cada vez mais corridos.
Hoje, contrariando a tradição, não desfilei no Bola Preta, fui à praia. Soube que mais de 1 milhão de pessoas compareceram. Mas pelo que vi nas fotos, não estava diferente do ano passado. O Rio vive um momento mágico com a volta das pessoas aos blocos de rua. Isso é muito bom. Por outro lado, o bloco dos mijões aumentou muito. A Prefeitura faz a sua parte e quando pega um folião com a serpentina na mão, enquadra o sujeito.
O meu Carnaval ficou quase off por conta da Cubango - escola de Niterói - que desfila na Marquês de Sapucaí. Eu estarei lá, com a fantasia de médico, num enredo que fala sobre a loucura. Como a Escola será a última, isso significa que entraremos por volta de 06h00 da manhã de domingo! A fantasia está linda e a Cubango promete. Quem quiser pode conferir pela BAND, que transmite o desfile a partir das 20 horas. E acho que vai ficar aí o carnaval 2010. No mais, vou me dedicar ao cinema, aos filmes da minha DVDteca e aos encontros com os amigos para botar o papo em dia. Amanhã eu publico os bastidores do desfile da Cubango. Evoé Momo!!!
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Como eu disse que tudo continua igual, quem quiser pode ver as fotos e os posts do carnaval do ano passado, é só clicar aqui e conferir.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Aqueles Dois

A literatura e o teatro caminham lado a lado e, de vez em quando, somos surpreendidos com algumas adaptações de textos literários para o teatro. Não é uma empreitada fácil, pois nem sempre o resultado é positivo. Já assistimos adaptações que foram desastrosas. Muitas vezes o que está nos livros perde a força dramática quando ganha uma adaptação para os palcos. Talvez, até motivados por esse desafio, a companhia mineira Luna Lunera decidiu montar o espetáculo Aqueles Dois, baseado no conto homônimo de Caio Fernando Abreu. Este autor, considerado um dos expoentes da sua geração, é dono de uma obra intensa, que trata de temas ligados à solidão, sexo, medo, morte, angústias do mundo contemporâneo, entre outros.
A peça é uma criação coletiva, um trabalho feito pelos atores da companhia que ficaram responsáveis pela direção. Assim, cada ator teve um período para realizar sua proposta de direção e fazer os experimentos necessários a fim de montar o espetáculo.
Aqueles Dois se passa em um escritório de uma repartição pública. No meio desse cotidiano burocrático e impessoal, estão os personagens únicos do espetáculo: Raul e Saul, que apesar da rotina enfadonha e da mesmice de um ambiente de trabalho, tornam-se bons amigos e passam a ser criticados pelos demais colegas de escritório.

O grupo responsável pela criação, direção e dramaturgia é formado por Cláudio Dias, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves, Rômulo Braga e Zé Walter Albinati, que conseguiu transpor para o palco com muita criatividade o espírito do conto de Caio Fernando Abreu. O cenário é composto de caixas, máquinas de escrever, aparelhos de telefone, televisão e som, que ficam dispostos sobre um amplo quadrado, com uma parede escura ao fundo, onde são expostas gravuras desenhadas por um dos personagens. Tudo isso ajudado pela bela iluminação de Felipe Cosse e Juliano Coelho, e embalado por uma ótima trilha sonora.
Apesar de a peça contar com apenas dois personagens, estão em cena quatro atores da equipe de criação: Cláudio Dias, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves e Rômulo Braga, que se revezam nos papéis de Saul e Raul. A técnica, que pode ser chamada de coringa, funcionou muito bem nesta montagem. Entre altos e baixos todos estão bem, comprometidos com os personagens. Apesar de tão diferentes, na linha de direção, os atores conseguem apresentar um trabalho uniforme. O único senão fica por conta de uma pequena intervenção que acontece minutos antes de terminar a peça: um dos atores interrompe a cena e explica ao público que é o momento de dedicar o espetáculo para alguém. Na noite que assisti, o homenageado foi Augusto Boal. Homenagem justa, mas sem qualquer ligação com a peça. Nesse momento há uma ruptura e corta um pouco a tensão da cena. Algo que poderia ser subtraído sem problemas, mas que de modo algum tira o brilho do espetáculo.

