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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Seis coisas sobre Jorge Fortunato que você não sabe...

Não se assustem com as revelações que irei fazer daqui em diante. A culpa é da Mary Miranda, amiga blogueira que passou um meme para mim. Se você não sabe o que é meme eu posso explicar rapidamente: é algo como uma corrente, um jogo que deve passar de pessoa para pessoa. Porém se você quiser um conceito mais profundo clique aqui que está bem explicadinho pela Wikipédia.

Vamos ao meme. A Mary Miranda recebeu de uma amiga e passou para mim o seguinte meme "As 6 coisas que as outras pessoas não sabem sobre nós". Para ser sincero não gosto de responder aos memes, até porque geralmente temos que repassá-los para N pessoas etc. Mas este meme é especial e foi passado somente e tão somente para mim. Logo tornou-se uma homenagem e aí acho bacana responder. Então preparem-se para as revelações das seis coisas sobre Jorge Fortunato que você não conhecia:

  1. Sempre paro em bancas de jornais para ler as manchetes do dia. Na verdade é uma desculpa para ler todas as capas de revistas de fofocas sobre televisão e as nossas "celebridades".


  2. Gosto de entrar em supermercados e procurar as moças que fazem demonstrações de produtos. Provo de tudo, se gosto elogio, se não gosto falo direto. Certa vez rejeitei uma pasta de soja, pois já havia comprado e achei muito gordurosa e de sabor desagradável. A degustadora disse que devia ser de outra marca. E eu respondi que não era mesmo. Ficou um clima no mercado. Todos olhando. A moça estava irritada e me lançou um olhar. Eu falei que só estava dando a minha opinião. Excesso de franqueza. Pouca gente quis provar.


  3. Só acredito em Deus e fico muito constrangido quando recebo e-mails com correntes de santos, santas, estrelas guias, etc etc. Sem contar os espíritos XYZ. Respeito a todos, mas não acredito em duendes, fadas, novenas e etc. Não sou místico. Foi difícil escrever isso, mas é a pura verdade.


  4. Gosto de ver séries de TV antigas, assim como desenhos animados. Às vezes acordo às 06 da manhã para ver "As Panteras" no TCM. E vejo também as manhãs de desenho do SBt. Aliás o capítulo TV é extenso. Posso ver desde um maravilhosos documentário até uma novela mexicana bem bagaceira.


  5. Tenho medo de levar choque. Trocar uma lâmpada é um verdadeiro tour de force.


  6. Sou muito indeciso. Escolho o caminho A, depois me arrependo e tento o B, e volto para o A ainda pensando no B.

Surpresos? Disse tudo? Mas eram só 6... com certeza tem mais, muito mais. Mas vocês vão descobrindo aos poucos. Se contar tudo, perde a graça...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ressonância Magnética

Estou assistindo ao Happy Hour no GNT e o assunto é sobre dores no corpo, postura correta etc. Ultimamente fui acometido de uma forte dor na coluna lombar e fiquei mal, muito mal mesmo. Cheguei até a acordar na madrugada sentido dor. Saudades da época do Pilates. Eu não sentia dor alguma. A técnica do Pilates é fantástica, fortalece mesmo a musculatura. Mas um dia volto. Por enquanto, estou parado, até ser liberado pelo médico e pelas fisioterapeutas. Tenho que cumprir 10 sessões de microondas (são só as ondas que são micro, não é um forno ...rss) e receber uns choques de um aparelho chamado "tenz" - acho que é assim. Por conta das dores na lombar e a fim de ter um diagnóstico mais preciso, o ortopedista pediu uma Ressonância Magnética. Consegui marcar o exame para o feriado (!), dia 23, sexta-feira. E lá fui eu para o Centro. A Cidade vazia, todos viajaram, sol fraco. A Clínica era fantástica, muito bem equipada, sala de espera confortável com TV de tela plana, máquinas de café, chocolate e muitas revistas. Nem tive tempo de ler sobre o fim de semana em certa ilha e a recepcionista já me chamava para fazer o exame. Em outro andar, ar condicionado em clima de montanha, tudo muito limpo, organizado. A simpática enfermeira abriu a porta de uma cabine, para que eu me preparasse - vestir uma espécie de túnica e calçar um tipo de sapatilha - para a ressonância.

