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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

domingo, 26 de maio de 2013

Manhãs de outono

 
Já disse, algumas vezes, aqui no blog que a minha estação do ano favorita é o outono. Os dias são ensolarados, mas não faz muito calor e aqui no Rio o que já é bonito ganha uma luz especial, principalmente ao entardecer. Num desses domingos de outono saí de casa para caminhar pelo Aterro. Geralmente vou até o final da praia do Flamengo e retorno. Mas decidi alterar o roteiro e caminhei em direção à Praça Paris.
 
A Praça Paris, jóia da belle époque carioca, do início do século XX, é um projeto do arquiteto francês Alfredo Agache e foi inaugurada em 1929. A Praça é uma das mais bonitas da cidade e tem sido muito utilizada para gravações de comerciais e filmes, além de produções para televisão.
 
A praça é uma das mais bonitas da cidade e é frequentada, majoritariamente, pelos moradores do bairro da Glória.
 
É uma pena que seja proibido, ainda, fazer piqueniques no local. O cenário seria perfeito para um convescote com amigos. Quem sabe não começamos aqui uma campanha para o prefeito liberar o piquenique na praça.
 
Ao fundo, no alto, avistamos a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.
Depois de pouco mais de uma hora na praça passei na feira da Glória que acontece todos os domingos. Acho que é uma das maiores feiras livres da zona sul, tomando toda a rua Augusto Severo e parte da Rua da Glória. E vamos combinar, feira livre é um programão!
 
Gosto do burburinho e do colorido que encontro numa feira livre. Quando viajo e encontro uma feira, sempre passo para conferir os produtos. E também gosto de ficar atento aos diálogos entre os feirantes e seus fregueses. Escutamos verdadeiras pérolas.
E para coroar a visita uma passadinha na barraca de pastel e caldo de cana. Uma boa feira livre não pode deixar de ter uma. E na feira da Glória essa barraca faz o maior sucesso.
E, claro, não ia ficar fora dessa e comprei meu pastel de queijo e para acompanhar um geladíssimo caldo de cana. Existe maneira melhor de começar o domingo??

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Encerramento Festival O Boticário na Dança

Ainda não me recuperei totalmente da gripe, que me deixou fora de combate durante alguns dias, mas não posso deixar meus 17 leitores sem notícias. Como vocês sabem, estava participando do festival O Boticário na Dança o que motivou a publicação de alguns posts. No último dia 8/5 (quarta-feira), retornei ao Theatro Municipal para o encerramento do festival. A noite prometia com as apresentações das companhias Quasar e Grupo de Rua. A Quasar é uma velha conhecida e já conhecia o seu trabalho, a surpresa e a grande expectativa era a apresentação do Grupo de Rua. A Quasar foi criada em 1988 por Vera Bicalho, diretora geral, e Henrique Rodovalho, diretor artístico e coreógrafo. Ao longo desse tempo, o grupo goiano tem construído uma carreira cujas marcas são a qualidade artística e o desenvolvimento de uma linguagem sólida e própria. Para o festival o grupo trouxe o espetáculo “No Singular”, coreografia baseada na correria do dia a dia, com trilha sonora que incluía sons produzidos pelo corpo e que eram emitidos pelos próprios bailarinos. Indo direto ao ponto: não gostei e não reconheci na apresentação a companhia que conheci no início dos anos 90.
 
(Quasar Cia de Dança)
Após o longo intervalo foi a vez do Grupo de Rua, fundado em 1996. O Grupo é comandado pelo coreógrafo Bruno Beltrão e a partir de 2002 iniciou sua trajetória internacional, com apresentações em 26 países. A companhia chama atenção ao misturar de forma única hip hop e dança contemporânea e apresentou a coreografia H3.
A participação do Grupo de Rua no último dia do festival, foi uma boa escolha, pois o grupo salvou a noite. O espetáculo H3 foi excelente, com uma coreografia ágil, intensa e pulsante. A trilha sonora minimalista fugiu do óbvio e deu muita fluência à apresentação. Fiquei satisfeito com o trabalho desse grupo, muito bonito, coeso e intenso. 
(Grupo de Rua)
Se fosse dar uma nota para o festival, seria 9,5. A Organização trouxe grupos que se apresentaram pela primeira vez na América do Sul, reacendeu a chama dos tempos do Carlton Dance e levou muitas pessoas a ter contanto com a dança contemporânea pela primeira vez na vida. Aguardemos a próxima edição.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Peeping Tom - terceira noite do Festival O Boticário na Dança