Podemos dizer que a criação coletiva da Cia Luna Lunera atingiu o objetivo de conseguir realizar a difícil tarefa de adaptar um texto literário para o teatro. O trabalho é de qualidade, com atores dedicados e estudiosos e que engrandece muito a cena teatral carioca. Aqueles Dois cumpre muito bem o papel do teatro como agente de reflexão e quem ganha com isso é o público.

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Anote:

Onde: Teatro III do CCBB - Rua Primeiro de Março, 66

Quando: de quarta a domingo, às 19h30. Até 28 de fevereiro.

Quanto: R$ 10

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sopros de Vida

Está em cartaz no Teatro I do CCBB, a peça "Sopros de Vida" do inglês David Hare. Esta é a primeira montagem brasileira de um texto do dramaturgo e roteirista inglês. Hare é uma grande novidade para quem acompanha teatro, embora seja conhecido pelos filmes "As Horas" e "O leitor", que fizeram grande sucesso. "Sopros de Vida" teve uma bem sucedida temporada europeia e agora chega aos trópicos encenada por Naum Alves de Souza e estrelada por Nathalia Timberg e Rosamaria Murtinho.
A ideia central do espetáculo é um acerto de contas entre duas mulheres que durante 25 anos dividiram o mesmo homem. Amante e esposa frente a frente, preparadas para um grande duelo.

(Nathalia Timberg e Rosamaria Murtinho - encontro de grandes damas do Teatro)

As histórias sobre traição sempre geram grande expectativa. Qual seria a reação da amante ao ver em sua casa a mulher traída? E a atitude da esposa em relação à amante? Muitos sentimentos em jogo. Hare é provocador e desafia o público a entender o seu quebra-cabeças. As frases são irônicas, rápidas. Algumas falas cortadas abruptamente. Palavras do marido ditas pela amante para a esposa e vice-versa. O público não verá nenhum bate-boca, nenhum puxão de cabelo. Da chegada tensa e tímida da esposa até a despedida das duas mulheres, tudo transcorre de maneira tranquila, quase discreta. Afinal, elas são inglesas. O europeu tende a ser mais frio, mas nem por isso deixa de resolver as suas questões. E, de certa forma, as duas mulheres tomam as suas decisões e cabe ao espectador imaginar que caminhos elas irão trilhar.

"Sopros de Vida" é um espetáculo bem feito, com direção cuidadosa do talentoso Naum Alves de Souza que conduziu muito bem as estrelas da peça. O cenário de Celina Richers é funcional e reproduz com eficiência um studio, com belos móveis e até uma cozinha americana. Os figurinos de Beth Filipecki são muito bonitos e vestem elegantemente as atrizes. A luz de Wilson Reiz, assim como a música de Edgar Duvivier qualificam ainda mais a peça.

Assistir ao encontro de Nathalia Timberg e Rosamaria Murtinho, é antes de tudo, um presente para o público. São dois talentos do nosso teatro, dedicadas e ótimas intérpretes. As atrizes estão precisas em suas atuações e acertaram o tom das suas personagens. Nathalia interpreta a amante (Madeleine), uma mulher madura, bem mais velha que a esposa e o marido. É descontraída, bem resolvida e possuidora de grande senso prático. Rosamaria Muritnho, dá vida à esposa (Frances), tímida, uma mulher que se acomodou com o casamento e que se apoia no trabalho de escritora para levar a vida e sobreviver à traição do marido.

Por mais delicado que seja e, talvez até possa ter incomodado ou vá incomodar algum espectador (afinal, que atire a primeira pedra quem nunca traiu ou foi traído); "Sopros de Vida" merece ser vista, seja pela qualidade do texto, das atuações e da direção ou simplesmente pelo fato de fazer o espectador refletir.