Na sala fria, apenas o aparelho eu e a enfermeira. Do outro lado, um radiologista e uma médica. Eu já havia feito esse exame há alguns anos atrás e estava relaxado. Mas quando coloquei o fone de ouvido, deitei na cama e comecei a entrar no tubo.... que mico! Dei um "piripaque", um "piti". foi um suadouro nas mãos, um zumbido nos ouvidos e uma sensação de pânico, como se fosse sufocar ali dentro. Imediatamente pedi para sair. As mãos pingavam de suor e cheguei a ficar tonto. A enfermeira, um pouco sem jeito disse que o aparelho era aberto e que eu ficaria com a cabeça para fora do aparelho, etc etc. Pedi um tempo e depois entrei, não tinha jeito mesmo, mas fechei os olhos. Menos de 10 minutos depois saí dali. Queira Deus não seja nada demais. E durante um bom tempo não quero repetir a dose.

*****

E como se não bastasse a queda, teve o coice: estou afônico desde domingo. Xô bruxa!

sábado, 24 de abril de 2010

Além do arco-íris

Existem alguns espetáculos teatrais que ao assistirmos não imaginamos outro ator/atriz estrelando. Há autores que gostam de trabalhar com atores com os quais tem afinidade e daí vem o segredo de algumas parcerias. É o que acontece atualmente com o espetáculo Além do Arco-Íris, uma dobradinha de sucesso da dupla Flávio Marinho e Luciana Braga. Flávio Marinho é autor de diversos espetáculos - principalmente comédias - e também tradutor de textos de grande sucesso. Neste além do Arco-Íris, Flávio apresenta uma história linda e sensível, sobre o amor de um casal que viveu mais de 26 anos juntos. Rita Monfort é uma atriz de teatro e TV, que foi casada com Alex, que dirigia as novelas e as peças que a atriz atuou. Aos 59 anos de idade, Alex morre vítima de um súbito infarto. Para Rita resta a solidão e um apartamento grande que deve ser esvaziado. É neste apartamento que se passa toda a ação do espetáculo. Rita entre em cena e vemos algumas caixas espalhadas pelo chão. Há cds, livros, alguns móveis cobertos, uma penteadeira, estantes e uma arara com algumas roupas. Tudo no ambiente tem a sua lembrança, a ponto de a personagem dizer "quem disse que os objetos não têm vida, mentiu". Rita sabe o que está dizendo. Sua vida com o marido alegre e brincalhão foi passada ali. Por isso cada canto, cada objeto tem uma história para contar. A personagem dialoga com a platéia, como se fossem velhos conhecidos, e vai desfiando um rosário, desde o dia em que conheceu Alex até o dia da sua morte. São histórias e momentos que dão gosto de ouvir e aguçam a curiosidade de quem assiste. Há momentos em que Rita suspeita da fidelidade do marido e até do seu caráter, mas também fala dos fracassos e sucessos que ambos tiveram na profissão. Revirando gavetas, abrindo cartas Rita vai fazendo suas descobertas e surpreendendo-se. Ao seu lado está o fiel escudeiro Chiquinho - uma espécie de faz-tudo - que a ajuda a arrumar as coisas do apartamento e cujo papel é o grande segredo da peça, que óbvio, não iremos comentar.

O texto e a direção do espetáculo é de Flávio Marinho, cujo talento, dispensa comentários. O espetáculo está bem marcado e bem orquestrado. O cenário de Edward Monteiro é muito bonito e conta com os objetos já descritos acima, tudo bem iluminado por Maneco Quinderé. Os figurinos de Ney Madeira são bem adequados e a trilha sonora, também de Flávio Marinho, é envolvente. Luciano Borges como Chiquinho tem boa atuação, sendo engraçado e divertido nos momentos certos. Luciana Braga, no papel escrito para ela, tem atuação impecável. Cativa a platéia com o seu olhar e sua sensível interpretação, na medida da emoção.
Além do Arco-Íris é uma comédia sentimental que agrada a platéia, diverte e emociona. Além disso, mostra que é possível fazer um trabalho de qualidade com carinho e dedicação.


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Anote:
Onde: Solar de Botafogo - Rua General Polidoro, 180
Quando: Sex e Sáb, às 21h30. Dom, às 20h30. Até 30 de maio.
Quanto: R$ 50

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A receita da Mousse

Recebi tantos elogios pela mousse de gorgonzola que preparei na semana passada, que resolvi dividir com vocês a receita - "dificílima" - desta delícia.


