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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

La Défense

Lembro como se fosse hoje, quando subi o Arco do Triunfo e avistei o Arco de la Défense. Eles estão simetricamente alinhados. A grande avenida e algumas estações depois nos levam ao bairro de La Défense... que não é mais Paris. O bairro faz parte de um outro departamento - Hauts-de-Seine. Estive lá a primeira vez que visitei Paris e quis voltar no ano passado. Era um domingo, dia 14 de setembro de 2014. Do Marais direto até La Défense pela linha 1 do metrô. Uma curiosidade: não há maquinista nos trens da linha 1 e se você estiver no primeiro vagão terá a visão  - foto abaixo - ao se aproximar do bairro.
o metrô sai do túnel e avistamos um bairro futurista
O Grande Arco de La Défense
A primeira vista ficamos com a sensação de que saímos de Paris e chegamos em algum lugar do planeta que não lembra a França que idealizamos... ouvi comentários "parece New York", "ah meio sem graça", "Ufa, enfim algo moderno na França.." e por aí vai. O fato é que graças à La Défense, Paris conservou seus belos prédios elegantes, suas lindas avenidas e nada foi descaracterizado. Não corremos o risco de ver um prédio do século XIX ao lado de uma torre de vidro... 

Adoraria subir neste grande Arco e ver Paris de outro ângulo... mas estava fechada a bilheteria? Me aproximei e vi o estado lamentável do lugar. As visitas já não aconteciam há algum tempo, um abandono só. Não sei como anda hoje.
Então só me restava apreciar esse conjunto moderno, meio futurista e, por incrível que pareça, gostar de estar ali. Um bairro de negócios, poder e grandes decisões, pensei... 
O fato é que, embora não seja fã desse modernismo todo, La Défense acaba agradando. E tem ótimos centros comerciais.
 
Por ser domingo, não havia muito movimento, o que achei ótimo. Entrei num dos shoppings...
 ... e logo percebi que aquele era o programão de muitos que moram nos arredores de Paris e já cansaram de jardim-museu-almoço-praça.

"Tá na boca do povo" ou "Ninguém fala em outra coisa"... uma tradução livre para a frase "tout le monde en parle" que chamava atenção para o livro de Valérie Trierweiler - a ex-mulher (traída) de François Hollande - "Merci pour ce moment". 
 
É claro que eu não comprei... na sacolinha da FNAC apenas cd's e o livro "Une année en Provence" de Peter Mayle. 
E, de repente, La Défense pode ser um programinha legal para um domingo sem compromisso em Paris.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Um Sábado em Paris

Desde que comecei a  trabalhar como Guia de Turismo, perdi aquele gostinho da sexta-feira anunciando o final de semana. Geralmente trabalho muito nos finais de semana e feriados... E, por isso, apesar de estar de férias em Paris, quis aproveitar o sábado (13/09/2014), como se estivesse passado a semana inteira trabalhando... e este post pode ser uma boa ideia para suas férias: aproveitar o sábado onde você estiver, como se fosse um local.

Nessas férias, acordava cedo todos os dias para correr ... corri em todas as cidades que passei na Turquia e na França não foi diferente. A vantagem é poder fazer fotos com as ruas vazias. Sobretudo num dia de sábado quando o movimento é menor e muitos ainda dormem.
Dá para contar a quantidade de turistas que aparecem nesta foto. Só mesmo bem cedo podemos ver a Notre Dame assim.

Rue Saint-Paul, meu endereço em Paris. "Meu prédio" é o da foto à direita.
Baguete quentinha para o café da manhã.
Depois do café em casa, tracei os planos: passear  na rue Mouffetard no Quartier Latin. Assim, aproveitaria para fazer compras para o piquenique da tarde, que já havia combinado com a Lúcia e a Fabi. Este é um programa perfeito para o sábado. 
Para começar o passeio, uma volta pela Place de la Contrescarpe, cercada de Cafés e restaurantes. Localizada quase no final da Rue Mouffetard, esta praça é a minha preferida em Paris. 
O Café Delmas é o que mais gosto, sobretudo porque oferece uma boa vista da praça. Parece uma cidadezinha do interior. É bom gastar umas horas por ali, lendo um livro ou vendo a vida passar.
 Depois descer a rua e começar as compras...
Parada obrigatória na "Le 5ème Disque" - loja de discos que conheço há anos - para ver as novidades e bater um papo com a proprietária, Laurence, que é sempre muito simpática e gentil comigo.
E esse é o clima da Mouffe - comerciantes simpáticos, pequenos restaurantes e bons produtos...
Não há como resistir aos queijos...
 
 
 Compras feitas, vamos ao piquenique...
O local escolhido foi o Parc Floral de Paris, mas estavam cobrando a entrada por conta de um show. Declinamos e preferimos ficar nos gramados do Château de Vincennes. 
 Um brinde ao sábado e mais um encontro na cidade luz!
 Queijos, frios, biscoitos, doces, frutas e umas bebidinhas...
 Lúcia, Fabi e Eu nos gramados de Vincennes
Tem coisa melhor do que curtir um sábado com os amigos?
Para completar o programa de sábado, que tal assistir um musical no Théatre du Châtelet? Não é fácil encontrar ingressos no dia e, por isso, sempre compro meus ingressos pela internet e com antecedência. Logo que fecho as reservas de passagens e hospedagens, entro nos sites para ver a programação das peças, óperas ou ballets e compro logo. 
 Diga espelho meu: há alguém mais colorido do que eu???
 Entrada do Théâtre du Châtelet
Não é todo dia que você tem a sorte de assistir um musical com uma orquestra regida por Michel Légrand e estrelado por Natalie Desay.
"Les parapluies de Cherbourg" (Os guarda-chuvas do amor) é, originalmente,  um filme de 1964 e foi estrelado por Catherine Deneuve. Ano passado, estreou em Paris na versão para teatro. A grande surpresa, pelo menos para mim, foi ver Michel Legrand no palco. O mito francês que fez várias trilhas para filmes. Uma noite inesquecível, até porque foi uma estréia mundial.

