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terça-feira, 3 de abril de 2012

Nan Goldin - Heartbeat

Desde o início do ano o assunto era a exposição da fotógrafa americana Nan Goldin que estava na programação do Oi Futuro. Sem querer dar muitos detalhes o Oi Futuro cancelou a exposição. Censura? Pode ser. O assunto rendeu como  já mostramos aqui no Blog. Felizmente o Museu de Arte Moderna assumiu a tarefa de apresentar o trabalho da artista que faz a sua primeira individual no Brasil. Nan Goldin é uma referência quando se fala em fotografia e seu trabalho mostra a foto no estado bruto, vivo, sem retoques. Totalmente contra a onda do photoshop... Na última sexta-feira, finalmente, consegui um tempo livre e fui mergulhar no universo da artista. Uma experiência e tanto.

HeartBeat
Trata-se de uma série de fotografias e três slides shows que apresentam fotos polêmicas de homens e mulheres nos seus momentos de intimidade.
A primeira parte com a série de fotos com paisagens é sensacional, gostei muito. A imagem acima é um verdadeiro delírio. O visitante percebe aos poucos e a medida que vai se afastando reconhece o Cristo Redentor.
Os slides estão divididos da seguinte maneira: Heartbeat (Pulsação), The other side (O outro lado) e  The Ballad of Sexual Dependency (Balada da dependência sexual). Cada slide show é apresentado em uma sala, uma ao lado da outra e menores desacompanhados não entram.
Heartbeat foi a que mais gostei, pois é como se você estivesse dentro do quarto dos casais, assistindo aqueles momentos. Algumas pessoas ficaram chocadas e saíram da sala. Um senhor quando viu dois homens nus na cama em pleno ato sexual saiu imediatamente. Mas as fotos são sutis e passa longe do pornográfico.
The other side é um conjunto de fotos feitas entre 1972 e 1992 com travestis e drag queens. A artista quis registrar o cotidiano dessa tribo quando foi morar com um grupo de drags.
Balada da dependência sexual: é o maior slide show, composto por mais de 700 fotografias. Mistura, sexo, drogas e violência com trilha sonora que vai de Maria Callas cantando "Casta Diva" da ópera Norma a Lou Reed e o Velvet Underground. Algumas fotos chegam a ser pueris, como um homem em cima de um cavalo e ao fundo aquela música de filme de cowboy. Mas, nem tudo são rosas e algumas cenas mais fortes são mostradas como uma seção de picos na veia.
Resumo da Ópera: eu ando liberal demais e não me assusto e nem fico mais chocado com nada.
Para quem ainda não foi conferir e pretende conhecer o trabalho da artista melhor se apressar, pois termina no dia 08 de abril, próximo domingo.
Anote:
Onde: Museu de Arte Moderna
Quando: terça a sexta: 12 às 17h30 / Sab, Dom e Feriados - 12 às 18h30
Quanto: R$ 8 - Domingo ingresso família até 5 pessoas R$ 8 

5 comentários:

  1. Oi Jorge,

    Eu fui ver a exposição, e nem achei tão polêmica assim.

    Adorei seu post!

    Bjs

    Maria da Fé

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  2. Não conhecia ainda essa artista, e confesso que não curto muito essa onda de mostrar casais na intimidade. essa foto do casal com a criancinha me choca sim... Eu me pergunto se a criança tem que presenciar esse ato?

    UNo ano passado vi uma exposição em Frankfurt que me deixou tb "mal à l'aise", pois mostravam adolescentes e mesmo crinaças em posições sexuais... E eu pensava onde ficava a proteção de menores... sem contar fotos de adolescentes (menores) usado drogas! Fico sem saber o que o artista quer com isso. Chocar? Mostrar que é normal? O problema é que arte é muito subjetivo, e aí o problema é que cada um interpreta de seu jeito, e brincar com drogas ou sexualidade de menores para mim é muito sério!
    Abraços!

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  3. Milena
    Como disse no post, não fiquei chocado. Entretanto, também fico pensando sobre a intenção da artista. Mas a Arte é, antes de tudo, provocação. Nesse sentido, cumpre o papel do questionamento e do debate. Uma informação que não coloquei no Post é que essas obras pertencem a grandes museus. Inclusive Heartbeat veio do Centre George Pompidou de Paris.
    Um abraço e Bonnes Pâques

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  4. Oi Jorge, eu estive lá e gostei muito do trabalho, principalmente do Heartbeat como você. Achei uma obra sensível e delicada, nada chocante.
    Em minha opinião, só me choca quando o assunto é tratado com vulgaridade ou descaso, o que não me pareceu ser a atitude da artista. Já dizia o Poeta: Tudo vale a pena se a alma não é pequena...
    Bjs
    Célia

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  5. Célia
    Que bom ter vc aqui! Eu também senti essa sensibilidade da artista, talvez por isso nao tenha ficado chocado com as fotos. é um trabalho interessante e provocador.
    Abraços

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