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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

sábado, 21 de agosto de 2010

Pequenas irritações

Não sei o que está acontecendo comigo, mas acho que estou me transformando num ser ranzinza. Esses sinais de rabugice explícita aprecem todas as vezes que vou ao Banco, por exemplo. Começa na fila para utilizar as máquinas, a fila enorme e sempre quem está na frente precisa ser avisado de que chegou a sua vez. O camarada só olha para os terminais próximos e se esquece dos outros. Depois tem a turma que não sabe fazer isso ou aquilo e fica pedindo ajuda e depois fica com ar de desconfiança, algo do tipo: "será que o sujeito viu minha senha?". No supermercado as pessoas esquecem seus carrinhos em qualquer lugar e depois apanham o carrinho errado. Acreditem já sequestraram o meu carrinho de compras num mercado em Botafogo! Depois de um tempo apareceu uma louca falando "achei que tava diferente, ah desculpa..." É mole? Isso sem contar os que não tem noção mesmo e os exemplos são diversos, nem vou citar. Outra coisa que me irrita demais são as pessoas que não sabem andar na rua. parece piada, mas acho que assim como existe auto-escola deve existir uma escola para pedestres. Essa gente me irrita. A lista é interminável: gente que fica comendo pipoca e suja todo o chão do cinema/teatro; os que conversam nestes lugares durante o filme ou peça; os que furam fila. Outras coisas não irritam, mas eu acho extremamente ridículo e por consequência... homem que pinta o cabelo de preto, e pior os que usam peruca!

E para completar a minha irritação deste sábado, recebo ligação da operadora de TV a Cabo - com direito a atendente cheia de gerundismos - dizendo que uma promoção concedida pela oepradora, não cabia para clientes antigos. Ora, então por que ofereceram?

E mais, tem coisa mais irritante do que jingle de campanha eleitoral?

domingo, 15 de agosto de 2010

Calígula

Eu era apenas um adolescente quando Calígula - o filme - estreou nos cinemas e causou grande polêmica. A história do Imperador cruel e devasso, interpretado por Malcom MacDowell chocou milhões de pessoas mundo afora. Muitos anos depois, já maior de idade, assisti ao filme e fiquei impressionado com a história do homem por trás da figura do Imperador. Na década de 90 Edson Celulari levou Calígula para os palcos e já não tenho tantas lembranças do espetáculo. Posso dizer, vagamente, que a peça reproduzia muito do filme e havia um excesso de nudez. Agora, neste final da primeira década do século XXI Calígula retorna aos palcos cariocas num espetáculo com a assinatura de Gabriel Villela e com um "galã global" no papel título. Quando falo "galã global" mostro um pouco do meu preconceito com certos atores. Quando vi a propaganda disse sem pensar:"quero ver o Thiago Lacerda dar conta disso. Esta eu pago pra ver."

Calígula foi escrito por Albert Camus em 1938 e é um texto muito bem elaborado. Após a morte da irmã e amante, Drusila, Calígula - até então um príncipe amável - percebe que o mundo não lhe é mais satisfatório. Começa um período de horror e maldade, assassinatos e perversões. Não mede esforços para destruir todos que estão a sua volta. Mas, segundo Camus "não se pode a tudo destruir , sem destruir a si próprio."

Gabriel Villela é, antes de tudo, um grande encenador. Seus trabalhos são sempre muito bem cuidados. E não poderia ser diferente neste Calígula. Quem assistiu seus trabalhos anteriores já pode prever algumas marcas, a utilização de elementos circenses em cena, mas a boa direção dos atores, sobretudo do protagonista. Gabriel conduziu o espetáculo com grandeza e beleza irrepreensíveis. E todo o resto caminhou na mesma sintonia, cenário, luz, figurinos e trilha sonora. E vale ressaltar a qualidade da fluente tradução de Dib Carneiro Neto.
O elenco é composto por Claudio Fontana, Rogério Romera, Cesar Augusto, Pedro Henrique Noutinho, Hélio Souto Jr, Magali Biff e Thiago Lacerda. O elenco está afinado com a proposta do diretor e diz muito bem o texto, com boas entonações e sem exageros. Destacando-se nos papéis Claudio Fontana como Cherea e Magali Biff como Cesônia. Falo isso sem desmerecer o trabalho dos demais.

