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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Abrindo 2014 com Arte!

Se fechei o ano de 2013 mergulhando na  Arte, o início de 2014 não foi nada  diferente. Acordei cedo e antes das 09h00 já estava na fila do Musée d'Orsay. Para minha surpresa encontrei uma fila com quase 200 pessoas. Acho que todos tiveram a mesma idéia. E essa é a melhor dica que posso passar, chegar antes de o Museu abrir.
Locais e turistas na fila, aguardando o museu abrir.
Meu objetivo era conferir a exposição Masculin/Masculin. L'homme nu dans l'art de 1800 à nos jours (Masculino/Masculino. O homem nu na Arte de 1800 aos nossos dias)

Fotografar era, terminantemente, proibido. E só pude fotografar os cartazes na parte externa. Quando fui fazer a foto da entrada da exposição ouvi um sonoro "pas de photo!"
Como já disse no post anterior, os franceses sabem organizar muito bem uma exposição e esta Masculin/Masculin não foi diferente. Foram reunidas obras de artistas como Rodin, Cézanne, Francis Bacon, David LaChapelle, Pierre et Gilles, Louise Bourgeois e tantos outros, divididas em temas como Tristeza, Força, Esportes, Heróis, etc. O que mais gostei foi ter tido acesso a obras de artistas que não conhecia, como Ron Mueck (artista que trabalha com figuras super realistas) e Edvar Munch. Se pudesse atribuir nota, seria 10. A exposição encerrou no dia 12 e agradeci muito ter começado o ano assistindo uma exposição de alto nível. Ah e a cereja do bolo, de graça. A entrada era gratuita no dia 01 de janeiro. Melhor, impossível!
Saí da exposição em estado de graça e fui rever algumas obras do Musée d'Orsay. Este museu é um dos meus preferidos, principalmente pelo fato de reunir muitas obras impressionistas. Neste museu encontramos obras de Renoir, Manet, Monet, Van Gogh, Alfred Sisley, Cézanne e o meu querido Paul Gauguin.
Esta é uma foto clássica feita em um dos mirantes do Museu. Daqui avistamos toda a nave central e contemplamos sua arquitetura e ficamos encantados com a  beleza do relógio. 

Consegui fazer alguns registros nas galerias, mas é aquela velha história, onde é proibido fotografar nem sempre as fotos ficam boas. Confesso que estou abandonando essa prática. Melhor guardar na mente e curtir o momento.
 O Tocador de Pífaro - Edouard Manet
 Femme à l'ombrelle - Claude Monet

Na sala dedicada à Van Gogh foi um pouco mais fácil fotografar
 E foi assim que comecei 2014, tendo o prazer de ter a companhia da Arte!

sábado, 25 de janeiro de 2014

O último dia de 2013 - desejo de Arte

Dia 31 de dezembro de 2013. É estranho passar o último dia do ano longe de casa. No Rio de Janeiro e no Brasil todo, o clima é de muita euforia. Desde cedo escutamos o barulho dos morteiros. Em Paris, é apenas mais um dia. Ou foi essa a minha sensação. Segui a rotina, acordei, tomei café e fui procurar o que fazer. Opção A: uma exposição no Musée d'Orsay. Cheguei e vi uma multidão, fila kilométrica. Disse não.
Enquanto pensava no que ia fazer fiquei dando voltas próximo ao Museu. E vamos combinar, é um lugar charmoso.

 
Eu posso voltar à Paris 200 vezes e vou sempre repetir essa foto. O Museu d'Orsay é um dos meus preferidos. E depois de pensar, lembrei da Orangerie, onde estava em cartaz a exposição com obras de Frida Khalo.
E lá fui eu, caminhando feliz para o meu Plano B. Notei que estava tudo tão vazio ... e o motivo??? Fechado. Ansiava por um contato com a Arte. Mas o que me restou foi a Grande Roue de Paris
A famosa roda gigante. As filas são enormes, mas naquele horário não havia ninguém. Só pagar e subir. E lá fui eu...