O que você precisa:
250 ml de creme de leite (caixinha)
200 gr de maionese
250 gr de queijo gorgonzola (um triangulo)
1 pacotinho de gelatina incolor/sem sabor
200 ml de água mineral sem gás
Colocando a mão na massa:
No liquidificador junte o creme de leite, em seguida a maionese, o queijo gorgonzola picado em pedaços pequenos (ou amassado), por último a gelatina dissolvida da seguinte maneira: coloque a gelatina num pote e hidrate com 100 ml de água mineral sem gás fria e mexa bem, enquanto isso, aqueça os 100 ml de água restantes. Não deixe ferver. Misture e mexa bem. Junte a gelatina dissolvida no liquidificador e bata em velocidade alta por 6 a 8 minutos. Isso deixará a mousse bem cremosa. Coloque na forma da sua preferência - nem precisa untar - e deixe 24 horas na geladeira. Melhor assim.
Em tempo: um toque diferente é jogar umas nozes, mas faça isso assim: pique as nozes e bata rapidamente (2 segundos). É legal encontrar um croc no meio da cremosidade.
Esta mousse vai bem com torradas e até legumes crus como abobrinha, cenoura, pepino, aipo, pedacinhos de couve-flor etc. Há quem goste para acompanhar saladas também. O gorgonzola tem sabor forte e um vinho tinto bem encorpado é a bebida ideal. Mas isso é uma sugestão e você pode beber o que quiser, claro.
É isso. Espero que vocês gostem. Experimentem. A receita é essa, não há pulo do gato. Se não ficar igual ao meu é porque vocês não pensaram em mim na hora de preparar....

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Festa!!!

Uma das boas coisas da vida é ter amigos e estar com eles em datas especiais. No último dia 15, Inês Pinheiro, organizou um jantar para festejar meu aniversário, com o nosso pequeno grupo da Alliance Française. O restaurante escolhido foi o Carmelo, inaugurado há poucas semanas, que fica na rua onde moro.

Da esquerda para direita Inês, Haydée e eu feliz da vida!

Essa é parte da nossa turma da Alliance... conheci o grupo em 1997 e de lá para cá não nos desgrudamos mais. A Leila que aparece à esquerda da Inês ficou apenas 1 ano conosco, mas continua firme em todos os encontros.
Festa no Apê
Aniversário tem que ter festa e no último sábado reuni uma turma bacana para comemorar mais um pouco. Desta vez não teve Caviar, mas esta maravilhosa - maravilhosa mesmo - mousse de gorgonzola que fez a alegria de todos!!!
Em breve publicarei a minha receita: é a coisa mais simples e fácil de fazer!
Quem veio para a festa
César e Márcia foram os primeiros a chegar.
Momento álbum de família: no sentido horário D. Dalvinha, Jorge, Rosane Machado, Eduardo e Nilson Penna.

Ela já foi virtual, mas agora é a mais REAL de todas: Cristina Brasil!


Cinthia e Emerson: ainda em clima de lua-de-mel! Casaram há poucos dias, nota-se pelos sorrisos...

Claude - amiga de longa data. Está em todas as festas!


Três blogueiros reunidos: Cristina Brasil, Jorge Fortunato e a divertida Meg Bravo

A turma que adora Teatro: Gustavo Stevens, Jorge, Claude e Rosane.

Eu entendo sua personalidade: Luciana - gentileza e mais gentileza! Chegou com esse bolo gostoso que foi devidamente degustado por todos.

A galera que um dia já ralou muito num jornal carioca: Luciana, Ana Cláudia, Jorge e Gilbert


A turma que medita unida: Meg, Usha, Julio, Deveeka... eu estou só de gaiato, mas qualquer dia entro nessa de meditar também. Será que consigo?


Ninguém resiste ao canto de Célia Cruz. Salsa para todos!


Valéria que é uma graça trouxe esta flor branca made by herself


Hora de cantar Parabéns. Literalmente suei a camisa: efeito Salsa e Khaled


Alessandro (Lôro) - super gente boa.

Angela Mesquita: isso é que é amiga, saiu de uma festa de casamento lá no distante Recreio para me dar um abraço no Flamengo.
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Agradeço a todos estes amigos queridos que compareceram e trouxeram esta onda de energia positiva e de alegria. Foi uma noite iluminada, totalmente alto astral. Rimos, sorrimos, brincamos, conversamos, bebericamos e até dançamos!(vejam o vídeo abaixo). Valeu gente, ano que vem tem mais...ou será que vou passar o aniversário na Noruega?
Momento "relembrando Khaled"

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Como esse menino cresceu!

