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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Javanesa


Já disse  que tenho escutado muito um CD com músicas de Vinícus de Moraes e Baden Powell. Em uma das canções o poeta diz:  "A vida é arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida". Esta frase cabe perfeitamente no espetáculo "A Javanesa" de Alcides Nogueira, que assisti há poucos dias e que já saiu de cartaz, depois de uma rápida temporada no Teatro Dulcina. Trata-se de um monólogo e narra a história de um casal ao longo do tempo, seus encontros, desencontros e reencontros. Produzida e estrelada pelo ator Leopoldo Pacheco, o espetáculo com belo texto de Alcides Nogueira e direção de Marco Aurélio é apresentado em 3 partes, passando por vários locais e épocas distintas da vida do casal. O primeiro encontro acontece quando estão com 25 anos de idade, daí em diante tem in´ciio uma história de amor platônico cheia de carinhos, insultos e declarações. Entre idas e vindas, eles se reencontram 30 anos depois.

Há quem não goste de assistir monólogos, pois sempre associam este tipo de espetáculo a algo monótono e solitário. Particularmente, gosto muito, pois é sempre intimista e me deixa mais próximo do intérprete. Para o ator ou atriz que está no palco é um exercício completo e uma experiência única, onde pode mostrar-se por inteiro. Por outro lado, é um pulo no vazio, um grande risco. É necessário que a plateia seja "fisgada" desde o primeiro instante. Mas, não basta só a interpretação, o texto também deve ser atraente. Felizmente, o casamento entre texto, direção e atuação em "A Javanesa" é plenamente satisfatório. Alcides Nogueira escreveu um belo texto que ganhou muito brilho com a interpretação irrepreensível de Leopoldo Pacheco, muito bem dirigido por Marco Aurélio. Tudo no espetáculo caminha muito bem, da luz ao cenário passando pelo figurino e pela música. Um espetáculo uniforme que agrada as plateias mais exigentes.


Leopoldo Pacheco dá vida aos dois personagens com tamanha desenvoltura,  que temos a sensação de ver dois atores em cena. Está magistral. A história do casal é emocionante e toca profundamente o público, pois quem nunca viveu uma história de amor com suas idas e vindas? É pena que a temporada tenha sido tão curta e, por isso, já ficamos na torcida para que volte logo.

4 comentários:

  1. Também vejo como um risco enorme cair positivamente no crivo do público, monólogos.

    No entanto, pelo que entendi, o assunto foi ricamente abordado.

    Muito bom.
    beijos, Maria Marçal - Porto Alegre - RS

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  2. Jorge,

    para saber o que rola de bom pela cidade, sempre venho aqui conferir.

    Beijos

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  3. Maria
    A Javanesa é um ótimo espetáculo, como disse, casamento perfeito entre direção, texto e ator.
    Beijos

    Sissy
    Fico envaidecido com esse comentários.
    Beijos

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  4. Oi Jorge!
    Concordo com você, é preciso ser bem convincente para conquistar o público com um monólogo. O monólogo é uma expressão da arte bem arriscado. Este passando pelo seu crivo deve ser bem interessante mesmo.
    Abraço!

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