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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Meu maior luxo me levou à Mostra Black

No início desse mês, participei de um concurso cultural no site da revista Casa Claudia, cuja premiação era um par de convites para a Mostra Black. Os participantes deveriam responder a seguinte pergunta: "Qual foi o seu maior luxo?" Fiquei pensando qual seria a melhor resposta. Até que me lembrei de um episódio da minha vida que aconteceu em setembro de 2006. Pronto já tinha a resposta. Preenchi o formulário e enviei. Gosto de participar desses concursos, mas dificilmente ganho ou sou sorteado. Por isso, fiquei muito feliz quando recebi o e-mail da Assessoria de Marketing  da Editora Abril, informando que eu havia sido um dos contemplados .
A Mostra Black está na segunda edição. É um evento de Design e Decoração e este ano está sendo realizado numa bela casa modernista, no bairro de Alto de Pinheiros em São Paulo - SP.

Na Padaria Bella Paulista para um brunch, antes de visiar a Mostra Black
Me organizei para viajar à São Paulo no último final de semana (22 a 24 de junho). Seria também a oportunidade para rever a querida amiga Letícia Castro. Cheguei na sexta-feira à tarde e no sábado visitei a mostra de decoração.
A casa escolhida tem um terreno de 5000 m2 e possui um belo jardim.
Parece mármore, mas é um tecido.

Foram convidados 25 arquitetos para participar do evento. Os arquitetos tiveram total liberdade de criação, nenhum tema foi determinado. Apenas foi solicitado, segundo a organização, que cada arquiteto interpretasse o conceito Black de acordo com a sua visão. E o resultado foi fantástico. Ambientes criativos, aconchegantes e muito bonitos.


O que mais gostei neste primeiro ambiente da casa foi o sofá da foto abaixo.
Visual ousado e extremamente confortável.

Este jardim foi projetado por Alex Hanazaki

Os bancos feitos com toras de árvores chamavam a atenção de todos, ainda mais nessa época de Rio+20.
Não basta só olhar e admirar. Este espaço criado por Jorge Elias era tão acolhedor que me sentei no sofá e me senti em casa.
Letícia ficou encantada com esta sala. Chamamos de "espaço branco" - aconchegante  e sofisticado. Criação de Beto Galvez e Nórea de Vitto.

E aqui um dos ambientes que mais gostei. Um espaço criado pelo arquiteto David Bastos. Um ambiente de casa de praia, mas que não precisa ser necessariamente uma "casa de praia". Combinou com meu estilo. Adoraria morar num ambiente assim.
Sala confortável e aconchegante.
O móvel vermelho aquece o ambiente. A mesa em madeira com cadeiras vermelhas. Um convite para longas noites de bate-papo e gastronomia.

Uma outra visão da sala de estar com a parede cheia de quadros.

Com  Ayrton Moura que me passou todas as informações sobre o espaço criado pelo David Bastos. Ayrton é modelo profissional, super atencioso e gente finíssima.
Quem nunca sonhou com uma piscina dessas? Não fosse o friozinho paulistano daria um mergulho...rs Brinquei com Letícia dizendo que ia experimentar as espriguiçadeiras dentro da piscina.
Outro espaço que achei fantástico. Este apartamento criado pelo arquiteto André Piva. Tudo de muito bom gosto, com ideias criativas. Um ap para um cara solteiro que gosta de receber amigos. Cozinha americana, mesa de sinuca e uma adega enorme (estava trancada e cheia de vinhos...)
A sala de estar - objeto do meu desejo.

O morador dessa casa não perde nuncas as horas e relaxa no jardim de  inverno nessa confortável cadeira. Ampliando a foto, vocês irão notar que a cadeira está dentro d'água. Pode virar tendência.

 Aqui no alto a adega - outro objeto do meu desejo.


E como já estava me sentindo em casa, me acomodei no sofá com essas lindas almofadas.
 Um outro ângulo da sala de estar com chaise.

E aqui uma ideia bacana: aquele velho e bom caixote de madeira transformado em porta-revistas. Qualquer pessoa pode ter um desses.

E no meio de tanta decoração, uma pausa para conferir o design das belas joias da Gharimpeira.