Mas não há como fugir ao inevitável: o espetáculo é de Thiago Lacerda, cuja interpretação mostra como está amaduecido profissionalmente. Lacerda está convincente no difícil papel do Imperador Romano, cheio de nuances e com um risco muito grande de cair na caricatura. Porém, com a boa direção de Gabriel Villela, Thiago mostra que está a altura do papel, arrebata a platéia e põe fim ao cliché do "galã". E recebe os aplausos e é saudado como um grande ator - foram muitos os gritos de bravos e palmas demoradas.

Calígula é um espetáculo soberbo, texto de excelente qualidade e trabalho de direção afiado. Um ótimo momento para o teatro!

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Anote:

Onde: Teatro Sesc Ginástico

Quando: De quarta a domingo, às 19hs

Qaunto: R$ 10 (qua) R$ 20 (qui, sex e dom) R$ 30 (sáb)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sexta-feira 13. E daí?

Hoje é considerado um dia complicado para muitos, afinal "Sexta-feira 13 de agosto", não é uma sexta-feira 13 qualquer é a de Agosto. E daí? O que tiver de ser será, independentemente do dia, seja ele segunda, sexta ou sábado. Não sou supersticioso, mas também não duvido muito das coisas, apenas observo e deixo ver o que acontece. Acima de tudo, acredito em Deus e acho que já é sinal de 100% de sucesso. Tem muita gente que acordou e já pôs o pé direito no chão, não vai usar roupa preta, vai evitar passar debaixo de escada. Alguns vão carregar sal grosso e alho nos bolsos e se cruzar com um gato preto...sei não vão entrar em alguma Igreja.
Como tudo na vida, esta data tem muita história. Passando rápido pela Wikipédia vejam o que encontrei sobre o número 13 e a sexta-feira:
"A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo. Para se ter uma idéia, o Código de Hamurabi, criado 1700 a.C. vai até 282, mas a cláusula 13 foi excluída por superstições.
Existem histórias remontadas também pela
mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituídos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.
Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era
Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.[1]
No cristianismo é relatado um evento de má sorte em 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultâneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.
Outra possibilidade para esta
crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na
Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

Eventos históricos
Alguns incidentes ocorridos nessa data:
13 de Dezembro de
1968: O governo militar do Brasil decreta o AI-5, que, entre outras coisas, suspendeu direitos e garantias políticas, decretou estado de sítio no Brasil e dava poderes aos militares de fechar o Congresso.
O pior incêndio de florestas na história da Austrália ocorreu em uma sexta-feira 13 de
1939, onde aproximadamente 20 mil quilômetros de terra foram queimados e 71 pessoas morreram.
A queda do avião que levava a equipe uruguaia de rúgbi nos Andes foi em uma sexta-feira 13 de
1972. Os acontecimentos neste acidente deram origem ao filme Alive (Vivos) de 1993 com direção de Frank Marshall (Resgate Abaixo de Zero).
[
editar] Celebrações da Sexta-feira 13 em Portugal
Em Portugal, muitas cidades e vilas celebram a Sexta-feira 13. A maior festa acontece no castelo de
Montalegre, Trás-os-Montes. Em Montalegre, todas as sextas-feiras 13 há uma grande festa, onde não faltam as bruxas, os bruxos, feitiços, teatro e a famosa queimada.
Na vila de
Vinhais, na aldeia de Cidões, também se festeja a sexta-feira 13. Nesta festa, as pessoas reúne-se á volta de uma grande fogueira. Há também um banquete com produtos locais.
Em Cavalinhos,
Leiria, as mulheres juntam-se num encontro onde os homens não podem participar. A noite é das mulheres, que aproveitam para passarem uma noite com muita adrenalina á mistura.
Noutras cidades portuguesas, como
Braga, Loulé ou Porto, a sexta-feira 13 é celebrada com muita animação e com muitas bruxas á mistura." (Fonte Wikipédia).
Tudo pode ter sido apenas coincidência...ou não.
Como não estou nem aí para o dia de hoje, saí de casa com uma camiseta preta. Espero encontrar um pacote com muito dinheiro. Se para muitos hoje pode ser um dia de azar, espero que para mim seja um dia de muita sorte...
Bom dia!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Rio em 1 Minuto

Acabo de ver este vídeo sobre a nossa cidade maravilhosa. Foi elaborado pela Embratur para divulgar o Rio de Janeiro. As imagens e a edição estão de primeira e, certamente, encanta cariocas e estrangeiros.