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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Lima - uma boa surpresa!

Plaza Mayor
Até Abril deste ano a minha experiência de viagens por cidades da América do Sul estava restrita a Buenos Aires, capital da Argentina. Por uma série de motivos, Buenos Aires é uma cidade encantadora, embora um pouco decadente nos últimos anos, mas  ainda charmosa. Além de Buenos Aires, pensava conhecer Bariloche e Córdoba, todas na Argentina e claro, Santiago no Chile. E seriam apenas e somente estas cidades. Ir ao Peru para visitar Lima, Cuzco e Machu Pichu não era um programa que me atraísse muito. Sei lá o porquê. O fato é que o destino me armou uma cilada e passei a Semana Santa em Lima e voltei maravilhado. Foram apenas 4 dias em solo peruano, mas o suficiente para me apaixonar pela cidade e pelo povo, tão amavel e gentil. Lima é uma cidade grande, com trânsito complicado, mas compensa pela gastronomia, riquezas culturais e o Pisco Sour - o drink nacional. Como toda cidade da América Latina, Lima  tem os seus problemas, mas está crescendo a cada dia  e atraindo muitos turistas que antes de seguirem para Arequipa, Cuzco ou Machu Pichu passam pelo menos duas noites aproveitando tudo o que a capital do Peru pode oferecer. Vamos comigo nessa viagem que começa com uma pequena série de posts sobre essa cidade que me surpreendeu muito. Espero que vocês gostem!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Come to live the Rio sensation

E o Rio é a cidade do momento! Grandes eventos, shows internacionais, Copa de 2014 e as tão sonhadas Olimpíadas. E mais: o sucesso internacional da animação Rio. O Rio está bombando. E claro, todos nós, cariocas estamos orgulhosos e felizes. Tudo isso é muito bom, mas tem trazido alguns efeitos: mercado imobiliário com preços nas alturas, restaurantes cada vez mais caros e etc. Mas a vida segue. Aproveitando esse bom momento é hora de atrair turistas para conhecer a cidade. Pensando num segmento da sociedade - os gays - foi produzido um vídeo pela "Ultra Comunicação para a Riotur e a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, da Prefeitura do Rio de Janeiro, comandado pelo Carlos Tufvesson. O vídeo, dirigido por Gabriel Mellin, foi apresentado na International Gay and Lesbian Association, em Fort Lauderdale "(*).
Neste vídeo é apresentado uma cidade que eu não consegui identificar. Tudo parece tão perfeito e normal que, de repente, pensei morar em outro lugar ou até desconhecer a cidade onde vivo.
O Rio é para todos, a cidade é linda, alegre e descontraída. Costumo dizer que o Rio não é uma cidade, mas um estado de espírito. Porém, falo isso com franqueza, não é o paraíso gay friendly que está sendo mostrado no vídeo. Ou será que é e eu não conheço? Por conta disso tudo, resolvi trazer a discussão aqui para o Blog e gostaria que vocês assistissem ao vídeo e depois dessem uma opinião.