Foi uma tarde formidável! Gostei muito do que vi e acredito que a Mostra Black veio para ficar. Só posso desejar sucesso aos organizadores e agradecer à Casa Claudia e à Editora Abril pelo convite. Espero poder participar da próxima edição!

Quem quiser conferir tudo isso e muito mais tem até o dia 30/06. Corram paulistas e visitantes de São Paulo.

Eu e Letícia Castro com nossos catálogos nos despedindo da Mostra Black!
Ah sim! Vocês querem saber qual foi o meu maior luxo? Eis a resposta:
Passar uma tarde inteira tomando sol no Jardin de Luxembourg em Paris. É ou não é o maior luxo?
§§§§§§
Anote:
Mostra Black
Av. Professor Fonseca Rodrigues, 664, Alto de Pinheiros, São Paulo
Segunda a sábado e feriados, 11h30 às 21h30
Domingos, 11h às 19h30

Informações: clique aqui

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pausa

Queridos Leitores e amigos
Estarei ausente durante os próximos três dias para fazer uma rápida viagem. Volto na segunda-feira com novidades.
Abraços

terça-feira, 19 de junho de 2012

Chave de Cadeia

Atire a primeira pedra quem nunca sofreu por amor. Atire mais pedras ainda, aquele que nestes momentos, não põe uma música para amenizar um pouco o sofrimento. O amor, a paixão e o sofrimento, são os temas principais da comédia musical "Chave de Cadeia", que reestreou este mês no Teatro das Artes no Shopping da Gávea. A atriz e cantora Ana Baird  conta a história de uma  crooner decadente, uma mulher que leva a paixão às últimas consequências. Uma amante descontrolada, submissa, escandalosa, viciada em calmantes e tranquilizantes e, pelo conjunto da obra, risível.
O espetáculo é um musical de bolso, com texto, direção e figurinos da própria atriz. E quando falamos texto, leia-se um caprichado roteiro de canções que vão de clássicos como "The lady is a tramp", passando por "Lama", "O Côncavo e Convexo" e claro, "Meu mundo caiu". O musical é um desfile de canções que servem para contar a história dessa mulher intensa.
A cenografia é simples, composta por mesa, cadeiras e muitas garrafas de bebidas e caixas de remédios espalhadas pelo palco. O figurino criado por Ana Baird dá o tom do exagero da personagem, um vestido vermelho paixão, quase trágico. Um trio de competentes músicos acompanha a cantora.


Como já disse, o texto desse espetáculo são as diversas canções. E o charme desse musical de bolso está na interpretação de Ana Baird, que para cada canção transmite em gestos, olhares a dor da personagem. E embora o tema seja a dor e o sofrimento, tudo é feito com muito humor. Resultado de um trabalho feito com muito carinho por uma atriz talentosa. "Chave de Cadeia", é uma comédia musical onde o riso é garantido do início ao fim. Um espetáculo de  muito bom gosto, que garante bons momentos de descontração desde a sua estreia em 2008. Imperdível!
*****
Anote:
Onde: Teatro das Artes - Shopping da Gávea
Quando: Terças às 21hs
Quanto: R$ 50

domingo, 17 de junho de 2012

Veneza por Lucia Carneiro

Escrever um blog é um prazer muito grande. "Acabou o caviar?" agrega muitos assuntos e, atualmente, a minha viagem de férias tem dominado os posts. Essa viagem tem contagiado os leitores, muitos estão viajando dentro dessa viagem, como é o caso de Lucia Carneiro, amiga querida que conheci através do Blog Conexão Paris. Lucia tem aproveitado muito as postagens e faz comentários inspiradores e cheios de referências. Um dos últimos comentários dessa leitora foi no post "Veneza, uma paixão".  Eu gostei tanto desse comentário que pedi autorização à Lucia para poder públicá-lo aqui como um post, a fim de compartilhar com todos os leitores do Blog.  Espero que vocês, como eu, apreciem.



Veneza para mim é assim como uma miragem de esplendor mágico.
De dia, à noite, com chuva com sol, na neblina ou sob a neve, que é rara mas acontece. Descobre- se Veneza a pé e ao acaso no labirinto de seus sestieri.
Campi campielli, calli, calli longa calli large, salizada, rii, fondamenti, sotoporthegi, interstizo. Nos sotoporteghi muitas vezes passa-se agachado e aprendi que interstizio é um beco que pode ser pouco mais largo que meio metro.
 