 
Mais uma noite dedicada à dança, ontem (06/05), fui conferir a apresentação da companhia belga Peeping Tom que se destaca pela dança teatral. A companhia que tem sede em Bruxelas foi fundada no ano 2000 por Gabriela Carrizo e Franck Chartier, responsáveis pela direção artística. Nesta terceira noite do Festival O Boticário na Dança, a expectativa era grande para assistir ao grupo que se apresentou pela primeira vez na América Latina.
A Peeping Tom trouxe o espetáculo 32 rue Vandenbranden, cuja ação acontece sob um céu totalmente aberto, em uma paisagem de montanha e com trailers para abrigo. É a representação de uma pequena comunidade isolada, onde os habitantes são confrontados com a própria solidão.
 
(Peeping Tom - boa técnica, mas não emociona)
 
Não gostei, nem desgostei. Apenas assisti. Já sabia que os espetáculos dessa companhia eram de composição teatral, porém 32 rue Vandenbranden não me emocionou, apesar da excelente técnica dos bailarinos/atores. Valeu como experiência e para ter uma ideia desse tipo de espetáculo de “dança teatral”.
O festival prossegue com apresentação hoje da Mimulus Cia de Dança e do Maribor Ballet, mas vou ficar em casa. Amanhã, dia 08, o festival termina e vou ao Theatro Municipal para assistir as apresentações do Grupo de Rua e da Cia Quasar.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Festival O Boticário na Dança

Desde o último sábado (04/05), o Theatro Municipal do Rio de Janeiro está abrigando o "Festival o Boticário na Dança". Para quem ainda  guarda boas lembranças da época do Carlton Dance Festival, este evento é uma ótima oportunidade para conhecer o trabalho de coreógrafos internacionais e ficar atualizado com o que é visto mundo afora. Confesso que não estava muito empolgado com esse festival, mas quando soube que a Quasar Cia de Dança iria participar fiquei um pouco mais animado. Lembro de ter visto a Quasar diversas vezes e sempre gostei dessa companhia goiana.

Na noite de estréia, sábado, o espetáculo ficou por conta da Shen Wei Dance Arts, dirigida pelo chinês Shen Wei, responsável pela coreografia da abertura das Olimpíadas de Pequim, em 2008. A companhia está sediada em Nova York e escolheu duas coreografias para apresentar no festival: Sagração da Primavera, baseada na composição de Stravinsk e Folding.
Shen Wei é um artista cheio de qualidades, além de coreógrafo é:diretor de palco, figurinista, iluminador, pintor, artista plástico e cineasta. Só para ter uma idéia do talento do moço, o pano de fundo da foto acima foi pintado por Wei.
 
Folding foi a coreografia que mais gostei, impactante,  minuciosa e com figurinos de tirar o fôlego que resultou num espetáculo de altíssimo nível. Realmente bom. Diferente de Sagração da Primavera que não apresentou nada de novo. Para a primeira noite foi bom, mas esperava bem mais. Contudo não posso negar que Folding proporcionou momentos belíssimos, difíceis de serem esquecidos!
 
Hofesh Shechter Company
Domingo, 05/05, foi a apresentação da companhia inglesa criada em 2009 e que  leva o nome do diretor artístico. A companhia se destaca pelo estilo intenso e teatral ao som de muito rock'n'roll.
Hofesh Shecter trouxe o espetáculo Political Mother, que retrata as emoções humanas e com a intenção de "proporcionar uma experiência como nenhuma outra". E conseguiram! O que assisti no palco do Theatro Municipal foi algo impactante, pulsante, vivo, dinâmico, enfim, tenho que repetir: impactante!
Tudo é muito teatral e os bailarinos estão totalmente integrados à banda e esta aos bailarinos. O inimaginável acontece: uma banda de rock dentro do Theatro! Percussão, solos de guitarra e a voz rouca e incompreensível de um cantor cheio de atitude. Foi realmente uma experiência. Saí do Theatro elétrico.
Espero que as próximas apresentações estejam no mesmo nível dessas duas noites.
 
O festival acontece ao mesmo tempo nas cidades de São Paulo e Curitiba, com apresentações no Auditório do Ibirapuera e Teatro Guaíra, respectivamente.
No Rio as apresentações vão até o dia 08, sempre às 21h no Theatro Municipal.
 