Tranquilidade total, nada de tonturas...(ainda vivia sob o fantasma da labirintite). Sempre tive vontade de andar nessa roda gigante, mas detesto ficar horas numa fila. Enfim, chegou minha vez. Vale a pena. Observar Paris desse jeito é muito legal.
 Depois do passeio, uma volta rápida pelo Jardin des Tuileries.
Só uma árvore com folhas. Gostei desse contraste. Mas nem a Roda Gigante, nem algumas obras de arte que vi pelo Jardin des Tuileries, aplacaram meu desejo... precisava mergulhar na Arte. E aí fiquei pensando, pensando  e executei o Plano C ou D ou teria sido o E...
Musée du Luxembourg
Estava na minha lista, mas ia deixar para o dia 1º de janeiro. Foi o meu almoço do dia 31: "La Renaissance et le rêve" (A Renascença e o sonho). Exposição maravilhosa com quadros de Bosch, Véronèse, El Greco e tantos mais...
Se existe uma coisa que os franceses fazem muito bem é a montagem de uma exposição. Chega a ser didático. Tudo bem dividido, organizado. Esta exposição, por exemplo, estava dividida da seguinte maneira: La nuit (A noite); La Vacance de l'ame (A fuga da alma); Visions de l'au-delà (Visões do além); Rêves Énigmatiques et visions cauchemardesques (Sonhos enigmáticos e visões de pesadelo); La vie est un rêve (A vida é um sonho) e L'Aurore et le réveil (A aurora e o despertar). Um verdadeiro encanto. Toda a exposição podia ser fotografada, com exceção de alguns quadros. Eu sempre questiono essa nossa vontade de registrar tudo. Muitas vezes, na ânsia de ter a melhor foto, nos perdemos na contemplação de uma obra. Eu tento um meio caminho, mas fico no meio do caminho ... ou seja, estou amadurecendo a ideia de apenas contemplar...


 Le Rêve de Philippe II - El Greco 
O destaque dessa exposição era esse fenomenal El Greco. Pulsante, vivo, cores fortes e cheio de significados. "O sonho de Philippe II" era um dos quadros proibidos de ser fotografado. Por sorte eu fiz várias fotos. Fui abordado por um dos recepcionistas que pediu que apagasse a foto na hora. Eu prontamente apaguei. Mal sabia ele que eu havia feito várias fotos do quadro (coisas desses smartphones).



Saí da sala embriagado, saciado do desejo pela Arte. Foi um fechamento de ano com chave de ouro. E isso para mim é muito importante. 
 Difícil visitar uma exposição desse nível e sair de mãos vazias. 
Estava com a alma alimentada, mas o corpo pedia comida de verdade. Já era tarde e os restaurantes fechados. Os poucos abertos estavam preparando o jantar do Ano Novo. Consegui comer num bistrô perto da Rue Mouffetard. Esse foi o meu destino para o último fim de tarde do ano. 

Fui imediatamente para o Café Delmas - situado na Place de la Contrescarpe - e,  como de costume, pedi um Kyr. Fiquei ali sentado assistindo a vida passar e fazendo uma leve retrospectiva do ano de 2013.

E dali desejei um Feliz ano Novo para todos vocês! As emoções daquela noite maravilhosa vocês já conferiram, mas quem não viu pode acompanhar clicando aqui!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Rolé Noturno, ainda a Champs -Elysées

Aproveitei a palavra da moda - rolé - para dar nome a este post. Não ia ficar bem "um rolézinho na night..."! Mas o número de pessoas na avenida era elevado. Uma verdadeira multidão. Para quem evita a grande avenida eu estou a própria contradição! Mas não podia deixar de ver a Champs-Elysées toda iluminada com a sua decoração para as festas de fim de ano. Além disso, o Mercado de Natal com barraquinhas que vendem de tudo e muitos comes e bebes. Nem bebi, nem comi. O Cassoulet do almoço foi uma refeição que valeu para todo o dia. Porém, depois de certo horário arrisquei um cachorro quente cheio de mostarda que me fazia chorar a cada mordida... 
Os dois lados da Champs-Elysées são tomados por barracas com vendas de diversos produtos.
Pensei que não fosse encontrar muita gente pois cheguei depois das 21h. Ledo engano. 

O Natal já havia passado, mas Papai Noel ainda estava dando expediente.
E vejam só: o Brasil já tem um lugar no Mercado de Natal da Champs-Elysées! Tudo no melhor estilo "para francês ver". Montaram uma churrascaria rodízio com shows de capoeira e, claro, mulatas.
A certa altura do passeio, fugi da multidão e fiquei um pouco no meio da avenida para fotografar. E assim fiquei, atravessava, parava e fui me divertindo com os tipos que iam surgindo pelo caminho. Todos tomavam vinho quente, comiam galettes, crepes, maçã d o amor, churros, etc.
Esse casarão estava lindamente iluminado. Acho que é o prédio de alguma Fundação. Observei que tinha alguma exposição em cartaz, mas não fotografei e nem registrei. Será que alguém identifica?

 
De fato, ficou muito bonita a decoração da avenida. Entrei totalmente no clima virei um anjo (na foto abaixo), com essa auréola improvisada.
  No meio da avenida, ao fundo, a Roda Gigante e no outro ponto...
...o Arco do Triunfo
E eu no meio disso tudo, feliz da vida!