Hoje é um dia especial para mim e, claro, muitos de vocês sabem disso... é meu aniversário. Nasci num sábado, 15 de abril do século passado.. foi em 1967. Caramba! 43 anos se passaram. Vasculhando as minhas recordações lembrei da antológica foto "7 carinhas" que fiz com 4 anos de idade. Na época todas as crianças faziam, era uma "coqueluche". Recentemente mandei restaurar o original e já não são sete, mas seis carinhas, mas isso é uma longa história... coisas da minha Mãe. Aqui reproduzo apenas uma delas. Outro dia mostro o conjunto completo.
Sou um cara feliz com o que possuo e com o que a vida tem me dado: uma Mãe que me ama, saúde, bons amigos, boas viagens e muito bom humor...para superar os momentos chatos, mas que nos ajudam a crescer. Bom ter esse blog e poder compartilhar isso com vocês; e mais tarde, poder relembrar esses momentos.

Jorge Fortunato aos 4 anos: o que passava por essa cabecinha?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Besouro Cordão de Ouro

Esta é a última semana para conferir "Besouro Cordão de Ouro", em cartaz no Teatro SESC Tijuca. O musical estreou em 2006 e fez grande sucesso, aclamado como um dos 10 melhores espetáculos daquele ano. A peça narra a história de Manoel Henrique, mais conhecido como Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro, exímio capoeirista. Besouro era ágil e tinha muita flexibilidade, sua trajetória de vida é marcada de "causos" e lendas. Diziam que tinha o "corpo fechado", não havendo faca ou navalha que lhe atravessasse a carne, porém esta versão é meio contraditória, uma vez que o capoeirista teria morrido vitima de uma emboscada, onde foi atacado à faca pelas costas.

O musical foi escrito por Paulo César Pinheiro, letrista de primeira categoria, cujas canções ficaram imortalizadas na voz de Clara Nunes. Pinheiro é responsável pelo texto, letras e músicas do espetáculo. Aliás, "Besouro..." foi o primeiro texto escrito por Pinheiro para o teatro. A direção é de João das Neves que criou um mundo mágico, onde os espectadores ficam mergulhados na história do início ao fim, participando ativamente. Logo no começo do espetáculo a platéia é convidada a "beber o morto", ou seja, tomar uma pinga e velar o corpo de Besouro. Esse era o costume, na Bahia dos anos 20. Como é um velório, as histórias sobre o falecido não faltam, por isso, todos são levados para uma outra sala, cujo cenário remete à uma senzala com esteiras, cestas e almofadas espalhadas pelo chão onde o público pode se sentar. Misturado ao público o elenco da peça - os amigos de Besouro. Já na primeira canção a participação é espontânea: eu não me intimidei e fiz coro em "É de Angola, É de Angola, É de Angola, É de Angola, é de Angola Camará...". E assim o espetáculo caminha, os amigos contando e cantando as histórias de valentia, os momentos vividos pelo capoeirista, suas vitórias e o seu jeito de ser. Tudo isso numa grande roda de capoeira que fascina a todos. E o público é convidado a participar. Na noite que assisti, lamentavelmente, ninguém se arriscou. Eu não tentei por motivos óbvios.

João das Neves cercou-se de um elenco primoroso, só para citar alguns dos atores temos Iléa Ferraz, Tizumba, Sérgio Pererê. Lamento não citar todos. O grupo tem atuação brilhante e a cada quadro, cada canção nos surpreendemos. Vozes afinadas, ótimas coreografias e fantástico desempenho de capoeira, fruto de muito estudo e dedicação. Além disso o elenco toca berimbau, pandeiro, atabaque e cavaquinho.
"Besouro Cordão de Ouro" merece ser gravado em DVD para que as gerações futuras tenham acesso à riqueza e a força desse espetáculo, um autêntico teatro brasileiro. Uma encenação de primeira grandeza, feita com muito carinho e com a máxima dedicação do autor, diretor e elenco.
Todos merecedores dos nossos maiores aplausos e bravos!