(*) texto retirado do site YouTube

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Lucia de Lammermoor

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro abriu sua temporada lírica no último final de semana. A estreia não poderia ter sido melhor: Lucia de Lammermoor ópera de Donizetti. A última montagem da ópera no Rio de Janeiro foi há 39 anos e, claro, eu não assisti.
Baseada no romance "The bride of Lammermoor" de Walter Scott, a ópera foi composta em 38 dias por Donizetti e  estreou no Teatro San Carlo de Nápoles em 1835. De lá para cá, Lucia di Lammemorr é um grande sucesso e  ao lado de Don Pasquale e l"Elisir d'Amore forma o trio de óperas mais conhecidas de Donizetti.
Lucia de Lammermor é um drama, uma história de amor que mistura brigas de família, ódio, intrigas, mentiras e tem um final muito melancólico. A ópera originalmente é apresentada em 3 atos, mas nesta montagem, sob a direção de Alberto Renault, foi encenada em dois atos. Acredito que isso não tenha afetado a obra, pelo contrário. Tudo é tão intenso nesta ópera que acho que dois intervalos quebrariam esse efeito.
A montagem que fica em cartaz até o dia 22, é muito bem cuidada. O cenário é simples e contemporâneo, composto por grandes blocos retangulares na cor cinza que toma todo o palco, formando diferentes níveis.  Os figurinos são caprichados e vestem muito bem os cantores e o coro. A orquestra dirigida pelo maestro Silvio Viegas estava vigorosa, forte e vibrante. Os papéis principais foram interpretados por Paula Almerares (Lucia), Luciano Botelho (Edgardo) e Rodolfo Giugliani (Enrico). Este trio foi escalado para os dias 15, 19 e 21. Há um outro elenco para os dias 14, 18 e 22. Como sempre, as comparações são inevitáveis. Como já connhecia o trabalho dos artistas do elenco que estreou a ópera no dia 14, optei por assistir o grupo dos dias ímpares. Muitos acham que o elenco da estreia seja melhor que o do dia seguinte. Mas isso não vem ao caso, e o ideal seria assistir a ópera com os dois elencos e depois tirar as conclusões. Eu fiquei muito satisfeito com o que vi no último domingo (15).
Lucia é uma ópera onde os olhos e ouvidos estão voltados apenas para o personagem principal. E aí só resta dizer que a soprano argentina Paula Almerares  é uma Diva em ascensão. Já na primeira ária, "Regnava nel silenzio", Paula diz a que veio e arrebata o público. Sua voz alcança notas altíssimas e os registros de coloratura encantam. Foram momentos, realmente, magníficos. Há tempos não via uma cantora jovem e tão talentosa. Pois, além da bela voz, Paula é ótima em cena e sua interpretação foi de altíssimo nível.
Paula Almerares - registro vocal brilhante
Não posso deixar de registrar um momento bonito: "Chi mi frena in tal momento" sexteto do segundo ato, muito bem realizado. E claro, a participação sempre vibrante do Coro do Theatro. Porém, sem desmerecer o elenco do espetáculo, posso dizer que a tarde/noite foi de Paula Almenares que foi ovacionada pela plateia e aplaudida pelos integrantes do Coro. De fato, foi uma atuação brilhante e irrepreensível. Uma Lucia que vai ser difícil esquecer.
***** 
Amanhã é o último dia para assistir Paula Almerares como Lucia. Imperdível.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A História da Filosofia em Mais 40 filmes

Há poucos dias recebi e-mail da amiga Teresinha Bregalda sobre  a segunda edição de "A História da Filosofia em Mais 40 filmes", mostra/curso que aproxima cinema e filosofia. É um projeto muito bacana que merece todo nosso apoio e incentivo. No ano passado fez grande sucesso e este ano, pelos temas a serem abordados, repetirá o feito. Reproduzo na íntegra as informações que recebi e espero que os leitores do Rio de Janeiro e até de outros Estados - em visita ao Rio - possam aproveitar essa oportunidade. Eu vou comparecer em alguns encontros e vou adorar encontrar vocês!

A História da Filosofia em Mais 40 filmes

Teatro Nelson Rodrigues – CAIXA Cultural RJ
Curadores e palestrantes: Alexandre Costa e Patrick Pessoa
De 21 de maio de 2011 a 24 de março de 2012, sábados às 10h30
Produção: Lara Pozzobon e Rita Mendes
Entrada franca