Anote:
Programação:
06/05 - Peeping Tom
07/05 - Mimulus Cia de Dança e Maribor Ballet
08/05 - Grupo de Rua e Quasar Cia de Dança
 
Ingressos:
Frisa e Camarote – R$420,00
Plateia e Balcão Nobre – R$70,00
Balcão Superior – R$50,00
Galeria – R$20,00
 

domingo, 5 de maio de 2013

Ano de Portugal no Brasil

Para quem não sabe, 2013 é o ano de Portugal no Brasil. A programação é intensa e é divulgada mês a mês. Foi assim, meio no susto, que fiquei sabendo do espetáculo "Menino de Sua Avó", montagem teatral do texto de Armando Nascimento Rosa, estrelado pelo grupo "A Barraca".
 

A peça em cartaz até hoje (05/05)  no Teatro Dulcina conta com a presença da estrela Maria do Céu Guerra e do ator Adérito Lopes.  "Menino de Sua Avó "é um dueto cênico entre Fernando Pessoa e a sua avó louca. Sete encontros onde o fantástico ganha a cena".
É sempre um prazer receber "A Barraca" em nossos teatros, esta foi a quarta ou quinta peça que assisto com essa trupe. No ano passado tive a oportunidade de assistir "D. Maria, a louca", texto excelente e a interpretaçãoo irrepreensível de Maria do Céu Guerra.
A programação do mês de maio já está pronta e conta com diversos eventos pelo Brasil, confira aqui ou pelo site http://anodeportugalnobrasil.pt/

sábado, 4 de maio de 2013

Um Inimigo do Povo

Dando continuidade ao projeto "Teatro na Justiça", o Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, apresenta o espetáculo "Um Inimigo do Povo", do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. A peça foi escrita em 1882 e encenada pela primeira vez em Oslo em 1883. No Brasil, o texto de Ibsen foi montado Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no ano de 1952. É considerada por muitos como a peça mais direta e polêmica do autor.
 
A história é ambientada numa pequena cidade do interior da Noruega, cuja principal fonte de recursos advém de sua Estação Balneária. O Dr. Stockmann preocupado com as doenças que turistas e habitantes da cidade apresentam,  decide investigar a água da cidade. A análise indica que a água está poluída, aparentemente por lançamentos de impurezas dos curtumes da cidade. Como cidadão, sente-se no dever de levar a verdade ao povo, porém sua denúncia trará prejuízos para a cidade, que não lucraria mais com o turismo. E, certamente, não agrada aqueles que esta o no poder. Porém, não denunciar o fato, vai contra os ideais de Stockmann.
A montagem em cartaz no CCPJ é uma grande oportunidade para o público carioca assistir um trabalho de qualidade e ter acesso a um texto, que embora escrito no século XIX, é atualíssimo. O espetáculo é dirigido por Silvia Monte, que por conta das limitações da sala, encontrou soluções práticas com sua equipe para execução do cenário, bem como iluminação. Os figurinos estão adequados e a trilha sonora é envolvente. O elenco é composto por Marcello Escorel, no papel do Dr tomas Stockmann, Nedira Campos como Catarina Stockmann, Alexandre Mofati interpretando o Prefeito Peter Stockmann, Eduardo Rieche , como o editor do Jornal A Voz do Povo, Diolo Salles, o Capitão Horster, Janaína Prado, no papel de Petra Stockmann, Antonio Alvez como Morten Kiil e Paulo Japyassú, como Sr Aslaksen, impressor do jornal A Voz do Povo.
Os atores estão satisfatoriamente bem em seus papéis, mas poderia destacar a atuação firme de Marcello Escorel, que garante muita credibilidade ao personagem Dr Stockmann.
"Um Inimigo do Povo" é um texto forte, denso e, apesar de ter sido escrito no final do século XIX, mantém-se atualíssimo. O espetáculo leva o público à reflexão e provoca, naturalmente, um debate.
Para quem busca um bom texto e boas atuações esta peça é imperdível. E fica aqui registrado o meu maior aplauso e muitos bravos para toda a equipe pela montagem de um texto cheio de qualidades.
 
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Anote:
Onde: Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro
Quando: Segundas, terças e quartas, 19hs até 29 de Maio
Quanto: Entrada Franca (distribuição de senhas 1 hora antes do espetáculo)
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Rio Harp Festival

Começou no dia 01 de maio a 8ª edição do Rio Harp Festival - Festival Internacional de Harpas. A programação é intensa e o melhor, gratuita! É uma excelente oportunidade para assistir concertos de qualidade, com músicos vindos de diversos países do mundo. Confira a programação completa aqui e divirtam-se!