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Anote:

Onde: Teatro I do CCBB - Rua Primeiro de Março, 66 - Centro

Quando: de quarta a domingo, às 19h00

Quanto: R$ 10

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ensaio da Cubango em Niterói

Convocado pela presidente da ala dos Universitários, Neuza Moysés, atravessei a Baía de Guanabara e cheguei à terra de Araribóia para o último ensaio técnico da Cubango. Quem me acompanhou na empreitada foi Cristina Brasil que vai desfilar na verde e branco de Niterói pela primeira vez. Chegamos por volta das 19 h e a Av. Amaral Peixoto, no Centro da cidade, já estava lotada. Já estamos com a coreografia ensaiada e evoluímos bonito na avenida, só falta mesmo decorar o samba. Para facilitar nosso estudo, Neuza nos presenteou com CDs e, daqui para frente, nossas vitrolas só tocarão Cubango.

(Neuza Moysés, Cristina Brasil e Jorge - esquentando os tamborins no último ensaio técnico da Cubango)

O enredo deste ano é sobre a loucura e quem comanda o hospício da Cubango é o carnavalesco Milton Cunha.

Componentes da Cubango evoluem na Av. Amaral Peixoto

"Tá lotado de maluco ...fechou!"

Uma mulata que vai enlouquecer a Sapucaí!

A Cubango desfila no Sambódromo do Rio no próximo Sábado, dia 13 de fevereiro e eu conto com a torcida de vocês! A Cubango promete: a bateria está um show e as fantasias são luxo só!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Foto com 18 mil homens

Ontem a Ellinha me enviou um e-mail bem curioso: uma foto que foi tirada em 1918 num acampamento de treinamento de guerra em Camp Dodge, Iowa, USA. Reuniram 18.000 homens, enfileirados, e formaram o desenho da Estátua da Liberdade. Alguém encontrou a foto, jogou na rede e, certamente, meio mundo já deve ter visto. A primeira guerra mundial já devia estar quase no fim e com tempo sobrando, os militares resolveram fazer essa foto. É o que me veio à cabeça quando vi a foto. Verdade ou não, a imagem é interessante. Será que todos esses soldados foram à guerra? Isso precisaria de uma pesquisa, mas não tenho tempo para tanto...rs
Se não fosse a referência à guerra e, principalmente, à data, pensaria ser um trabalho do Vik Muniz. Enfim, coisas desse mundo virtual.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Avatar

Quem me conhece sabe que não sou fã dos blockbusters americanos. Aliás, já faz algum tempo que deixei de lado as produções que chegam de Hollywood. Porém, não tive como resistir ao "arrasa quarteirão" da temporada: Avatar. Não sei exatamente o quê me levou a assistir ao novo filme de James Cameron. Talvez a curiosidade de ver um filme em 3D. Deve ter sido isso. Depois de diversas tentativas para comprar o ingresso - as sessões andam lotadas - consegui um dos últimos lugares numa noite de quarta-feira, em um cinema de Botafogo. Notei que o público estava eufórico e havia um clima meio adolescente no ar, embora a plateia fosse majoritariamente adulta. Os óculos distribuídos causavam um frisson entre as pessoas. Na fileira onde estava sentado, observei um casal fazendo poses e fotografando o seu "début" na era 3D. Coisas da vida.

As luzes se apagam e começam os trailers: todos em 3D, uma espécie de preparação para o que iríamos assistir. Enfim, começa o filme e a minha única preocupação é com a parte técnica, estava louco para ver os efeitos, as imagens, etc e tal. Tudo meio morno no início, mas depois começam a aparecer as fantásticas imagens, efeitos surpreendes e, por incrível que pareça, uma boa história. Avatar foi uma grande surpresa. É uma lenda futurista, mas mostra muito da nossa realidade: a ambição do homem e a sua vaidade. Talvez seja um pouco de exagero da minha parte, mas enxerguei uma grande mensagem para a humanidade neste filme. Talvez resida aí o sucesso desta obra do diretor de Titanic (outro blockbuster!). O filme tem quase 3 horas de duração, mas nem senti o tempo passar. Embarquei na história e viajei no mundo dos sonhos...tudo em 3D. Imperdível.