A CAIXA Cultural Rio e a Lavoro Produções apresentam, a partir de 21 de maio, ‘A História da Filosofia em Mais 40 Filmes’. Com curadoria de Alexandre Costa e Patrick Pessoa, a mostra-curso põe em pauta temas filosóficos fundamentais e promove o diálogo de cineastas como Bergman, Bertolucci, Hitchcock, Fassbinder, Scola, Resnais, Saura, Fellini, Ozu, Kubrick, Cassavetes, Hirszman e Godard, com importantes pensadores, entre eles Platão, Descartes, Kant, Marx, Nietzsche, Benjamin, Heidegger, Sartre e Foucault. A entrada é franca. Organizado em dez módulos temáticos – “O perspectivismo”, “A (Má) Educação”, “O Estrangeiro”, “O Conformista”, ”A Técnica”, “A Arte”, “A Guerra”, “O Velho Oeste”, “O Brasil” e “O Amor” –, a mostra/curso ‘A História da Filosofia em Mais 40 Filmes’ faz refletir sobre diferentes disciplinas filosóficas, tais como a metafísica, a epistemologia, a ética, a política e a estética. O curso será realizado de 21 de maio de 2011 a 24 de março de 2012, sempre aos sábados, totalizando 40 aulas. Ao final da exibição de cada filme, Alexandre Costa e Patrick Pessoa, alternadamente, proferem uma palestra, ao final da qual abrem espaço para o debate com o público. Abrindo a mostra, nos dias 21 e 28 de maio, 04 e 11 de junho, a reflexão sobre “O Perspectivismo” parte de um fragmento de Nitzsche que põe em xeque tanto a crença em uma realidade objetiva existente em si mesma, quanto a crença em uma subjetividade transcendental comum a todos os homens. Os quatro filmes que integram este módulo permitem compreender o alcance ético, estético e ontológico do conceito de perspectivismo, central para todos os desdobramentos da Filosofia Contemporânea. As palestras mostrarão como Cidadão Kane problematiza a existência de uma realidade/identidade dada em si mesma, para além das múltiplas possibilidades de interpretá-la; como Gritos e sussurros e O crepúsculo dos deuses apresentam distintos modos de compreender e lidar com a morte ou com a fragilidade dos projetos humanos; e como Psicose relativiza qualquer delimitação rígida entre o normal e o patológico. A mostra-curso segue por nove meses, sempre aos sábados, discutindo os dez temas filosóficos escolhidos pelos curadores-palestrantes Alexandre Costa e Patrick Pessoa para esta segunda edição. Os áudios das aulas serão posteriormente disponibilizados no site da Lavoro Produções, tal como ocorreu na primeira edição. Os áudios da edição anterior ainda encontram-se disponíveis no mesmo site, www.lavoroproducoes.com.br/historiadafilosofia (Clicando no link dos áudios, presentes nas aulas listadas na programação, entra-se no 4Shared, portal de compartilhamento, onde estão hospedados os arquivos. Pode-se optar por apenas ouvir ou fazer download.)
 
Programação completa:

1) -  O perspectivismo
21.05.11 Cidadão Kane (Orson Welles)

28.05.11 Gritos e sussurros (Ingmar Bergman)

04.06.11 Crepúsculo dos deuses (Billy Wilder )

11.06.11 Psicose (Alfred Hitchcock)


2) - A (má) educação

18.06.11 Um sopro no coração (Louis Malle)
25.06.11 O casamento de Maria Braun (R. W. Fassbinder)

02.07.11 Veludo azul (David Lynch)

09.07.11 Uma mulher sob influência (John Cassavettes)


3) -  O estrangeiro

16.07.11 O medo devora a alma (R. W. Fassbinder)
23.07.11 O inquilino (Roman Polanski)

30.07.11 Paixões que alucinam (Samuel Fuller)

06.08.11 Trinta anos esta noite (Louis Malle)


4) -  O conformista

13.08.11 A última gargalhada (F. Murnau)

20.08.11 O conformista (B. Bertolucci)

27.08.11 O desprezo (Jean-Luc Godard)

03.09.11 Mephisto (István Szabó)


5) -  A técnica

10.09.11 2001, uma odisséia no espaço (S. Kubrick)

17.09.11 Tempos modernos (Charles Chaplin)

24.09.11 Blade runner (Ridley Scott)
01.10.11 Alphaville (Jean Luc Godard)


6) -  A arte

08.10.11 A estrada da vida (Federico Fellini)

15.10.11 Bodas de sangue (Carlos Saura)

22.10.11 O homem das novidades (Buster Keaton)

29.10.11 Cega obsessão (Yasuzo Masumura)


7) -  A guerra

05.11.11 A grande ilusão (Jean Renoir)

12.11.11 Roma, cidade aberta (Roberto Rossellini)

26.11.11 Era uma vez em Tóquio (Yasujiro Ozu)

03.12.11 A batalha de Argel (G. Pontecorvo)
 
8) -  O velho Oeste
10.12.11 A Missão (Roland Joffé)