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Anote:
Onde: Teatro SESC Tijuca
Quando: Sex a Dom - 20h00
Quanto: R$ 16

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Antes & Depois

Desde janeiro deste ano procurava um profissional para dar um jeito no sofá aqui de casa. Eu preferia reformar a ter que comprar um novo. Falta de tempo para ficar procurando e o principal, a grana. Às vezes até via algum modelo bacana, pensava em comprar mas desistia. Outras eu via o sofá dos sonhos, mas com preços que eram o salário dos meus sonhos... Uma amiga indicou um rapaz que fazia este tipo de serviço, mas não rolou e isso já contei aqui. Eu ia desistir , mas o destino me levou até o profissional certo. Fui até uma galeria na Rua Senador Vergueiro para colocar moldura num poster que havia trazido de uma viagem; conversando com a atendente perguntei despretensiosamente se, por acaso, haveria um estofador ali. Ela me respondeu com um sorriso; "nós fazemos esse serviço também". tudo resolvido, marquei uma visita para fazer o orçamento que ficou um pouco mais caro que o anterior, mas ainda dentro das minhas possibilidades. Acertei tudo e em uma semana ganhei um sofá novinho. O Ronaldo e sua equipe trabalharam muito bem, por isso, faço aqui a publicidade sem nenhum constrangimento. E quem quiser pode me pedir o telefone, é só passar um e-mail que eu respondo. confirma a transformação:


Antes

O sofá estava "caidaço": o tecido manchado e o terrível buraco...

Quase fui engolido pelo meu sofá. Sentei e afundei. Só me restou gargalhar e começar a malhar para perder peso...

Depois

Finalmente, meu antigo sofá transformado! E a malhação continua...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Colapso - por Cláudia Dottori

No último domingo assisti ao novo espetáculo de Hamilton Vaz Pereira - Colapso - a convite da minha querida Claude que foi agraciada com 2 convites, fruto de uma promoção para assinantes do jornal O Globo. Para ganhar os ingressos, Claude teve que responder uma pergunta sobre o teatro brasileiro. Como sua resposta foi considerada a melhor de todas, a promotora do evento informou que Claude havia sido convidada para escrever uma crítica sobre a peça, a ser publicada na coluna "Assinante Viu" do Caderno Rio Show. Ficamos radiantes com a novidade e lá fomos nós posar para fotos. A crítica e a nossa foto saiu na edição de hoje (09/04) do Caderno Rio Show na página 38. O texto de Claude ficou bárbaro, nossa foto ficou ótima e eu ainda ganhei 15 segundos de fama ao lado da nossa nova crítica teatral. Se você não viu o jornal hoje ou se não comprou não tem problema, Claude encaminhou o texto para ser publicado aqui no "Acabou o Caviar?", confiram:
Colapso

Com o intuito de divertir o espectador, Hamilton Vaz Pereira escreveu um texto leve e despretensioso. A reunião de um grupo de atores aparentemente inusitada, traduz-se, na prática, em uma química que torna o espetáculo um gostoso retorno às comédias dos anos 80, conhecidas como “besteirol”. O que diferencia o texto de Hamilton dessas comédias é que ele trata de questões muito sérias transformando-as em alegorias. Alguns de seus personagens, muito atuais, estão envolvidos em escândalos de corrupção, mas sempre querem escapar das críticas.
A peça é composta por cinco personagens vividos por: André Mattos, Emanuelle Araújo, Lena Brito, Osmar Prado e Ricardo Tozzi. Os figurinos são simples e de muito bom gosto. O cenário conta com três praticáveis e alguns objetos, utilizados de maneira bem funcional. A trilha sonora é bastante original, composta do ritmo caribenho - calipso que permite aos atores algumas pequenas cenas de dança memoráveis.
Osmar Prado e André Mattos são amigos de longa data, o primeiro é o político Bonaldo Calidh e o segundo é o embaixador Wallace Morvhan, casado com Tuta Morvhan, personagem de Lena Brito, que é também alvo da paixão de Bonaldo.
Ricardo Tozzi é um dramaturgo, Tim Alessandra, autor de duas obras de grande sucesso, ainda não encenadas, segundo sua namorada Cizâniaa, vivida por Emanuelle Araújo. Alessandra é convidado para escrever a biografia autorizada de Bonaldo. A partir desse convite, ele e sua namorada descobrem muitas coisas comprometedoras com relação à Bonaldo e Wallace. O texto tem muitas idas e vindas e vai sempre nos surpreendendo. Vale a pena conferir “Colapso’’!
Claudia Grinsztein Dottori

quinta-feira, 8 de abril de 2010

À vencedora: o Toblerone Suíco

Na semana passada propus um desafio aqui , publiquei uma imagem e perguntei se alguém saberia dizer onde a foto havia sido feita.Eu enviei e-mail para minha lista de amigos e falei sobre o post e prometi um gostoso Toblerone Suíco ao ganhador. Gostaria muito de poder oferecer o "prêmio" para outros leitores do blog que estão espalhados pelo Brasil, mas ia ser complicado entregar. Por isso o chocolate ficou restrito aos amigos cariocas. Espero em breve poder fazer algo mais grandioso. Pois bem, a Margareth Bravo respondeu corretamente: pátio interno do Museu Histórico Nacional - antigo Forte São Tiago - que fica na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro. E levou o Toblerone! Vejam a alegria da Meg com o seu prêmio.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Abril e algumas novidades