Veneza fascina!
É como transpor a ordem do universo, sonhar acordado.
Belisque-se e deixe- se levar numa viagem de dimensão diferente onde sons, cores, aromas e sabores indicam o caminho.
Pense e observe através dos sentidos.
No vazio do silencio da noite perceba o bater de passos firmes no calçamento incerto das ruas. Ouça o silvo dos apitos de carabinieri que em dupla protegem o descanso da cidade. O som das águas que balançam as gôndolas e batem continuo e ritmado na mureta do casario. Ao longe notas da Serenata Rimpianto na voz de tenor de um gondoleiro tardio " ...come un sogno d'or scolpito è nel core...il ricordo ancor...di quel amoré che non esiste piu..." o lamento desliza até a janela aberta de meu quarto de hotel. Seguem-se os mugidos dos grandes navios que entram ao porto na neblina serrada. Amanhece e eu acordo para Veneza com o cantar dos sinos de Campanille na Piazza. Meu relato não é sonho!
Jorge! A culpa é sua e Veneza faz isto!
Pertinho do hotel atravessava-se para o Dorsoduro usando-se o tragheto o meio mais delicioso de andar de gôndola! Santa Maria del Giglio. Se sua alma for mesmo veneta você vai fazer a travessia em pé como fazem os de casa...e eu já fazia. É parte da aventura!
Desta vez foi o Hotel Barbarigo mas sempre fiquei mesmo por ali nos arredores de Calle Larga XXII de Marzo.
Deixa explicar melhor...são só 4 pontes sobre o Canal Grande e 7 pontos de tragheto que fazem a travessia por um "palanca" que hoje corresponde a uma moeda de 0.50€.
Acho que preciso reviver Veneza urgente!

 Lucia Carneiro

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Burano - a ilha da renda

De Murano para Burano não é muito longe, talvez uns 15 ou 20 minutos, se muito. E como acontece sempre, o trajeto é muito bonito. Vejam bem essas "casinhas" á beira da lagoa. Nada mal, para um final de semana, não é?


Do vaporetto um panorama da pequena e calma ilha de Burano.

Burano é conhecida como a ilha da renda, mas poderia ser chamada de "cidade das casas coloridas". Desde a saída da estação do Vaporetto é possível ver um agradável conjunto de casas geminadas com suas cores reluzentes. Nem preciso falar muito, basta que vocês observem as fotos abaixo.


E a surpresa que eu havia falado no post anterior? Estar sozinho numa viagem, não significa ficar solitário e nesta viagem, em particular, tive o prazer de conhecer muitas pessoas, como o casal que está comigo na foto abaixo.
Conheci Soare e Colette no dia anterior em Veneza, quando pedi ajuda para tirar uma foto. Aliás, tem sempre alguém pedindo para tirar uma foto. Foi um encontro rápido, fiz umas fotos perto da Ponte Paglia e depois, mais uma vez na Ponte dei Souspiri. E aí foi quando pude conversar um pouco e fiquei sabendo que eles eram da Romênia. E quando estava em Murano indo pegar o Vaporetto, quem eu encontro? O simpático casal. Achamos graça da coincidência. eles já tinham visitado Murano e, juntos, seguimos para Burano.

 Não bastasse o colorido das casa, ainda tem esses pequenos caprichos.

 E na rua principal da cidade o comércio de renda em toda parte.
 
Fiquei devendo uma visita ao Museo del Merletto (Museu da Renda). Quem tem o Veneza Museum Pass não precisa pagar.

Não é só a Torre de Pisa que é torta... a Torre da Igreja de San Martino também. Eu tirei a foto até duas vezes, mas aí concluí que a torre estava inclinada.

 Brindando o encontro Romênia e Brasil

A visita a Burano foi muito agradável e recomendo. De qual ilha gostei mais? Das duas. Cada uma com seu estilo. Se Murano é calma, Burano é tranquilíssima.
 Deixamos a ilha e retornamos para Veneza.

