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Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Varanda de Golda

Sempre me perguntam  por que gosto tanto de ir ao Teatro. Respondo que a minha vida é puro teatro e por isso vivo lá. Mas é brincadeira. O Teatro para mim tem um significado muito especial e vai além do simples entretenimento e a pizza. E esse blábláblá todo é para dizer que o Teatro nos permite viajar no tempo , conhecer personagens e tentar entender um pouco esse mundo tão complicado. E o Teatro é sempre uma grande emoção. E foi essa a sensação que tive ao conhecer um pouco da história de Golda Meir no espetáculo "A Varanda de Golda" estrelado por Rosane Gofman.
Golda Meir é, sem sombra de dúvidas, uma das personagens mais importantes da história de Israel. Num cenário onde a presença masculina é forte, Golda teve papel de destaque na construção da nação judaica. Desde muito jovem lutou por isso e assim foi a sua brilhante trajetória, até a Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando esteve ligada a todas as etapas desse episódio, tomando decisões bastante difíceis - no papel de primeira-ministra -  que a abalaram e agravaram ainda mais seus problemas crônicos de saúde.


"A Varanda de Golda" foi escrita pelo americano Willian Gibson e estreou na Broadway em 2003, fazendo grande sucesso. Agora chega aos palcos brasileiros com boa tradução de  Rogério Martins e direção de Ary Coslov e Marcelo Aquino.  O espetáculo é simples, mas bem cuidado. No palco um banco de pedra e um grande painel com fotos de personagens judeus compõem o cenário de Colmar Diniz, responsável, também, pelo figurino. A iluminação de Rogério Wiltgen é perfeita e está em harmonia com a trilha sonora escolhida pelo diretor Ary Coslov, dando ao espetáculo o tom intimista dessa conversa da personagem com a plateia.

Foto: Guga Melgar
Rosane Gofman, atriz com mais de 30 anos de carreira, dá vida a esta mulher forte, enérgica, que prepara a canja, mas também comanda o desenvolvimento das armas mais destrutivas que o homem criou: as armas nucleares. Porém, alternando os momentos  difíceis, Golda é uma figura doce, que fala da sua paixão pelo Sionismo e pelo marido Morris.
Rosane Gofman, muito bem dirigida por Ary Coslov e Marcelo Aquino, tem uma atuação irrepreensível, apaixonada, dedicada. Fruto de um trabalho feito com carinho e muito bem conduzido pelos diretores. Atuar em um monólogo não é tarefa fácil, é preciso conquistar a plateia desde o início. Rosane Gofman não deixa a peteca cair e conquista o público com sua performance digna dos nossos maiores aplausos.
*****
Anote:
Onde: Teatro do Solar de Botafogo
Quando:  Qui a Sáb, às 21h / Dom, às 19h30
Quanto:  R$ 50 (Qui e Dom) / R$ 60 (Sex e Sáb)

6 comentários:

  1. Jorge, raras vezes me emocionei em um teatro como assitindo essa peça. Endosso totalmente seu comentário. Abraços.

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  2. Jorge,

    Adoro ler e seguir suas dicas. Sábado, seguindo uma de suas dicas anteriores, me diverti vendo Adultério. Essa dica de hoje já está no caderninho de to do´s.

    Bjs

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  3. Oi Jorge!
    E eu aqui só me deliciando com seus relatos!
    Grande abraço!

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  4. Wilson
    Acho que todos que assitirem esse monólogo sairão encantados.
    Abraços

    Maria da Fé
    Saudades de você! Continue seguindo, pois aqui eu só falo do que realmente gosto.
    Beijos

    Valéria
    Entãos e prepare , pois a temporada teatral aqui do rio está ótima.
    Beijos

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  5. Acho que, como judia, a Rosane deve ter sentido de modo mais intenso ainda o papel.
    Golda foi a dama-de-ferro de Israel e um tanto "implacável" segundo alguns. Adoraria ver a peça, tomara que venha para cá.

    E nosso Miss Universo??? Estou te esperando. :D

    Querido, parabéns pelo domínio próprio. Agora o Acabou é seu e ninguém tasca, merecidíssimo!

    Beijos carinhosos e com saudades!

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  6. Oi Lê
    Como a comunidade judaica em SP é grande, acredito que levem o espetáculo pra a cidade.
    Vamos ver se consigo ir, estou torcendo para retornar à SP.
    Beijos

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