Estamos no maravilhoso mês de Abril! Particularmente, meu mês preferido e por diversos motivos: é outono, tem feriado, é meu aniversário e é o mês em que as portas se abrem! Uma dessas portas é Novo na Rede , blog editado por Tico Esteves que me fez um convite para fazer parte da equipe de colaboradores do site, escrevendo artigos sobre cinema. Fiquei surpreso e eufórico com a notícia e, claro, aceitei. Amanhã faço a minha estreia e espero que vocês apareçam para prestigiar.
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A Semana Santa foi totalmente teatral: de sexta a domingo e com um desfecho inusitado. Aguardem até sexta-feira....
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Meg acertou o desafio e vai ganhar um Toblerone Suíço. Ainda não pude entregar a premiação por conta da agenda lotada da ganhadora....
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Continuo achando muito cafona viajar para a Região dos Lagos no feriadão.
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Inaugurou um restaurante na minha rua, chama-se Carmelo e é especializado em cozinha italiana. Estive lá no dia 29 e provei um gnochi al funghi.
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É impressão minha ou a novela das sete é chata mesmo?
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Fui, mas volto.

domingo, 4 de abril de 2010

Tango, Bolero e Cha Cha cha

A primeira versão de "Tango, Bolero e Cha Cha Cha" estreou há 10 anos nos palcos cariocas e fez grande sucesso. O espetáculo excursionou pelo Brasil e também esteve em Lisboa. Há poucas semanas a peça reestreou no Teatro Clara Nunes, com um novo elenco, mantendo apenas o protagonista - e não poderia ser outro - Edwin Luisi.
A comédia escrita por Eloy Araújo trata de maneira divertida a questão da aceitação e da compreensão das escolhas que as pessoas fazem.

Daniel era casado com Clarice e tiveram um filho, Dênis. Certo dia Daniel sai de casa e não dá mais notícias. Dez anos depois retoma o contato com a família, mas agora na pele de Lana Lee, uma transexual que se divide entre Nova York e Paris fazendo shows de Teatro de Revista. Apesar de ser uma comédia, o tema é sério e delicado. Daniel/Lana Lee precisa retomar os laços com a família, explicar sua escolha e conseguir a aceitação da ex-mulher e do filho. Diante desse quadro, imagina-se as confusões que irão acontecer. E tudo é muito bem resolvido pelo autor, que prepara um desfecho mágico para a questão. E como é uma comédia fica tudo acertado assim.
A direção do espetáculo é da experiente Bibi Ferreira que consegue manter a peteca no ar, ou seja, o espetáculo atinge o objetivo da comédia: fazer rir e divertir o público. Aliás, diverte muito. Na última sexta-feira, quando assisti ao espetáculo, um homem se contorcia na poltrona e a sua gargalhada saía da alma. Bibi não teve muitas dificuldades, pois conta com bom texto e elenco afinado composto por Márcia Cabrita no papel da hilariante empregada Genevra; Carlos Bonow como o noivo de Lana, o sedutor italiano Peter D'Alessandro; Maria Clara Gueiros - excelente comediante - que faz a ex-mulher de Daniel, Clarice; Miguel Rômulo que teve a sorte de estrear em Teatro em tão boa companhia e tem longo caminho a percorrer e Edwin Luisi, cuja interpretação de Lana lhe rendeu diversos prêmios na primeira montagem. Edwin está impecável, totalmente entregue à personagem, seja nos trejeitos, voz e na maneira de andar e se equilibrar no salto alto. Está realmente brilhante, apesar de um certo exagero em alguns momentos, mas sem prejudicar a qualidade de sua interpretação.
"Tango, Bolero e Cha Cha Cha" é uma comédia cheia de qualidades e é diversão garantida para aqueles que querem ter uma noite agradável e dar boas risadas.

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Anote:
Onde: Teatro Clara Nunes - Shopping da Gávea
Quando: Qui a Sáb: 21h30; Dom: 20h00
Quanto: Qui e Dom: R$ 70 - Sex e Sáb: R$ 80