E navegando nas águas da laguna de Veneza esse enorme navio.
Foi um passeio formidável, longe das multidões e na companhia de novos amigos. Retornei ao Hotel, descansei um pouco, pois à noite iria assistir "La Traviata", eu não ia perder uma ópera em Veneza, não é mesmo?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Murano - a ilha do vidro

Sábado é um bom dia pra se afastar do Centro de Veneza e fazer um passeio longe da multidão de turistas que chega para o final de semana. Reservei a parte da manhã para conhecer Murano, onde estão as fábricas de vidro que produzem verdadeiras obras de arte. Estava um dia muito bonito, sol, céu azul e um pouco de frio. Na Estação Ferrovia próxima ao Hotel Guerrini, peguei o Vaporetto 42 direto até Murano.

A viagem durou mais ou menos uns 20 minutos e algumas surpresas, como a linha férrea sobre a lagoa.

 ... e o Cemitério de Veneza, que ocupa uma pequena ilha.

Ao chegar em Murano, devido ao horário, antes das 09hs, o movimento era nenhum. Comércio fechado, apenas alguns poucos bares começando a abrir. Achei ótimo.

Com meu guia na mão, iniciei um passeio que iria durar em torno de três horas. As Fábricas de Vidro e as demonstrações de todo o processo de fabricação não fizeram parte do meu roteiro. Não era minha prioridade, preferi andar e apreciar a pequena ilha.

Passei pelas lojas e fotografei algumas vitrines. Os trabalhos, de fato, são belíssimos e os preços, altíssimos. Mas, não é um trabalho qualquer. 


Nada mais tranquilo do que essa pequena praça,. Além de mim, um gato fazia o seu passeio matinal
E por toda a parte os belos trabalhos de artistas, enfeitando as ruas com seu colorido e formas diversas.
 

Em uma das ruas encontrei este obra "Giardino Italia", um presente das diversas fábricas para os moradores de Murano. Cliquem nas fotos para ampliar e ver os detalhes.

Uma outra obra que me chamou atenção foi esse boneco "dois em um":


Gostei muito da fachada desse prédio.

Obra da artista Simone Cenedese "natale de luce in una cometa di vetro".
Achei muito bom ter encontrado essas peças pela rua, um pequeno museu a céu aberto. Embora não tenha feito a visita às fábricas de vidro, achei mais interessante ter passeado, sem pressa, pelas ruas.

 Uma das poucas pontes de ferro que vi.
Reparem nessas grades, tão bom poder admirá-las dessa maneira, ver as formas. Por que estou falando isso. Por conta da onda de colocarem cadeados nas grades de algumas pontes. Particularmente, não gosto. Ao menos em Murano, por enquanto, essa onda não chegou.

Depois de curtir as ruas de Murano, fui visitar o Museu do Vidro que fica instalado no belo Palazzo Giustinian, antiga residência dos Bispos de Torcello. O Museu foi criado em 1861 e abriga fabulosos exemplos de objetos de vidro datados desde o século 1º a.C. Os objetos mais antigos ficam no primeiro andar, onde não consegui fotografar absolutamente nada. No segundo andar, estão os belíssimos lustres e uma exposição temporária de objetos recentes. Uma das surpresas dessa visita, foi ter conhecido Ediluza, brasileira de Salvador, que mora em Veneza há muitos anos e trabalha no Museu Del Vetro. Batemos um longo papo e fui apresentado à Susana a outra recepcionista do Museu. Foram muito gentis comigo. E daqui eu mando um bacione carinhoso para Ediluza e Susana.
Abaixo um pouco das peças do museu:
 
 Após visitar o Museu, segui em direção à Basílica dei Santi Maria e Donato.

Uma belíssima igreja, erguida em 999. Uma pequena jóia na ilha, com obrasd e Bellini e Veronese.
Havia proibição de fotografar, mas fiz cara de bobo e fiz essa foto. Queria guardar o registro. Um altar imponente e muito simples.
O meu passeio estava chegando ao fim, mas ainda tinha muito tempo para entrar nas lojas e quem sabe tentar comprar alguma coisa.


Murano é uma ilha pequena e muito agradável. Gostei imensamente de ter feito essa visita e até poderia ficar o dia inteiro ali. Há bons restaurantes e os lojistas são muito simpáticos. Pelo menos, os que conheci. Quem for à  Veneza e tiver um tempinho, deve visitar a Ilha.
E foi com essa bela vista que me despedi de Murano. E uma pequena surpresa me aguardava no caminho para a  Estação do Vaporetto.