17.12.11 Os brutos também amam (George Stevens)

07.01.12 O homem que matou o facínora (John Ford)

14.01.12 Era uma vez no Oeste (Sergio Leone)

9) -  O Brasil

21.01.12 Vidas secas (Nelson Pereira dos Santos)

28.01.12 Cabra marcado para morrer (Eduardo Coutinho)

04.02.12 Terra em transe (Glauber Rocha)

11.02.12 Eles não usam Black-tie (Leon Hirszman)
10) -  O amor

03.03.12 A felicidade não se compra (Frank Capra)

10.03.12 O ano passado em Marienbad (A. Resnais)

17.03.12 Um dia muito especial (Ettore Scola)

24.03.12 Tudo sobre minha mãe (Pedro Almodóvar)

SERVIÇO

Mostra-curso: A HISTÓRIA DA FILOSOFIA EM MAIS 40 FILMES

Curadores/palestrantes: Alexandre Costa e Patrick Pessoa

Realização: Lavoro Produções – www.lavoroproducoes.com.br

Produção: Lara Pozzobon e Rita Mendes
Local: CAIXA Cultural RJ – Teatro Nelson Rodrigues
Temporada: de 21 de maio 2011 a 24 de março de 2012
Horário: Sábados, das 10h30 às 14h30

Sessões seguidas de palestras

Capacidade: 388 lugares (sendo 2 para cadeirantes)

Classificação: confira a classificação de cada filme na programação

Entrada Franca (senhas distribuídas no local a partir das 10h)


Contato da Produção

Lavoro Produções

Lara Pozzobon

Tel: 2235 5255 / 2542 1662


Assessoria de Imprensa
CAIXA Cultural Rio de Janeiro

(21) 2202-3086 / (21) 2202-3096

cultura.rj@caixa.gov.br







terça-feira, 17 de maio de 2011

Sumido

Olá pessoal! Ando sumido aqui do Blog. Já faz mais de 10 dias que não publico nada. Peço um pouco de paciência e compreensão. Esta semana eu volto com novos posts. Estou buscando inspiração.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Shirley Valentine

Depois de viajar pelo Brasil, Shirley Valentine finalmente chegou ao Rio, em curtíssima temporada no CCBB - tão curta que já termina no próximo doningo, dia 8. A peça que foi escrita em 1986 pelo dramaturgo inglês Willy Russel, já foi traduzida para mais de 40 idiomas, conquistando admiradores mundo afora. Em 1989 a história virou filme e Shirley foi interpretada pela atriz inglesa Pauline Collins, que foi indicada ao Oscar por conta da sua atuação. Aqui no Brasil, se não estou enganado,  esta é  a segunda montagem do espetáculo (Renata Sorrah levou a peça aos palcos em 1991). Desta vez a estrela é Betty Faria e, segundo os produtores, "o Valentine" é lido da mesma forma como se escreve, e não 'Valentaine'. Isso é porque o diretor, acha nossa Shirley brasileira. Brasileirísima."
Shirley Valentine é uma dona de casa na faixa dos 50 anos, que vive para a sua rotina que inclui lavar e passar roupas, arrumar a casa e preparar o jantar do marido. Após receber um convite de uma amiga para passar 15 dias na Grécia, vê  a possibilidade de recuperar a vontade que tem de viver. 


A montagem de Shirley Valentine é muito bem cuidada e tudo colabora para isso: cenário, luz, figurino e a competente direção de Guilherme Leme na condução do espetáculo. Sozinha no palco Betty Faria dá vida a essa Shirley Valentine com todas as suas angústias e inseguranças e esperanças.  A empatia com o público é imediata - Betty tem carisma de sobra e coloca a platéia no bolso. E vamos combinar: a personagem é maravilhosa e o texto - com ótima tradução de Euclydes Marinho - é perfeito. Betty está muito à vontade no papel e sua atuação é emocionante. Não é fácil segurar um monólogo, mas Shirley Valentine prende o público, até porque a história que se passa no palco não está longe da vida de muitos dos espectadores. Quem não conhece uma Shirley Valentine? Ou quem não está numa fase "Shirley Valentine" - cansado da rotina, querendo mudar, mesmo com medo de mergulhar num mar sem fundo? Assim é Shirley Valentine, um espetáculo que leva a refletir sobre a vida que levamos e o que estamos fazendo com ela. É um sopro para renovar e lavar a alma e com a brilhante interpretação de Betty Faria.
Torço para que a temporada continue em outro teatro.

***** 
Anote:
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil
Quando: até domingo (08/05) - 20h
Quanto: R$ 10