Ao final do espetáculo, como acontece em qualquer lugar do mundo, os fãs aguardam a saída das estrelas para conseguir um autógrafo. Já viajei com uma foto da Natalie (de outro espetáculo) e fui tentar um pedido de autógrafo. 

Um dia para ficar guardado para sempre na minha memória. Estar em Paris, curtir o sábado de maneira tranquila, encontrar amigos do Rio, terminar a noite com um ótimo espetáculo e conseguir autógrafo de uma estrela. Isso não tem preço!

sábado, 5 de setembro de 2015

Grupo Corpo - 40 anos

Há mais de 20 anos acompanho o trabalho do Grupo Corpo, companhia mineira, que está celebrando 40 anos! Ontem tive o prazer de assistir no Theatro Municipal do Rio de Janeiro o espetáculo estrelado pelo grupo. 
Enquanto aguardava o início do espetáculo, lembrei do ano de 1992 quando assisti "21", uma das mais belas e coloridas coreografias do Grupo. Aquele espetáculo foi marcante e apaixonante.  Desde então assisti quase todas as apresentações da companhia, na minha opinião, a que melhor representa a dança brasileira.
A noite de ontem pode ser resumida em uma palavra: sublime! Como acontece sempre, o Grupo Corpo apresentou duas coreografias.  A primeira foi "Suíte Branca", assinada por Cassi Abranches - ex-bailarina do Grupo -, com música de Samuel Rosa, do Skank. O que sempre me chamou atenção no Grupo Corpo foi a excelente técnica dos bailarinos, muito bem ensaiados  e em total harmonia, criando um conjunto visual quase mágico que chega a hipnotizar. A música de Samuel Rosa é envolvente e alegre e foi um ótimo aperitivo para a coreografia seguinte, "Dança Sinfônica". 
Saem de cena os tons brancos da coreografia anterior e entra o vermelho, o preto e o cinza. O palco ganha uma iluminação mais intimista e as cortinas vermelhas dão o tom de dramaticidade dessa peça, assinada pelo coreógrafo e criador do Grupo, Rodrigo Pederneiras. A trilha composta por Marco Antônio Guimarães, foi executada pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais com participação do Grupo Uakti. É um clássico com doses de brasilidade. Uma verdadeira obra-prima, que nos brindou com um belo pas-de-deux de grande beleza plástica. Depois da apresentação, a apoteose de aplausos da plateia agradecida e encantada. Bons momentos que lavam nossa alma em meio a dias nebulosos. Parabéns Grupo Corpo!
Um brinde e que venham mais 40 anos!
*****
Anote:
Onde: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Quando: Sáb, 20h, Dom e Seg: 17h (até 7 de setembro)
Quanto: $ 60 a $120

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Nos jardins de Monet

Durante a viagem do ano passado tive a sorte de encontrar com alguns amigos aqui do Rio que estavam em Paris. Um desses encontros foi com a Lúcia e a Fabi. Graças ao Whatsapp planejamos uma visita aos Jardins de Monet. Para quem não sabe, Lúcia foi minha professora de História da Arte no Curso de Guia de Turismo. E depois de ser aluno da Lúcia, meu olhar mudou radicalmente nas visitas que faço às Igrejas, museus, monumentos, etc. Basta olhar uma casa que já fico analisando as janelas, os objetos decorativos... E foi a maior alegria quando nos encontramos em Paris.
Lúcia, Eu e Fabi na Gare Saint-Lazare embarcando para Giverny
Minha primeira visita a Giverny foi em Junho de 2005. Lembro que fui sozinho e durante o passeio encontrei um imortal... daqui a pouco vocês saberão.
Busto em homenagem a Claude Monet
Como de costume as informações práticas para chegar à Giverny: da Gare Saint-Lazare você compra o bilhete para Vernon. De Vernon você chega até o vilarejo de Giverny de ônibus.
 
Paisagem de Giverny
Ao entrar na propriedade e ver a casa de Monet não tive como não recordar o encontro com o imortal Arnaldo Niskier em 2005. 
Foi uma grande coincidência, estava admirando o jardim e, de repente, surge Arnaldo e a esposa. Logo fiz o comentário "o que faz um imortal nos jardins de Monet?". Eles riram e batemos um rápido papo e, claro, pedi para registrar o encontro.
Quase dez anos depois o retorno, com a mesma camiseta - como as roupas duram -, mas muitos quilos mais magro - ainda bem srrsrs

Logo que chegamos fomos explorar o jardim e fazer milhões de fotos imaginando o pintor estudando a paisagem e observando a luz...

É um festival de belas imagens e nem preciso dizer mais nada.... basta clicar, ampliar e observar...




 


Ponte Japonesa - Lúcia, Jorge e figurantes...

Depois da visita aos jardins hora de entrar na intimidade da casa do pintor, mas as fotos são proibidas... 
E para dizer que não falei de flores...


Quando dizem que o mundo é uma esquina a gente não acredita, mas saindo da casa de Monet encontro duas amigas da Academia, D. Ilze e Daniella. Uma dessas coincidências maravilhosas que adoramos!

De volta à Paris,  tudo terminou em Galette e crêpe no Breizh Café no Marais. 
Galette e Cidre bretonne, combinação perfeita!
E essa crêpe de sobremesa porque ninguém é de ferro...
E o dia terminou assim ...